sábado, 15 de abril de 2006

"Nem que o eterno te dê a mão"


Vendemos a alma por um corpo a retalho.
Fausto está aí, em cada menina que tenta encaixar nos tamanhos formatados para corpos que ninguém tem. A (procura de) beleza tornou-se hedionda.
(Fotografia de Shanta Rao e título roubado a Fernando Pessoa)

7 comentários:

rps disse...

Vá lá que a mim qualquer trapinho me fica bem...

Nefertiti disse...

gostei muito da associação! bjinhos. (vou abandonar o navio por uns tempos alargados, depois explico-te pessoalmente... capitã, desejo-te boas continuações, pois já nos habituaste a muita qualidade!! à minha blogista preferida um bj e um abraço muito forte!!

jose disse...

coitadas. se essa é a sua forma de atingir a felicidade, a harmonia consigo próprias, sou todo de acordo. Acho que devemos fazer com nós próprios tudo o que quisermos e acharmos ser o mais conveniente. E isto é válido para todos os nós próprios.
Isto, claro, desde que o 'outro' nunca seja prejudicado. Isso é que já não aprecio.
Nefertiti, eu li o teu comentário e olha, triste fiquei, de verdade, mas desde que voltes tudo bem por mim. O convicto também já teve uns tempos se blogar. Acontecerá, decerto, aos melhores blogadores. :D
abraços

Woman Once a Bird disse...

Repara, uma adulto, à partida, consegue ter mais consciência de si. Mas uma criança a desabrochar para a adolescência tende a procurar referências ao meio circundante. E o meio circundante está pejado de exortação à anorexia, à impecabilidade da imagem, humanamente impossível. E se um adulto já tem idade para ter juízo, certo é que as/os adolescentes são profundamente vulneráveis ao que lhes é vendido como ideal.

Gaia disse...

Como sabes, tenho idade suficiente para ter juízo, mas isto de ter um corpo, para o qual não se encontra formato tb é uma chatice. Juro! De visita ao rectângulo,não comprei trapo nenhum formato s ou xs.Nada de novo para mostrar.Fazem-nos cada vez menos.Só uns sapatitos, que ainda os fazem tamanho 35.
Gostei muito, mas sabes,toca-me sempre ao "contrário". Beijos

Woman Once a Bird disse...

Sim, sei perfeitamente que existem excepções e que o inverso também acontece.
Mas o que está em causa, em relação à imagem que os média exuastivamente passam, não diz respeito só ao volume corporal, como também à pele, ao formato do nariz, do peito, etc, etc, etc, etc,.
Mulheres (e homens) perfeitas, só a retalho. Uma espécie de catálogo: nariz daqui, olhos deste, rugas nem vê-las (deixaram de ser humanas, suponho)... um rol de desumanizações que é bebido sôfrega e acriticamente pelos adolescentes (e por alguns adultos).

Latin disse...

A verdade é que nunca sabemos qual o corpo perfeito e infelizmente é a "moda" que impõe o estilo e o modelo.
O mais triste é ver os adolescentes a destruirem o seu corpo para chegar a um "ideal" que não é mais que um produto de marketing.
Bjs