sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Fundamentação da livre condução portuguesa


Proponho que solicitemos, cidadãos e automobilistas conscientes, a abolição do código de estrada, já que a sua existência apenas confunde alguns condutores mais incautos ou inexperientes. Na verdade, a sua existência apenas alimenta expectativas que são frustradas de cada vez que um estudioso do dito se mete à estrada.
Qualquer condutor que espere pela sinalização de piscas à saída de uma rotunda, nas ultrapassagens, na saída de um estacionamento (and so on) corre o risco de ter alguém espetado no seu veículo, já que todas estas manobras não necessitam de qualquer sinalização. Aliás, quanto a este ponto, inclusivé a inexistência dos piscas nos carros provavelmente baixaria o custo inicial do mesmo. Para quê pagar por algo que não se usa?
O mesmo se aplica no que diz respeito aos gastos do Estado na sinalização das estradas. Para quê linha contínua amarela, quando toda a gente estaciona onde bem lhe apetece? Para quê sinalização de perda de prioridade quando toda a gente conduz como se a tivesse? Imagine-se a quantidade de dinheiro directamente saidinho das nossas contribuições que não se pouparia na sinalética que ninguém respeita.
Porque não servir cafézinhos aos que se dedicam a parar para conversar com o amigo de longa data que vem na faixa de sentido contrário?
Institucionalize-se o lema de todos ao molhe e fé em si. Afinal de contas, o código de estrada funciona como o código da praxe da Universidade de Coimbra. Já toda a gente ouviu falar, pouca gente o leu, (quase) ninguém o respeita.

8 comentários:

rps disse...

A coisa que mais me irrita (para além dos ponhonhós) é os cabrões que estacionam em segunda fila.

his_tory disse...

Na mouche!
E podíamos acrescentar as condutoras que circulam na faixa da esquerda, libertando a da direita para quem quiser ultrapassar (Hi Hi HI...?)
Falando a sério, só falta referir os condutores que fazem quilómetros sempre na faixa da esquerda, impossibilitando as ultrapassagens pelo código da estrada. Mas como estamos neste ponto, sem quaisquer regras (só são respeitadas quando se vislumbra a presença da autoridade..., desde que não seja familiar ou amigo!), seria o salve-se quem puder. Mas não estamos já nessa fase da evolução?
Ah! E com os rallys a ocupar as nossas estradas, achamos que durante o resto do ano também podemos ser pilotos.

manu disse...

o mais engraçado é estacionarem em segunda linha compulsivamente, ou seja, por mais lugares ke existam, lá encontram um carrito para poder estacionar em segunda linha. tb há os ke procuram um lugar vago e estacionam junto ao lugar vago mas em segunda linha :)
em espanha ou em frança aparece logo um polícia a mandar passar ou para rebocar o carro, cá os polícias contornam o veículo (sem dar pisca) e tá a andar ke são kuase seis horas.

Woman Once a Bird disse...

Caro His_tory:
Não sei porque não ultrapassaste. Ainda por cima (quase) logo a seguir àquela boca educativa com os carrinhos da Chico... ;)

Woman Once a Bird disse...

RPS:
E os que estacionam nas curvas, porque fica exactamente à porta...

Anónimo disse...

transportes públicos... menos poluição e menos stress! ou então mais retundas ;)))
H.

Anónimo disse...

P.s retundas com jardins belos!(H)

Anónimo disse...

Rotunda. (H)