sábado, 1 de março de 2008

Na falta de Educação

Não sou contra as avaliações de professores, contudo ficarei mais sossegada se esta for feita por um organismo devidamente preparado e exterior à escola onde me encontro a trabalhar. Sou a favor da imparcialidade na avaliação. Não estou minimamente preocupada que venham às minhas aulas, até sou a favor, aliás, eu já convidei encarregados de educação para o fazerem, mas “os Desejados Assistentes” e, supostamente, interessados ainda não apareceram (nem nos dias mais nebulosos). Sou a favor da escola inclusiva, mas responsável e progressiva também. O crescimento de qualquer ente passa, fundamentalmente, pela experiência, e esta deve ser positiva. Acho que seria uma óptima ideia que os pais fossem multados sempre que não viessem à escola buscar as notas dos filhos ou sempre que fossem convocados e não comparecessem. A ideia da multa também serviria para aqueles alunos que se portassem mal na escola e que faltassem às aulas sem quaisquer justificações (julgo que há escolas inglesas que já aplicam este tipo de multas!). Sou a favor do civismo, mesmo que este seja imposto. As leituras seriam pagas! Por cada livro lido receberiam uma pequena quantia de dinheiro (a ideia também não é original, li numa revista)! Sou a favor da leitura com um certo (a)preço. As Actas, processos, projectos, grelhas de avaliação, relatórios e mais não-sei-quê que exigem nas escolas, em suporte informático. O papel deveria ser vendido a peso d´ ouro! Sou a favor das novas tecnologias ao serviço da educação ambiental. Para se ser Ministro da Educação, eu sou a favor de alguém que tenha conhecimento da matéria ou que seja, no mínino, um professor titular.

11 comentários:

Rosa Oliveira disse...

«um organismo devidamente preparado e exterior à escola onde me encontro a trabalhar»

Que organismo exterior?
Que formação para esse organismo exterior? Que critérios de avaliação? Que instrumentos de avaliação?
Não te parece, que o acto educativo, pela sua natureza, deva ser avaliado por pares?

«Não estou minimamente preocupada que venham às minhas aulas, até sou a favor, aliás, eu já convidei encarregados de educação para o fazerem,»
Os pares, esses sim, deviam (deviamos) assistir às aulas uns dos outros. Abrir a sala de aula a outros é um dos aspectos mais complexos... nem todos o desejam fazer, infelizmente.

«Sou a favor da escola inclusiva, mas responsável e progressiva também.»
Uma escola inclusiva e, simultaneamente, massificada é muito complexa de levar á praxis. Uma escola organizada segundo o modelo disciplinar, mais complexa é de integrar todos, exactamente, porque trata todos como se fossem um e lida com uma abstracção que não existe na realidade, a saber: o tal «aluno médio». Nós lidamos todos os dias com estes problemas...


«O crescimento de qualquer ente passa, fundamentalmente, pela experiência, e esta deve ser positiva.»
Aprender exige esforço. Considero que, existem experiências menos positivas que, também, nos fazem crescer.

Não apenas multas, mas uma espécie de penalização fiscal. Isso acontece já noutros países. Ainda que, o civismo, propriamente dito, não possa ser imposto, mas serviria de mecanismo de controlo...

pagar leituras, considero uma ideia disparatada. Em verdade, já é isso que se faz; paga-se de outra forma que ão em dinheiro.

Sou a favor da democratização das novas tecnologias e da sua redução áquilo que julgo serem: instrumentos que nos permitem aceder com maior rapidez à informação e nada mais. Os professores que aceitassem trabalhos de alunos e alunas com fundamento na Wikipedia, sem recurso a livros, deviam pagar, também, uma multa.

nefertiti disse...

Sabes, no fundo, mesmo lá no fundo, estou-me a borrifar para isso tudo! Por isso esta porcaria de texto.
Estou farta de avaliações!Que me avaliem aos pares ou aos ímpares e que me dêem dicas para melhorar o meu desempenho.
Quero fazer o meu melhor com os meus alunos: torná-los mais confiantes e mais solidários.
A massificação é um bom sinal! Saber lidar com as diferenças é que é muito complexo (refiro-me à sociedade em geral que não está preparada).

No meu caso, as experiências menos positivas, não me fizeram muito bem. Não cresci nada, apenas retiro más lembranças, lembranças ingratas. Como vês, as pessoas reagem de formas diferentes. Mas temos sempre o hábito de falarmos a partir do "eu". Eu eu eu eu e mais eu! Portanto, eu considero assim. "euzinha" mesmo, sei que é assim.

Rosa Oliveira disse...

Sendo que, és professora, não será muito bom, estares a borrifar-te para tudo isto.
Se uma "má experiência", for entendida como um "erro", por exemplo, então, devia levar-nos a crescer (no sentido de aprender...). O sistema educativo, por exemplo, tem uma cultura penalizadora do erro, aliás, a sociedade em geral e por retroacção, todos os "eus" que cada um de nós «é», «está» e «possui».

nefertiti disse...

