quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"(...)no declaro la guerra a nadie, cambio la vida: soy feminista" *- Manifesto Feminista

Ao longo dos últimos meses, a UMAR reuniu pelo País fora, tomando o pulso às preocupações das mulheres e homens deste Pais. O resultado desses encontros, com mulheres e homens anónimos, associadas da UMAR, simpatizantes, organizações várias que acederam participar na iniciativa, está traduzido no Manifesto Feminista, lançado com o objectivo de confrontar os Partidos Políticos que se propõem a decidir sobre o País. Aqui está o resultado desse trabalho, que elegeu dez áreas fundamentais para esta reflexão:
1 - Violência de Género e nas relações de intimidade.
2 - Mulheres, trabalho e poder.
3 - Educação e formação.
4 - Mulheres imigrantes.
5 - Mutilação genital feminina e outras práticas tradicionais.
6 - Direitos sociais para quem presta serviços sexuais.
7 - Tráfico de mulheres - tráfico de seres humanos.
8 - Saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
9 - Direitos LGBT.
10 - Participação política.

São 87, as medidas resultantes destas áreas fundamentais e podem ser lidas aqui (com a devida vénia ao blog Rua do Patrocínio) .

* citação de Florence Thomas e que inaugura o  Manifesto.

16 comentários:

Maria Velho disse...

Gostava replicar este teu post se tu não vires inconvenientes. aguardo o teu acordo.
besitos.

rps disse...

Concordo com a proibição de práticas de mutilação genital feminina. Aliás, concordo com a proibição de todas as tradições que nos sejam estranhas.
Tal como miss Woab, sou contra a onda do multiculturalismo.
Quem quer vir para cá comporta-se como os de cá.

Woman Once a Bird disse...

Nem precisavas perguntar. ;) Beso

Woman Once a Bird disse...

RPS:
Eu concordo com a abolição de tradições que não dignifiquem o que é isso de se ser humano: sejam as que nos são estranhas, sejam as que apertamos ao peito alegando ser muito nossas. ;)

rps disse...

Concluo, então, que Miss Woab rejeita o multiculturalismo como princípio de organização das comunidades.

Sancho Gomes disse...

Curioso que os direitos reprodutivos seja uma temática colocada em 8º lugar, quando o problema da infertilidade afecta milhares de portuguesas. E bastante atrás da mutilação genital (porquê só feminina?), uma prática comum em Portugal e sobre a qual importa legislar urgentemente (faz lembrar os outros do rodeo).
Também acho curioso que os direitos sejam uma preocupação premente da agenda feminista (na mutilação só se preocupam com as mulheres, nesta questão, já é todo ao molho?). Uma temática fundamental para a defesa dos direitos das mulheres, sem dúvida.
Tenho, também uma pergunta: o que é “violência de género”? É mais um conceito inventado pelas feministas? (repara que esta é uma pergunta legítima, sem pingo de ironia).

Sinceramente, com agendas destas, como pode o movimento feminista português querer levar-se a sério? Eu, pelo menos, não levo. But then again, its only me!

Sancho Gomes disse...

quando falo em direitos, refiro-me aos dos homossexuais

nefertiti disse...

Todas a práticas que infligem sofrimento e que põem em causa a liberdade individual de cada um!
Espero que não se tenham esquecido das crianças e dos animais...
Ó sr. rps, viva o multiculturalismo! Monoculturalismo?! Cruzes, Canhoto (coitados dos calhotos)!!!

rps disse...

Miss Nefertit, a menina anda a confundir conceitos.

Woman Once a Bird disse...

Sancho, não me apetece nada esgrimir argumentos. Quando cá vieres tratamos da discussão. Apenas posso fazer um pequeno comentário: irra, para quem não é preconceituoso em relação à homossexualidade, o que quer que cheire a direitos para essa franja faz-te uma comichão descomunal. Basta estas duas palavras "direitos" e "lgbt" (que não é referente apenas à homossexualidade)na mesma frase e começas logo a salivar.

Woman Once a Bird disse...

RPS:
Conheço (e subscrevo) interculturalidade. E como disse anteriormente, qualquer prática que nos torne menos humanos (seja nossa ou de outrém) deve ser banida.

nefertiti disse...

É provável, sr. rps, mas "Ninguém me peça definições!" ou conceitos.

Sancho Gomes disse...

woab

enganas-te. Não é a coexistência entre "direitos" e "lgbt".
É só "lgbt"!

E chama-me lá de preconceituoso à vontade. Cá entre nós, sabemos a verdade!

Woman Once a Bird disse...

Pois, eu sei perfeitamente que a linha argumentativa do "eu não tenho nada contra, mas..." apresenta sérios problemas.

rps disse...

Interculturalidade é aceitar as outras culturas como elas são.
Eu acho inaceitável.
Prefiro "integração". O termo modernaço que traduz "em Roma sê romano". E por isso acho que a imigração tem de ser muito bem controlada.

Woman Once a Bird disse...

Aceitar sem diálogo? RPS, falamos de conceitos diferentes.