quinta-feira, 29 de junho de 2006

"...equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e Deus."
Clarice Lispector

7 comentários:

his_tory disse...

Porquê o equilíbrio? Porque não o desequilíbrio, a paixão, a emoção, a entrega total e descomprometida? Porque não nos abrimos ao próximo em vez de fazermos compromissos connosco? Porque o isolamento, o afastamento? Será medo? De nós próprios ou dos outros? Ou do que podemos fazer com os homens? Mas serão os homens agentes corruptos/corruptores? Esse é um conceito medievo, no sentido em que as mulheres eram passivas e simples receptoras dos desejos masculinos...
Quanto a Deus, se é que ele existe, só pode ser uma criação humana, com os defeitos que, mesmo sendo plenipotenciário, não consegue resolver... O nosso deus/juiz só pode ser a própria consciência (da moral, da ética, do bem e do mal). Mas atenção, nada de se armar em narciso!

Woman Once a Bird disse...

Andas inspiradíssimo.
Por isso mesmo concebo uma divindade andrógena, quase divina. Prefiro falar na deusa, porque ela só pode declinar-se em mim no feminino.

Woman Once a Bird disse...

De qualquer modo, interpreto homens aqui como humanidade, não como única e exclusivamente sexo masculino.

feniana disse...

olha: eu também. enem sequer o sabia, assim, deste modo.
obrigada :)

Anónimo disse...

eu também vou-me equilibrando como posso... entre mim e os outros. abraço

rps disse...

... mais o difícil equilíbrio das finanças...

Anónimo disse...

... ainda mais o equilíbrio económico-emocional-pessoal-social!