sábado, 10 de janeiro de 2009

Generosidade e paciência: Post-it de Job


O Jorge anda a testar-me: ontem insultou Clarice, hoje insulta a Nina. Não sei quanto mais aguento.

6 comentários:

Su disse...

isso é crime.................:)

jocas maradas

jorge c. disse...

Estou farto desta vaga Clarice. De repente lembraram-se? E depois usa-se a Clarice para tudo. Até para se dizer que dói a barriga siga um texto da Clarice. É demais!
E da Nina só disse que preferia a Bessie, sua ingrata! Eu gosto da Nina. Só disse que não era uma diva, que era um divo.
Via apanhar sol, vai!

Woman Once a Bird disse...

Eu quero lá saber da vaga. Sim, é verdade, de repente, fala-se muito de Clarice Lispector, o que é bom, acho; significa que é mais lida e que se começará a encontrar os títulos que ainda não passam por nós.
Dói-me a barriga.
E vou apanhar sol, que por acaso até brilha por cá (eheh). E só por coisas, levo A Maça no Escuro. E olha, já que estamos nesta dos insultos, vou ler Clarice e pedir-lhe que olhe por ti (vide, D.M.)

jorge c. disse...

Bem, isso é uma falácia, porque não será pelo interesse do público crescer que se vai editar mais. As editoras são verdadeiras artistas porque são elas que promovem a venda. Assim é na arte, no geral. Mas isso é outra discussão.
A verdade é que a Clarice não pode ser usada como um símbolo da vitimização, até porque representará o oposto. E neste momento anda a ser usada no plano da vitimização, o que de certa forma se torna redutor e fútil.

Woman Once a Bird disse...

Não sei quanto a ser usada no plano de vitimização: mas a leitura presta-se a traduções muito plurais e coincidentes com o leitor. Suponho que te referes a isso.
Well, num mundo perfeito, leria muito mais Clarice, porque disporia de muitos mais títulos. E já agora, leria mais Cixous e Irigaray, que essas então, por cá, estão quedas. E vou-me, antes que o Sol desapareça e não consiga ler Clarice à luz do dia.

jorge c. disse...

Eu não discordo disso. Há autores que uso a meu bel-prazer e até repetidamente. Gosto até de fazer ao contrário, no sentido de discordar com eles intimamente.
O que eu critico é o uso de uma autora de altíssimo nível para justificar ressentimento e lamechice.
Isso acontece muito com escritores mais ligados ao campo das emoções. É explicável porque as pessoas têm uma enorme necessidade de justificar as suas acções através disso. Uma palermice, portanto.