segunda-feira, 30 de novembro de 2009

“Mas que chegava a este ponto – quem é que ia imaginar?”

O problema está exactamente no facto de só acordarmos quando as coisas chegam "a este ponto". Todos/as sabiam que ele lhe batia, mas até chegar a este ponto...
Quando nos convenceremos que esta é uma problemática embebida na forma como nos estruturamos enquanto sociedade? Que permitimos que a banalização da violência só nos provoque alguma reacção aquando destes casos extremos? Chegará o dia em que actuaremos na génese e não apenas na remediação do problema?


Boa Semana

domingo, 29 de novembro de 2009

Dúvida que me atormenta nos tempos livres (que são muito poucos)

Ou: O acordo ortográfico provoca-*me insónias.

Alguém me pode explicar (por miúdos) a justificação para a suspensão do hífen no presente indicativo do verbo haver?
Agradecida.

*Este pode ficar, não? Ufa!

Lullaby de Domingo



Já terminou sábado e eu com tanto que fazer.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Arcade Fire

Subsídios para a discussão com C. (ad eternum)

"Eu digo a palavra porque acredito que aquilo que não dizemos nós também não vemos, não reconhecemos ou lembramos. O que não dizemos transforma-se num segredo, e segredos, muitas vezes, criam vergonha, medos e mitos."
Glória Steinem in prefácio de Monólogos da Vagina
 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ai, minha vida!

"- Professorááááááá, dê-me o número do 112, a Jéssica está mal!!!!!!" "- Diz, aqui, no exercício da produção de escrita, que o texto deve ter, no mínimo, 110 palavras. Professora, pode ser umas palavras quaisquer?"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma história natalícia

História da Menina Louca Procuraram toda a casa, toda a terra, Ninguém a achava. Ela estava no telhado atrás da chaminé, Olhava as estrelas e cantava. Estava tão feliz e sossegada! Olhava as estrelas e cantava. Meu Deus, está louca! Vamos levá-la. Estava tão feliz! Olhava as estrelas e cantava. in Um Ritmo Perdido, de Ana Hatherly (Obrigada, amigo, foi uma boa forma de iniciar o dia)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

La Domination Masculine

Tuer [seulement] les femmes


Boa Semana

Argumentos pró e contra "aimer pour la beauté du geste" Oui j'ai déjà aimé pour la beauté du geste mais la pomme était dure. Je m'y suis cassé les dents. Ces passions immatures, ces amours indigestes m'ont écoeuré souvent. (...) Mais lorsqu'on ose s'aimer pour la beauté du geste, ce ver dans la pomme qui glisse entre les dents, nous embaume le coeur, le cerveau et nous laisse son parfum au dedans.

domingo, 22 de novembro de 2009

Lullaby de Domingo




Desde que finalmente adquiri o Femina, as faixas têm rodado a uma velocidade considerável.
(mais faixas no link recomendado)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viajar (e desejar)

"Can I come in?"
"No."
"Why?"
"I'm getting dressed."
"Precisely."
"Don't come in, please. You're going to be horribly tired of me. All the books say I'm supposed to guard my mistery."
"I want to watch you get mysteriously dressed."
Leonard Cohen, The Favorite Game
(directamente daqui - merci pour ton amitié )

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Lullaby de Domingo



Have you ever been alone in the night time
And you're thinking that you just don't know
And that feeling grows
Without control

(não percebo porque não é mais ouvido. Sou fã absoluta de tudo o que dele conheço)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A ler Derrida e Foucault

Por recomendação do Funes, claro.

Ai, estou tão confusa*

Mas desde quando o casamento civil é uma prerrogativa do catolicismo? A César o que é de César.

* Também gostei muito do conceito de anti-valor (em relação a homossexualidade e que coloca em perigo as famílias portuguesas - as dignas desse nome, claro, que umas são mais famílias do que outras), proferido por um dos responsáveis da Igreja em Portugal - não me recordo do senhor, eram tantos homens sentados à volta de uma mesa a decidir pelas consciências de  todos os católicos e católicas (?) deste País...


rostos quebrados...

Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento.

No Tempo Dividido e Mar Novo, de Sophia de Mello Breyner

domingo, 8 de novembro de 2009

A descobrir*

Os intelectuais soen muy ben zurrar
na literatura na poesia no café
Ai how ridiculous ridiculous they are
é verdade ou não, Lord Byron, é ou não é?
Nas pastelarias nas igrejas no café
ai sobretudo sobretudo no café
é verdade ou não é, Lord Byron, é verdade ou não é?
Ai how ridiculous they are
zurrar o sabem no da fror
tempo em que as burras muito hão-de ganhar
como é de D. Dinis (com modificações) o teor


António Gancho, O Ar da Manhã 


*Foi-me apresentado por um colega que me tem surpreendido. De repente, numa sala repleta de nada, há alguém que realmente nos fala.



Mudam-se os tempos. E as vontades?

Ao que parece, devo ser das poucas que nunca leu Isabel Alçada e só sabe vagamente em que consiste a colecção Uma Aventura; portanto, até agora, apenas sabia que a senhora tinha escrito uma catrefada de livros juvenis nos quais nunca pus olhinhos. Obviamente que li literatura juvenil; recordo-me das leituras a más horas das colecções Colégio das Quatro Torres  e d Patrícia. Esta última foi decididamente a minha paixão mais violenta; era viciada na miúda ruiva e sardenta que andava com um grupo de amigos e um cão em actividades detectivescas (e que obviamente nunca tive a sorte de me acontecerem).  A veneração prolongou-se  até por volta dos meus 12 anos e até aí reuni  todos os livros que consegui apanhar (ano após ano constavam da minha lista de presentes a pedido nos anos e no Natal). Recordo a ofensa que foi ouvir a alguém que aquela paixão haveria de passar. O ultraje foi enorme e secretamente jurei nunca trair a autora de Patrícia, nem a Patrícia, nem o Tim, nem todos os outros. Ao fim de tantos anos, não recordo quem escreveu, nem me lembro da maior parte das personagens. Relego Patrícia apenas para a minha infância e sei que é uma heroína datada.
Por tudo o que desinspiradamente expus anteriormente, não percebo o entusiasmo quase unânime com a mudança para Isabel Alçada. Não compreendo como pessoas adultas colocam esperanças numa pessoa única e exclusivamente porque fez parte do seu universo infantil; ainda que importante, o facto de ter escrito livros juvenis não lhe confere mais ou menos competências para exercer o cargo que agora inicia. Não me interpretem mal; não condeno a senhora por tê-los escrito, nem tão pouco vaticino um desempenho menos brilhante porque os escreveu. Apenas não consigo vislumbrar qualquer correspondência entre o que escreveu e o cargo que agora ocupa. Prefiro esperar para ver.

Confesso que me preocupa o facto de a saber crente em Sócrates.

Lullaby de Domingo

  Fly with aeroplanes (quando nos permitem)
Out of here



Hoje apetece-me veludo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Beijo-te (Rodin)
Beija-me (Rodin)

o sorriso

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso. Correr, navegar, morrer naquele sorriso. Eugénio de Andrade

Lullaby de Domingo



In the mood