quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma descompensada, é o que é

You're The Sound and the Fury!
by William Faulkner
Strong-willed but deeply confused, you are trying to come to grips
with a major crisis in your life. You can see many different perspectives on the issue,
but you're mostly overwhelmed with despair at what you've lost. People often have a hard
time understanding you, but they have some vague sense that you must be brilliantanyway. Ultimately, you signify nothing.
Cá está o resultado da coisa. Uma teimosa confusa, a atravessar uma crise brutal (é natural, com o Sócrates como Primeiro, qualquer um está em crise). Uma desesperada crónica que é incompreendida, armada ao pingarelho, já que pelos vistos os outros têm a vaga sensação de que sou brilhante (tão enganadinhos). Pena que o brilhantismo nunca me tenha dado para ler este livro; não poderia ter saído um que tivesse realmente lido?

5 comentários:

Ceridwen disse...

"....you must be brilliantanyway" :)

nefertiti disse...

olha, eu ainda não percebi nada do que é a psicofoda!!

Lancelot disse...

Mandaram-me este texto do Mário Crespo, publicado no JN ou no DN desta semana, aqui está uma boa crónica para o estudo dos alunos de uma classe de Português :

"Está bem... façamos de conta
Ontem
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo"

Lancelot disse...

WOAB,

Saia da crise por favor que a primavera está a chegar. Viu como estava lindo o dia de hoje ?

Até parecia que tudo estava mais feliz.

Ouça mais Buarque na versão malandro para a animar.

Woman Once a Bird disse...

Ah Lancelot, por acaso hoje, por momentos, o mar tinha uma cor magnífica e parecia mesmo que o Inverno estava a acabar. Claro que o frio da noite já me fez perceber que isto ainda está para durar. :)