segunda-feira, 10 de março de 2008
007 - Sem licença
domingo, 9 de março de 2008
Há dias assim!

A brasileira e o homem pobre
"A Fernanda não tem em conta duas coisas: que este caso se passa com uma brasileira e com um homem relativamente pobre.
Quando a mulher vai ter com Baltazar e lhe diz que está grávida dele, Baltazar pensa, muitíssimo legitimamente, que boa parte das brasileiras que vivem em Portugal são mulheres engatatonas, que ganham parte das suas vidas em prostituição e artes similares. Talvez seja maior a fama do que o proveito das brasileiras, mas é a fama delas. Então Baltazar raciocina que a mulher deve ter tido relações sexuais com muitos outros além dele, e que, embora até seja possível que a menina seja sua filha, não há grande certeza nesse sentido. E então decide não a perfilhar. É uma solução razoável, em minha opinião. A Fernanda saberá que estudos realizados em países desenvolvidos mostram que 10% das crianças não são filhas biológicas de quem julgam que são. No caso das brasileiras residentes em Portugal, talvez a percentagem seja maior.
Ou seja, Baltazar não tem qualquer obrigação de perfilhar uma criança quando tem fundadas suspeitas de que a sua mãe não é uma mulher séria.
Faço meu o título de Funes: Covarde!*
Lullaby de Domingo
Por forma a denunciar o estado morno das coisas, a alterar a vergonha em assumir uma feminilidade que revele maioridade: que se coloquem as questões em cima da mesa!

sábado, 8 de março de 2008
Governo porreiro, pá!
Da clandestinidade e da vergonha na cara
Digno de ser recitado no Circo
Declaração de responsabilidades 2
sexta-feira, 7 de março de 2008
Cogitações avulsas de uma esquerdina
quinta-feira, 6 de março de 2008
Is there spirits in the room?
quarta-feira, 5 de março de 2008
Vaca que anda no monte não tem boi certo

P.S: inicialmente, pensei que a brejeirice que está no título era um original de uma criatura chamada a testemunhar num caso de (a)filiação. Enganei-me, afinal é um provérbio.....
Picture by Phillip Halsman
"Autismos"
terça-feira, 4 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Tanta guerra, tanto engano...
domingo, 2 de março de 2008
Declaração de responsabilidades
Em terra de cego...
Senhoras e senhores, suas"excelências", os excelentes profissionais
Lullaby de Domingo
sábado, 1 de março de 2008
Vírus no sistema

Na falta de Educação
The day I fall in love with Johnny Depp
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
À beira de um ataque de nervos 2
À beira de um ataque de nervos 1
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Ao JorgeC
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
CUIDADO COM O CÃO!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Demências
"-Tem-se a impressão de que cada vez que é levado a tomar uma posição, você retira-lhe a importância pela ironia ou pelo sarcasmo.
- Sempre. Porque não acredito nela.
- Mas em que acredita?
- Em nada! A palavra «crença» é um erro também. É como a palavra «julgamento». São dados terríveis sobre os quais o mundo está baseado. Espero que, na Lua, não seja assim.
- Todavia acredita em si?
- Não.
- Nem isso?
- Não acredito na palavra «ser». O conceito ser é uma invenção humana.
- ama assim tanto as palavras?
- Ah! Sim, as palavras poéticas.
- Ser, é muito poético.
- Não, nem por isso. É um conceito essencial que, na realidade, não existe, no qual não creio, mas muita gente crê ferrenhamente. Não se pode ter a ideia de não acreditar nas palavras «eu sou», não é?"
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Hoje dei uma para a caixa (do lixo)!

No fundo da sala estava uma bola de papel enorme. Automaticamente apanhei-a e, sem me lembrar que era a professora, fiz pontaria e... não é que acertei em cheio no caixote do lixo?! Ena, encestei!
Hoje fui uma espécie heroína para os meus alunos do nono ano.
Contudo, o tempo que estive na ribalta foi como um “sol de pouca dura”, mas enquanto durou soube-me muito bem!
Desassossegos 3 - Crónica de uma gata (semi) sitiada
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 23 de fevereiro de 2008

