domingo, 15 de julho de 2007



"(...) sentimos a prisão que é ser-se rapariga, a maneira como isso tornava a mente activa e sonhadora e como se acabava por saber quais as cores que combinavam umas com as outras. Sabíamos que as raparigas eram nossas gémeas, que todos existíamos no espaço como animais de pele idêntica e que elas sabiam tudo sobre nós, apesar de não conseguirmos de forma alguma penetrar na mente delas.

Percebemos, finalmente, que as raparigas eram, na verdade, mulheres disfarçadas, que compreendiam o amor até à morte, e que a nossa tarefa era simplesmente a de criar o barulho que parecia fasciná-las tanto (...)

In As Virgens Suicidas, by Jeffrey Eugenides

2 comentários:

José disse...

Tudo escrito por um homem.
Tenho cá o livro há anos, ainda não o li. O filme já vi várias vezes e sou fã.

nefertiti disse...

também só vi o filme. a imagem está magnífica.