sábado, 26 de maio de 2007

o meu posicionamento é também um direito!

Acho que não haveria, da minha parte, quaisquer razões para ignorar as diferenças conceptuais entre a palavra feminista e a palavra machista, visto que o acesso à informação é bastante facilitado; eu procuro, sempre que posso, tirar vantagens disso. Quando eu falo que o feminismo não é a minha luta é porque não me identifico SÓ com as causas defendidas por este sistema. Estamos a falar de direitos e não de deveres. Contudo, sei perfeitamente que a minha independência (dependente só de afectos, com muito gosto!) socio-económica se deve, em parte, aos movimentos feministas (inicialmente só mulheres, depois homens também) que, ao longo dos tempos, foram fazendo conquistas baseadas no princípio fundamental da igualdade perante a lei. Hoje em dia, sinto-me detentora dos direitos e deveres institucionalizados na minha sociedade; só não posso garantir que os usufruo em pleno, porque também acho que a lei não salvaguarda as diferenças! Não me interessa só a igualdade, mas sim a funcionalidade da lei. O meu trabalho (de mulheres e homens) é chefiado por uma mulher e nunca ouvi ninguém pôr em causa o mérito da pessoa por ser mulher, e digo-vos, desde já, que ela é bastante feminina e mãe de família até. Contudo, presumo que teve que lutar muito, pois uma mulher que é mãe tem que prestar o mesmo serviço como qualquer outra pessoa que não o é. A lei é para todos, é igual. Reconheço também que a essa igualdade, apesar de se pensar o contrário, trouxe muitas vantagens para os homens que, numa maioria, se viam aprisionados aos grilhões da sustentabilidade do seu núcleo familiar. A meu ver, ainda bem! Actualmente, temos mulheres e homens com direitos e deveres iguais, mas com problemas de funcionarem como iguais. Acho que ainda não conseguimos descobrir a medida ou a fórmula certa, mas temos vindo a conseguir. Enfim, uma questão que se tem que racionalizar. Os condicionalismos são muitas vezes ignorados pelos ditos defensores das igualdades, isso é evidente quando, numa sociedade em que o sistema religioso está completamente subjugado pelos preceitos da hegemonia de um só sexo (feminino ou masculino), os homens e as mulheres continuam, impávidos e serenos, a compactuar e a comungar desses mesmos “ideais e rituais”. Acho que a sociedade deveria estar mais atenta, pois não é por acaso que, de modo geral, os países protestantes ofereceram maiores possibilidades de evolução aos movimentos feministas. Diariamente, interesso-me por questões sociais e que, de certa forma, directamente contacto e que estão bem à vista de todos: crianças que são exploradas e negligenciadas pela família; idosos completamente desprotegidos; pessoas desprezadas e caídas nas ruas; a falta de expectativas e de causas da geração vindoura; o desemprego; a imigração e emigração clandestina; pessoas a morrerem com fome; pessoas perseguidas e, por vezes, torturadas por ideologias e culturas extremistas ou sexistas; e as catástrofes naturais e ambientais. Estou atenta, preocupo-me e tento dar o meu contributo para melhorar pelo menos o meio que me rodeia, por isso, considero o meu posicionamento mais direccionado para o HUMANITARISMO. NOTA: não pretendo ser miss e ganhar concursos de beleza!!!

2 comentários:

Woman Once a Bird disse...

E eu continuo a dizer que não percebes porque digo que sou feminista.

nefertiti disse...

percebo e, por isso, considero-te uma pessoa com muito senso! tens convicções fortes e justas.


um abraço grande : ))