A intensidade das palavras esgotara-se.
Abdicara agora da memória,
Desse pedaço de lembranças expurgadas no tempo
Decidira que ao fechar os olhos não veria
Mais os seres de outrora
De ora em diante
Formalizara o contrato com a deusa
E ela - e outras - não mais lhe enviariam mensagens.
Já não era preciso.
She had learn her lesson:
Fo(r)-ever.
Foto de Rupak de Chowdhuri
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
"É muito perigoso ser-se feminista em Portugal."
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Longe, a distância
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
"I Have a Dream"
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Vai daí...
Cogitações avulsas de uma esquerdina
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Cooooooooooooonqueeeeest
Cada vez mais iguais
Muito pertinente. Gostei
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Afinal, apetece-me mudar...
... eis a minha imagem! (Fumo e tudo, ena! Estou surpreendida!)
Pior do que isto só mesmo os pêssegos
Pêssegos para todo(s) o(s) (des)go(s)tos
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Uma história de saudade: "A Despertar" (em três actos)
Objecto de Obsessão 3
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
O que eu também acho da praxe
Objecto de Desejo 2
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Objecto de Desejo 1
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Post-it endereçado à Isabela
domingo, 10 de fevereiro de 2008
por falar em vírgulas...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Livro das Respostas
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Bonecas de Luxo
Quando for grande, não quero articular uma frase que não seja sobre cabelos, trapos, restaurantes de sushi ou assuntos assim tão in, in, in, in, in, in.Baterei freneticamente os meus longos cílios optimizados por uma máscara DKNY, farei beicinho coroado por um baton Channel e bambolearei as minhas ancas ritmadamente acompanhadas por uns magníficos saltos Dolce Gabanna.
Praticarei afincadamente a sobranceria sem motivo e pouparei ao máximo o meu tiny, tiny cerebrozinho. Aliás, se puder, troco-o por uma mala Vuitton, num pestanejar voluptuoso de olhos.
Serei antipaticamente in, in, in, in.
(Pintura de Frank Cowper)
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tomber amoureux

Fotograma de Man Ray
LOLlaby de Domingo (ao Sábado)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Procura-se companhia
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Paragem respiratória
EUROPEAN TOUR DATES
Mon 21st April - Lisbon, Coliseum Tue 22nd April - Porto, Coliseum Em prantos desde terça, quando vi a data dos concertos em Portugal. Perdão, quando vi a data dos concertos para os Portuenses e Lisboetas. Não sei se me recomponho.ARTE-NABA
Cogitações avulsas de uma esquerdina 2
Cogitações avulsas de uma esquerdina
domingo, 27 de janeiro de 2008
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Bufogenia
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
estou a viver uma grande crise existencial!!
*Desconheço de todo o artista, mas gostei.
Na segunda-feira ri e quase me matei
N.B.-Este não é um blog necessariamente socialista.*
Note-se que também não é - e aqui não o é assumidamente - um blog adepto da social democracia madeirense. Portanto, estamos na dúvida se pertencemos efectivamente à (concepção de) Madeira que por aí circula: nova, velha ou até assim assim. A única certeza que temos é a seguinte: não pertencemos a máfias. Quer seja no 'bom' ou no 'mau' sentido.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Do que é que preciso? Que desapareça!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Dentes, para que vos quero?

Desta vez, para além do pesadelo que consegui obter quando desesperadamente insistia adormecer, acordei com profundas olheiras, ou melhor, com um aspecto de caixão à cova. Pouco falei durante a manhã (mas isso também é já um hábito meu!).
Entretanto, das leituras nocturnas que fui fazendo, quero partilhar e deixar este pequeno excerto:
“ Quem não tem dentes também não tem dor de dentes. E como disse o herói da conhecida peça Papo Furado, nunca houve um filósofo que pudesse aguentar com paciência uma dor de dentes. Além do mais, os dentes são também instrumentos de vingança, como diz o Deuteronômio: olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Dentes são desprezados pelos ditadores. Lembra-se do que Hitler disse para Mussolini sobre um novo encontro com Franco? Prefiro arrancar quatro dentes. Você teme estar na situação do herói daquela peça Tudo legal se no fim ninguém se ferra – sem dentes, sem gosto, sem tudo.
Conselho: ponha os dentes novamente e morda. Se a dentada não for boa, dê murros e pontapés.”
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
"Ah, o vício das palavras.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
há cada uma!

“A professora quando tira o casaco fica menos simpática!”
Não demonstrei interesse e até esbocei um sorriso, mas na realidade aquela afirmação deixou-me pensativa…
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Superbia, avaratia, luxuria*