Cara Rosa, dizes coisas tão extraordinárias! Mas eu só estou à espera que me venham avaliar e que me digam se preencho ou não os requisitos para ser professora. Enquanto não vêm, vou tentar fazer da melhor maneira que sei e posso. Para quê complicar. Continuo a borrifar-me para as politiquices e para uma série de teorias balofas que se vão dizendo.
Eu até colaborava com as novas medidas, contudo a evidência da punição que este governo-pouco aberto-ao-diálogo quer infligir ao professores, deixa-me assim... e não falo só como professora, mas também como cidadã de um Estado que se diz de Direito. Agora a classe docente é a culpada do estado deplorável deste país? Andámos a ensinar assim tão mal os nossos políticos para eles se virarem contra nós? Tudo isso leva-me a pensar que sim.. A vingança tarda, mas não falha!
Em relação às más experiências e aos erros, reza a lição da História que são muito humanos.

Rosa Oliveira disse...

Desculpa que te pergunte, mas esse comentário que me é dirigido, sob anonimato público (o teu óbvio!) quer dizer o quê?

O que queres dizer exactamente com estas afirmações:


«Cara Rosa, dizes coisas tão extraordinárias! Mas eu só estou à espera que me venham avaliar e que me digam se preencho ou não os requisitos para ser professora. Enquanto não vêm, vou tentar fazer da melhor maneira que sei e posso. Para quê complicar. Continuo a borrifar-me para as politiquices e para uma série de teorias balofas que se vão dizendo.
Eu até colaborava com as novas medidas, contudo a evidência da punição que este governo-pouco aberto-ao-diálogo quer infligir ao professores, deixa-me assim... e não falo só como professora, mas também como cidadã de um Estado que se diz de Direito. Agora a classe docente é a culpada do estado deplorável deste país? Andámos a ensinar assim tão mal os nossos políticos para eles se virarem contra nós? Tudo isso leva-me a pensar que sim.. A vingança tarda, mas não falha!
Em relação às más experiências e aos erros, reza a lição da História que são muito humanos.»

Estás a chamar-me estúpida?


Eu discuto aqui ideias, não ofendo pessoas, nem escrevo baboseiras infantis, nem avalio pessoas, mas o trabalho. As ideias que expressas dizem-me pouco ou nada, porque, efectivamente , não são extraordinárias, não concretizam coisa nenhuma e limitam-se a traduzir um discurso caótico. Pessoalmente, terás o direito de te borrifar para aquilo que bem entendes, tal como eu tenho o direito de pensar que te não devas borrifar, enquanto profissional. Isso, pode ser a discussão de uma ou várias ideias, o teu comentário pretende ser uma ofensa à minha pessoa. Tu és incapaz de discutir o que quer que seja, pessoalizas as «coisas», Nefertiti.

Jovem, fica lá com o que entenderes, que eu faço o mesmo, ok!? Repara, não vou perder tempo em pseudo-discussões com discursos de cassette, mas atenção: não sejas mal educada que não combina, no minimo com a tua sensibilidade. As questões que coloquei têm fundamento e tu, limitas-te a comentar uma série infidável de disparates sob a capa de um anónimo nick.

Passar bem!



«

Rosa Oliveira disse...

Nefertiti, voltei, para te informar do seguinte:

cada vez que escreves um comentário e o publicas, eu recebo-o na caixa de e-mail. Isso, significa que, mesmo que o apagues e ele deixe de ser visível na caixa de comentários, permanece na minha caixa de e-mail.

Em suma, eu recebi os dois últimos comentários que escreveste a este «post», o que escreveste e publicaste e, depois, apagaste e aquele que está visível e acabei de citar.

Desta vez só fizeste uma correcção, outras houve em que foram imensas...

passar bem e faz o especial favor de não me dirigires a palavra sob anonimato público, menos ainda de escreveres um «post» rídiculo,como se eu não tivesse inteligência para o interpretar ok!? Por amor de Zeus, eu não venho aqui discutir questões pessoais!!!!!!

nefertiti disse...

Sim, corrigi, por norma só me apercebo dos erros depois de publicar os textos. Não sabia que andavas tão a par disto. Eu também gostava, mas não tenho tempo.
Sim, o comentário foi para ti, aliás, eu mencionei o teu nome.
Em relação ao anonimato, foi uma opção minha. Achas mal?
Tens toda a razão, eu pessoalizo tudo! e é um facto que dizes coisas extraordinárias, digna de um génio, eu é que nunca as entendo, ou melhor, não combinam com a "sensibilidade" que dizes conhecer (eu cá penso que não, mas tu lá sabes).
Visível ficou a tua delicada educação. Uma verdadeira lição para mim que ainda sou uma jovem e que ainda tenho muito que aprender com os mais velhos. Assim espero.

Passo muito bem, obrigada.

P.S: gostei da parte do "jovem". Fiquei comovida. Mais uma vez obrigada.

Rosa Oliveira disse...

