quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Tempos


Tempos…

A Astronomia é uma ciência que a minha querida amiga R se dedica afincadamente nos intervalos dos seus tempos mais abrangentes, ou seja, do tempo do emprego, do tempo dos amigos e doutros tempos intrinsecamente relacionados com a condição humana. Nas suas digressões astronómicas, a minha amiga acentua ainda mais o seu ar celestial e brilhante! Deduzo que isso deve-se ao facto de sua mente estar cada vez mais esclarecida e o espírito mais alimentado.
De tempos em tempos, vejo a minha amiga a fazer muitos cálculos, porque é preciso arrumar ou organizar ou ordenar… o conhecimento. Quando peço algum esclarecimento acerca da cosmografia, prontifica-se e nunca matematicamente falando ou esclarecendo, mas sim utilizando sempre a minha pátria (relembro: “a língua portuguesa é a minha pátria!” e também confesso que é nesses tempos que sou extremamente patriótica!).
Apesar de saber que nunca chegarei aos calcanhares da R no respeita aos conhecimentos do cosmos, porque o caos, proporcionalmente, domina as minhas ideias e emoções (tempos de crise!), tenho muita curiosidade em alguns “pequenos grandes pormenores” ( Ex.mo F, sei que esta frase tem direitos de autor! processe-me!), por exemplo: as constelações, planetas, estrelas, os buracos negros, a medição do tempo…
Chegar a tempo e a horas aos meus compromissos é um grande pormenor! Gosto chegar sempre a horas, sou muito pontual! E se tivesse que olhar o céu para observar os astros e outros fenómenos naturais para determinar o tempo, como noutros tempos, penso que seria complicado e até mais compreensivo alguns atrasos! Mas basta olhar o relógio e ter consideração por quem ou o por que nos espera!
A medição do tempo através de processo práticos foi uma conquista, o Homem utilizou diversos sistemas: o gnómon, o relógio de sol, a clepsidra, o relógio de fogo, a ampulheta, e, estranhamente, relógios humanos. A necessidade de saber a quantas se anda é uma preocupação constante em todas as sociedades humanas.
Em algumas incursões que fiz à História dos primeiros relógios, deparei-me com relatos lendários um tanto ao quanto insólitos! Por exemplo, conta-se que uma rainha chamada Semíramis que governou na Babilónia há uns 2.000 a.C, usava um escravo para medir o tempo, e este tinha a missão de contar lentilhas sem parar. Quando chegava à milésima dava um grito, que assinalava o fim de um período de tempo, e recomeçava outra vez… Que angustiantes tempos esses! Enfim, outros tempos!

Mas o tempo passa e a paciência também…
Até sempre se o tempo quiser!

(* Pintura de Salvador Dali)

11 comentários:

Latin disse...

O tempo tão amigo e simpático!
A paciência essa nunca deve passar...
E essa tua amiga não tem mesmo ar celestial, garanto!
Obrigada por tudo ....
Beijos

Nefertiti disse...

É uma estrela!

Woman Once a Bird disse...

Vejo que o tempo passado com (e por) R. tem dado frutos, como este belíssimo texto. E, Latin, R. tem mesmo um ar (e uma ingenuidade) celestial. Vejamos os imbróglios em que se mete para poupar os outros...;)

Woman Once a Bird disse...

E, por falar nisso, no café a esta hora? I wonder why... Deve ser mais uma das "exigências" da Nefertiti.

Nefertiti disse...

Estou aqui no café com a Rfilosofia há uma eternidade...

Latin disse...

É verdade estou aki por causa dela...

Latin disse...

É verdade estou aki por causa dela...

Nefertiti disse...

disco riscado, disco riscado riscado riscado

Woman Once a Bird disse...

Ok. Já te dei mais trabalho. E só não dei a RCosmos e RMetafísica porque não escrevem em sítios destes...

rps disse...

Alguém pontual! Bolas! Somos tão poucos...
Com algumas pessoas já estou escaldado. Amanhã, por exemplo, tenho um jantar marcado para as 9. Conhecendo bem a fauna que estará presente, só vou às 10.
Ah! Gosto de ampulhetas.

Candy disse...

Eu queria deixar um comentário decente, mas não sei em que palavra devo meter o R! Para não asneirar RPS!:)