terça-feira, 26 de junho de 2007

O meu pobre coração não aguenta 5


Ok, ok. Certo é que à História não podemos fugir. Portanto, plenamente ciente que Marco António vai apanhar com a fúria do engomadinho do Octávio, de que vai enamorar-se da egípcia (que não a nossa) e andar mais uma data de episódios a bater-se contra o puto. Mas a verdade é que aqui não interessa o final da História, mas sim como a(s) estória(s) se desenrolam.
No episódio anterior - muito, mas mesmo muito bom (ao ponto de me pespegar com uma insónia incrível), assistimos à execução de Cícero. Só percebemos Cícero nos momentos de crise; em todos os outros conspira e acobarda-se. Conhecemos o executante e desculpamos a infantilidade com que enterra a espada no pescoço do advogado, logo após ter-lhe pedido para apanhar os pêssegos maduros da sua casa.
Octávio cansa-me com tanto aprumo - deliciosa a tirada de Átia "Todos sabemos como és inteligente. Não precisas recordá-lo".
Marco António enoja-me com os seus arrotos de cérebro a vazio. Tão vazio, que ainda não percebeu a índole de Octávio, que será a sua perdição.

As mulheres. As mulheres são sublimes. No episódio que rodou ontem, Átia caminha lentamente para a decadência, profetizada/lançada/prometida por Servília, que se imola à porta da eterna inimiga. O olhar de morte de Servília alcança imediatamente Átia, que sabemos começar lentamente a morrer ali mesmo. Nada escapa ao olhar (de morte).
"Send her bitterness and despair for all of her life". Nem à palavra (mal)dita.

1 comentário:

nefertiti disse...

caramba, mais uma vez!! : ((