sábado, 10 de junho de 2006

Perdão, ainda sobre o vício dos dados...

Olh'á educação linda! É pró menino! Olh'os resultados mai'lindos.
Sobre a proposta de alteração da carreira (hihihi) docente.
E é ver o Público a ajudar na venda do peixe! A conversa de café no Diga lá Excelência foi hilariante (suponho que o Carrilhismo esteja a fazer carreira).
Achei piada ao discurso, perdão, entrevista; achei piada que a única pessoa que parecia conhecer a proposta naquela mesa tenha sido a própria ministra - de outro modo não se explica que o monólogo tenha versado sobre (quase) tudo menos sobre a proposta de alteração da Carreira (repito, hihihi) docente; minto, foi aflorada a questão da suposta avaliação dos pais (claramente, a manobra de diversão da proposta). Achei ternurenta a conclusão de que eventualmente esta é uma medida que trará os pais à escola e, portanto, fomentar o interesse sobre o percurso escolar dos seus educandos.
Há uma semana perguntava para quando o Ministério da Propaganda. Ele está aí, de cada vez que leio editoriais ou reportagens de fundo que não vão ao fundo da questão (a página que a Visão desta semana lhe dedica é risível). Pelos vistos, alguém já nem faz o trabalho de casa. Resta saber porque não interessa fazer.
Claramente, a opinião pública tem conprado manobras economicistas por educação.
Com tudo isto não desculpo a acção sindical.
Shame on you, porque a Fenprof não se deu ao respeito e veio para a comunicação social vociferar. Tal como o Ministério, confundiu as prioridades. Estes assuntos discutem-se em sede própria, não em pasquins que fazem manchetes que mais parecem publicidade.
Shame on you, por ter marcado uma greve para a data que está prevista. Sem comentários possíveis.

8 comentários:

Nefertiti disse...

viste as estatísticas que a senhora apresentou?! tudo reduzido a números! isto é uma palhaçada!!

Nefertiti disse...

P.s: em relação àquele texto (Wagner)? Please... escreve como só tu consegues, com melodia!

Woman Once a Bird disse...

Sim, vi. São o mesmo tipo das que analisei um dia destes. Como os resultados do primeiro período foram melhores ou piores que os de 2º. Uma comédia pegada.
Quanto ao Wagner... ainda não decidi. Aquilo foi escrito há tanto, mas tanto tempo.

Gaia disse...

O post está um mimo. Qto ao conteúdo disseste tudo.

Alexandre Dias Pinto disse...

Tem toda a razão. As medidas do Min. da Educação são populistas e demagógicas.

Só estou para lá do seu pensamento num aspecto: não me parece que o que se está a passar seja que a Ministra esteja a convercer a opinião pública de que os professores são parasitas e de que estas medidas os vão pôr na ordem. Creio que o processo é algo diferente e mais maquiavélico. O Governo está a tirar partido da má vontade que a opinião pública tem em relação aos professores para tomar estas medidas demagógicas que tornam o governo mais popular. Não acha que é isto que está a acontecer?

Parabéns pelo post.

Woman Once a Bird disse...

Sim, concordo consigo. E por isso mesmo funciona vir cá para fora vomitar um processo avaliativo que contempla o encarregado de educação (claramente um piscar de olhos à opinião pública), quando efectivamente isso não significa nada. Quando claramente o objectivo está nas outras alíneas que curiosamente nem são afloradas pela comunicação social.
E fica toda agente contente, a esfregar as mãos, por pensar que vai preencher uma folhinha de avaliação...

undress disse...

Advogado do Diabo!?!
Há alguns anos que não se debatia tanto a educação/ensino em Portugal. Na verdade, estamos há décadas a chumbar na adaptação de escolas/reformas oriundas da França, países nórdicos e até da Grã-Bretanha. Por certo que a culpa vai morrer solteira, e quem se lixa é o mexilhão! Neste caso, como não é ética nem pedagogicamente correcto culpar os alunos, só sobram os professores. E todos nós tivemos bons e maus professores, que com todo o tempo de serviço entretanto acumulado hão de ser, obviamente, professores titulares. Portanto, a reforma do ECD não terá resultados a curto prazo, nem a longo prazo. Terá pelo menos o mérito de afastar do ensino algumas largas centenas de futuros docentes (bons e maus), provocando a jusante o fecho de alguns cursos universitários que actualmente formam para o desemprego. Mas será que a Universidade deve funcionar como uma Escola “profissional” ou como um centro de renovação, investigação e debate? Bem sei que muitos dos dinossáurios que conseguiram sobreviver à extinção naquelas Instituições são avessos à mudança... Mais uma vez, as reformas não poderão dar frutos e melhorar o “nosso” desempenho nos estudos internacionais. Então qual o valor das estatísticas? São como os horário dos autocarros e dos comboios portugueses... Servem para saber quanto tempo estamos atrasados!... E Estamos muito mal numa área imprescindível para o nosso futuro, sem sequer entrar no campo da Nação, que por estes dias até enjoa. Temos de mudar alguma coisa para tentar inverter o rumo, e ficar agarrado ao passado, quais velhos do Restelo, não pode ser nunca a solução. Devem ser os docentes os únicos a sofrer com esta reestruturação? Não creio. Basta estar atento às notícias e à perda de vantagens competitivas das empresas localizadas no espaço nacional. Lógica empresarial e economicista? Vivemos numa sociedade livre e aberta, e não podemos fechar os olhos/fronteiras ao que se passa noutras partes do Planeta. Para finalizar, será que temos razões para estar satisfeitos com a situação actual? Não creio. Esta mudança é positiva? Não faço ideia e também não entendo algumas medidas. Será caso para pedir uma avaliação psiquiátrica ao Ministério? Deixo a sugestão para os nossos benquistos sindicatos...

rosa oliveira moleiro disse...

Comentário possível:

tirei partido e dormi. precisava mesmo de dormir.