segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Virar de páginas.

"Não basta matar os nossos inimigos, (...), não somos homicidas mas executores, devemos agir em público, para servir de exemplo. Matamos um homem, aterrorizamos outros cem mil. Todavia, não basta executar e aterrorizar, é igualmente indispensável saber morrer, pois se ao matar desencorajamos os nossos inimigos de empreender o que quer que seja contra nós, ao morrer do modo mais corajoso ganhamos a admiração da turba. E desta turba sairão homens para se juntarem a nós. Morrer é mais importante que matar. Matamos para nos defendermos, morremos para converter, para conquistar. Conquistar é um objectivo, defendermo-nos é apenas um meio."

(in Samarcanda, de Amin Maalouf, fotografia de abelardo Morell)

Qualquer semelhança com a realidade (e com as múltiplas verdades com que tantos se digladiam), é pura coincidência.

2 comentários:

nefertiti disse...

Parece-me quase Maquiavel...
De facto ainda somos bastante primitivos...

his_tory disse...

Quase parece a afirmação atribuída ao Goebbels de que uma morte é uma tragédia, mil mortes uma estatística.
Estou contigo na questão da verosimilhança.