domingo, 12 de novembro de 2006

Nem de propósito...

...His_tory. A coisa (continua a ) funciona(r) desta forma.

11 comentários:

his_tory disse...

Ninguém pode obrigar as mulheres a assinarem essas declarações de desistência. Se o fazem, então não estão a par da lei, pois podiam processar o(s) sujeito(s) que têm práticas similares.

Woman Once a Bird disse...

Mas, repara. É um absurdo legislar a paridade na assembleia e nos cargoa políticos? Vamos ser ingénuos e acreditar que tudo acontecerá "naturalmente"?

his_tory disse...

A educação, a cultura, a religião, etc., reservam diferentes papéis para ambos os sexos. A diferenciação profissional tem algo de biológico e de cultural. Há coisas que as mulheres fazem melhor que os homens (ou até que só elas podem fazer) e outras que os homens fazem melhor do que as mulheres (idem). A igualdade/paridade não passa de uma aspiração dos tempos recentes (séculos XIX-XX-XXI), que o recurso à lei não poderá resolver, tal como muitos outros domínios/problemas da sociedade actual. Mas não estou contra a legislação, embora preferisse que as leis não existissem (não defendo a anarquia)porque elas representam o reconhecimento de facto de um problema que a sociedade não resolveu por outra via.

Woman Once a Bird disse...

A "diferenciação profissional tem algo de biológico (...)" não se aplica, de todo, aos cargos de chefia. Quanto à paridade não se resolver mediante legislação... com falinhas mansas não se chega lá.
Esta diferenciação é puramente cultural; esta diferenciação, se eventualmente se aplicasse o princípio da representatividade em função dos elementos que compõem a sociedade (a evocar um outro comentário - que não meu) seria outra. Mas isso são outras histórias...

provavelmente talisca disse...

h
i
s

t
o
r
y

Preconceitos ahn?!

Nos anos 50 diziam que os negros não podiam ser pilotos de avião porque não se davãm bem com as alturas.

his_tory disse...

WOaB,
Mesmo que a cultura seja o cerne da questão, continuo a achar que há alguma inclinação biológica nas diverentes actividades profissionais, quer exijam mais músculo quer mais cérebro.
Com a evolução da sociedade actual, qualquer dia são os homens a alegar questões de paridade ou de proporcionalidade...

Provavelmente talisca,
Não me considero preconceituoso, embora sejamos os nossos piores juízes. Tento sempre ser o mais liberal possível, e francamente não penso que o sexo ou a raça sejam determinantes na realização pessoal.

provavelmente talisca disse...

Músculos ou cérebro!
Mas ainda andamos nisto?

Creio, caro his_tory (e não me interprete mal - porque temos preconceitos não quer dizer que gostemos ou sejamos preconceituosos) que já deviamos andar naquela parte em que sabemos que todos temos cérebro e que as máquinas possuem mais músculos do que nós - humanidade.

Não se trata disso.
Fundamentalmente trata-se do seguinte:

A maioria dos homens e das mulheres acham que os homens são superiores às mulheres. A maioria.

E não é só nos países em que é por demais notório. É aqui. Na assembleia da república. Na casa da gente. Nas ruas. No trabalho. No jardim infantil.

Woman Once a Bird disse...

His_tory:
quero acreditar que pretendes apenas irritar-me. De outro modo não consigo conceber a distinção que fazes. As pessoas são mais ou menos desenvolvidas em termos físicos, mais ou menos estimuladas intelectualmente. Não é uma questão de género.
Muitas mulheres terão a força necessária para atirar a maioria dos homens ao chão. E só não entro na questão do desenvolvimento e interesses intelectuais e cerebrais, porque continuo a achar que estás apenas a brincar.
E agora um bocadinho mais a sério... Cem anos (e aqui estou a ser largamente generosa)de uma aparente aproximação equalitária e já estás assustado?

his_tory disse...

Estamos a caminhar em direcções opostas. Talvez uma parte do problema (e da resposta) passe por algo como: são os homens que se acham superiores às mulheres ou são as mulheres que se julgam inferiores aos homens? A imagem do músculo e do cérebro (e máquina) é cada vez menos uma desculpa para perpectuar preconceitos, mas a maioria das meninas continua a preferir as bonecas e os meninos as máquinas/carros...

Eu não estou absolutamente nada assustado. Deveríamos viver num regime aristocrático, pois deviam ser os melhores a ocupar os cargos dirigentes, independentemente dos respectivos sexos).

Apesar dos defeitos (vários) do actual governo, foi aprovada a lei da paridade, para o bem e para o mal. A porta está aberta para que as mulheres subam na hierarquia do poder/legislativa e alterem por essa via o que resta fazer. Agora, para quando uma feminista a defender que se deveria estabelecer a paridade/proporcionalidade masculina em áreas que nas últimas décadas estão a ser maioritariamente ocupadas por mulheres?
Não vale a pena recuar 100 anos, pelo menos em Portugal, porque só contam os anos de Democracia. Só acho que não devemos olhar o passado para julgar a História. Devemos olhar o passado sim, mas para evitar os erros.

Woman Once a Bird disse...

Para quando uma feminista a reinvindicar paridade masculina em alguns sectores? Mas HIS_tory, faz assim tanta confusão que as mulheres comecem a "ocupar" alguns sectores? O ensino tem mais mulheres que homens? Como é óbvio, já que temos uma realidade social em que as mulheres são em maior número que os homens. Portanto, esse "argumento" parece-me muito fraquinho. Compara, por exemplo, o nº de estudantes diplomados que abandonam uma faculdade (e são mais as mulheres) com o número dos que conseguem efectivamente emprego. Nem falo de cargos de chefia.
Estamos num País em que, para o primeiro emprego ainda importa o sexo, em que a possibilidade de gravidez é questionada pela entidade patronal.Estamos num país em que os cargos de chefia e políticos estão dependentes de uma palmadinha no ombro e a partilha de um charuto. Em que, em privado, as mulheres desdobram-se porque, infelizmente, ainda não existe profusamente a cultura da partilha equalitária de tarefas.
Continuo descrente em relação à seriedade dos teus comentários.

his_tory disse...

Os meus argumentos são sinceros. Eu não acho que está tudo bem, e por vezes até considero que EU deveria fazer um pouco mais.
Sem dúvida que as mulheres têm de se desdobrar por causa da casa e da educação dos filhos, que os homens podiam contribuir mais para esse fim. São muitas as mulheres que abdicam dos filhos por causa da carreira, e vice-versa (penso que a maioria dá mais valor à família do que à carreira, e não as censuro por isso). Podem até abandonar o ensino superior em taxa superior à dos homens. Mas eu sou optimista e prefiro ver a evolução da condição feminina nos tempos que correm como sinónimo de que as mentalidades estão a mudar. Não se pode pedir uma mudança do 8 para o 88 no espaço de 3 décadas. O que melhor se faz em outros países, especialmente os nórdicos, teve origem no início do século XX.