segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"confronto"

(Imagem de Misha Gordon)
Nos meus sonhos gastos e cansados percebi nas harpas celtas e nas cítaras helénicas uma estranha voz: - a mensagem hiperbórea! Mas acordei e fiquei rosa descarnada imensa do nada e de novembros! Pardo de ironias pestilento de amarguras cegas na imensa e secular rotina em que nos perdemos. de Luiz Beira

2 comentários:

Anónimo disse...

CRISTAL

Não procures nos meus lábios tua boca,
não diante da porta o forasteiro,
não no olho a lágrima.

Sete noites acima caminha o vermelho ao vermelho,
sete corações abaixo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.
Paul Celan
EB

hg disse...

Um poema muito bonito. Li outros do poeta que até então desconhecia. Gostei muito. obrigada.