«Sim, corrigi, por norma só me apercebo dos erros depois de publicar os textos.»

Nefertiti, tu não fizeste NENHUMA correcção ortográfica, como sabes. Fizeste uma correcção na expressividade do texto, digo: no conteúdo material do texto, acrescento: nas palavras usadas.
Não vinha referir-te erros ortográficos em caixas de comentários...

«Não sabia que andavas tão a par disto. Eu também gostava, mas não tenho tempo.»


Eu trabalho com o e-mail ligado como sabes. obviamente que vejo os comentários.
Tempo?
Eu tenho tempo, sim, para coisas muitas. Aliás, quando tu nasceste eu já tinha dez anos de tempo. penso eu, andará por aí. Sendo que o mundo em que vivemos é rápido em mutações, isso terá, entre nós, alguma significação.

«Sim, o comentário foi para ti, aliás, eu mencionei o teu nome.»

repito: eu não sou estúpida! Percebi perfeitamente que o comentário foi para mim.

«Em relação ao anonimato, foi uma opção minha. Achas mal?»

Não questiono a tua opção pelo anonimato no que aos blogues concerne. Cada um, faz as suas escolhas.
Questiono,isso sim, a pertinência do teu comentário que foi ofensivo, tal como noutros «posts» e, por educação [sim, sou educada, se delicada, já não sei.] ignorei. Não há uma única palava que te tenha dirigido em sentido depreciativo e/ou ofensivo. repito: discuto ideias e não pessoas, menos ainda, neste contexto.


«Tens toda a razão, eu pessoalizo tudo!»

Como queiras!, mas, a educação não pode ser discutida em termos pessoalizados, menos ainda, fulanizados. Fulanizar uma ideia é mediocre, como deves concordar.

«e é um facto que dizes coisas extraordinárias, digna de um génio,»

Eu aprecio a ironia inteligente. bastante!... Apenas essa!

«eu é que nunca as entendo,»

Não seja por isso, se não entendes, e gostarias, pergunta, que procurarei expressar-me com maior clareza. se for capaz, obviamente, tenho os meus limites.

Se não entendes e nem te interessa, ficamos assim.


«ou melhor, não combinam com a "sensibilidade" que dizes conhecer (eu cá penso que não, mas tu lá sabes).»

Agora fui eu que não percebi, provavelmente foi uma deficiente expressividade (minha!), procuro melhorar: sou optimista e tenho esperança no ser humano, concebo-o com alguma sensibilidade. Claro, que, pelo que escreves e pelo contacto que já tivemos, te reconheço como tendo sensibilidade.
Visível ficou a tua delicada educação. Uma verdadeira lição para mim que ainda sou uma jovem e que ainda tenho muito que aprender com os mais velhos. Assim espero.

«Passo muito bem, obrigada.»


«P.S: gostei da parte do "jovem". Fiquei comovida. Mais uma vez obrigada.»

Tu és jovem. Eu também, mas tu, és mais. Vês, sempre tens a tal sensibillidade, se te comoveste.

Ainda que não tenha interesse algum, para as vidas alheias, aproveito a democraticidade desta caixa de comentários e informo-te:

redigi o comentário, ao mesmo tempo que «controlo» o jantar no fogão e, o mais novo, faz uma cópia. A meio, ainda atendi o telefone, maridos preocupados... e, dei dois gritos (pouco delicados!) ao mais velho que estava há uma hora na banheira e tem os trabalhos de casa para fazer.

nefertiti disse...

Sabes uma coisa, Rosa, para mim continuas a ser uma pessoa muito inteligente, interessante e com muito bom gosto. Quanto à forma de discutir e de encarar certos assuntos, já conseguimos entendermo-nos melhor, actualmente sabemos que nem por isso. Mas repara, isto aqui não passa de um passatempo (se bem que demasiado absorvente para o meu gosto. Tenho que me desligar disto) e não vale apenas estarmos a esmiusçar tanto aquilo que foi dito ou será dito por mim ou por ti ou por alguém que veio ou ainda virá.

"A esses dois" um abraço forte desta que nunca os esquece ( boas lembranças) ! E deixa lá o rapaz cuidar da aparência, imagina a quantidade de miúdas que andam atrás dele!
Eu também estou a fazer o jantar.

Woman Once a Bird disse...

Rosa:
Parece-me que interpretaste um comentário generalista como sendo-te dirigido. Aí, a interpretação é tua. Não será a primeira vez que és agressiva na caixa de comentários e depois ficas surpreendida com as respostas. Que, aliás, muitas vezes nem te são dirigidas (pelo menos em particular).
Gostaria que estas situações não voltassem a ocorrer. Nem aqui, nem no Cat's. Por tudo o que já partilhamos. Este é um instrumento essencialmente lúdico e agradeço que assim o permaneça.

Woman Once a Bird disse...

Neste blog, e porque é o espaço de Nefertiti por direito, "Nefertiti" é menos anónimo que "Rosa".
Na blogosfera, são equivalentes.