segunda-feira, 30 de novembro de 2009

“Mas que chegava a este ponto – quem é que ia imaginar?”

O problema está exactamente no facto de só acordarmos quando as coisas chegam "a este ponto". Todos/as sabiam que ele lhe batia, mas até chegar a este ponto...
Quando nos convenceremos que esta é uma problemática embebida na forma como nos estruturamos enquanto sociedade? Que permitimos que a banalização da violência só nos provoque alguma reacção aquando destes casos extremos? Chegará o dia em que actuaremos na génese e não apenas na remediação do problema?


5 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Desta vez, tenho que concordar consigo.

3RRR (Henrique Freitas) disse...

Isto é grotesco, WOAB.
E a criança? Com que cabeça cresce uma criança de 5 anos quando alguém (alguém não, nem sei como classificar, se calhar um animal, talvez nem tanto) pega numa arma e mata a sua mãe que está a segurá-la ao colo. E o filho mais velho, com 14 anos, que resto de vida terá quando vive neste clima de constante medo? E infelizmente temo que este caso não seja o último.
Espero sinceramente que um dia, tal como disse, não estejamos apenas a remediar este problema. Ao menos partilhamos o desejo.

Auf wiedersehen

hg disse...

Pois... este caso é visível, choca-nos e não é para menos! Pois... e aquelas crianças? Tantos e tantos que nos passam diante dos olhos... que andam nas escolas.
Conheço um caso bem parecido, no entanto, não chegou a esse nível, porque o "doente" esteve preso, sítio de onde nunca deveria ter saído. Agora voltou e, pelo que sei, mais doente ainda... persegue a filha (uma criança ainda) e a ex-companheira.
Eu bem vejo a cara de infelicidade daquela criança, muito desconcentrada e falta imenso... faz pouco, mas com aquele ambiente...

asinus disse...

http://ruadopatrocinio.wordpress.com/2009/11/30/a-guerra-contra-as-mulheres/

Woman Once a Bird disse...

Muito obrigada pelo link. costumo frequentar o blog, mas efectivamente ainda não havia visto este post.