No topo do seu auto-retrato distorcido encontra a lista que encara como O troféu da sua vida. Nasceu para aquilo, gabava-se à boca cheia; apercebera-se do seu grande talento para a conquista enquanto gatinhava, situação que se recusou abandonar verdadeiramente ao longo da existência. Pedir, implorar era algo natural para o fim maior que era a sedução. E encontrava conforto nesta justificação. Para si, era a explicação plausível, aceitável para os seus miolos azedos. Por vezes tentava ser decente, mas considerava a empreitada algo difícil, quase impossível de concretizar. Espantava-se quando lhe apontavam que o sorriso não era genuíno.
Articulava meia dúzia de frases feitas com a convicção da sua eloquência. Nunca gaguejava, mas por vezes calava-se, em jeito de birra - não, birra nunca, isso era coisa de crianças, não para si, só os outros tinham birras. Este ser superior tinha momentos de circunspecção, de interior recolhimento para aguentar o vómito que lhe invadia a boca nos raros momentos de auto-iluminação. Quando se olhava no espelho via a figura perfeita. No corpo velho, enrugado e com as peles soltas que não cabiam no seu reflexo, só via a juventude há muito perdida. Dizia que a hesitação e incertitude da sintaxe reflectiam a erudição que não permitia respostas imediatas, sem um pensamento prévio acerca do assunto: "porque há temas e temas e só os incautos dizem as coisas sem pensar".
* quid pro quo: título de WOAB, ambas temos inclinação para outros idiomas.
A foto é de Philippe Halsman, 1951

Foto de Jim Arnold
domingo, 13 de janeiro de 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 12 de janeiro de 2008
Pérolas a porcos
Repugnâncias

Olha-as maliciosamente.
Nojo. Náusea.
Nitidamente à caça, a besta. E elas, que lhe conhecem a mão leve para o peso nos outros, observam-lhe, estupefactas, a destreza e displicência nas aproximações. Horrorosamente despreocupado, sem consciência que lhe pese.
Incrivelmente, outras mulheres sorriem, como se lhe desconhecessem a incapacidade para ser verdadeiramente gente, o hábito de se esconder perante a omnipotência do aspecto, do peso físico, da vantagem insuflada. São poucos os que lhe censuram a cobardia e manifestam o desprezo por estar ali, daquela maneira, nitidamente à caça da próxima descompressora para as frustrações de cérebro pequenino, minúsculo; inexistente até.
Cartoon de Gerald Delcamp
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A-s-s-e-x-u-a-d-a

Não senhora. Feminista que é feminista, como sabemos, não depila, não ama (elementos do sexo oposto, como é óbvio) e não despe.
As feministas querem-se informes. E assexuadas! Ouviram?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Petrificação momentânea - O Medo
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Monólogo colectivo
Ao invés de conversarmos, discursamos. De ouvidos bem fechados.
Crença verdadeira justificada
Pérolas a porcos
domingo, 6 de janeiro de 2008
Cogitações avulsas
Lullaby de primeiro domingo do resto do (novo) ano
sábado, 5 de janeiro de 2008
Once upon a time...
... houve uma área para fumadores no meu local de trabalho. Uma saleta manhosa com duas mesas redondas, cinzeiro ao meio e dois sofás a um canto. Um extractor de fumo decrépito e cortinas amarelas compunham o antro. Do outro lado, a sala mais ampla direccionada para os não fumadores. Também muito mais barulhenta e pouco suportável. As duas salas estavam separadas por uma estrutura envidraçada que permitia os olhares indiscretos de parte a parte.Desde que se soube que esta sala estava condenada, que alguns dos frequentadores da outra margem manifestavam, de sorrizinho apertado, que a sala tinha os dias contados. Nestes primeiros dias, só se atrevem a lá entrar para mais uma vez manifestarem o quão felizes estão pela cessação da sua função primordial. Uns debochados, na verdade, que largam a piadola e desaparecem novamente para o outro lado, muito satisfeitos com o papel que acabaram de desempenhar. Sempre tive dificuldade em perceber: se o que incomoda é a partilha do fumo, então porquê tanta manifestação de satisfação mesquinha pela extinção do sítio que permitia, civilizadamente, a escolha?
Fotografia de Henri Cartier-Bresson
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Preceitos apócrifos 2
Trouxe-o (não resisti!)
http://entredeusesediabos.blogspot.com/2008/01/o-meu-amante.html
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Podia ser uma das pérolas de Mr. Lekker, mas não é
Também não será a maior comédia, a homilia do Patriarca*
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
«Pedaços»
Às vezes acontece-nos estarmos tão concentrados no nosso espaço, que ele se torna demasiado pequeno para nós. E acabamos por não dar espaço a mais ninguém. E o “nós” torna-se vazio, porque é simplesmente “eu”. Acontece que o espaço que ocupamos não é apenas nosso, é de todos aqueles que connosco privam e devemos dar-lhe o devido espaço, a devida importância e a devida atenção, sem esquecer de dar tudo isso também a nós próprios.
Por vezes encontro-me demasiado concentrada em mim mesma, de um egoísmo que me chega a repugnar (quando me desligo de mim e reflicto sobre isto). Tento então fazer um balanço do meu espaço e só lá estou eu, eu em pedaços, porque sem os outros sinto-me incompleta, “completamente incompleta”. E às vezes é difícil recuperar os outros, porque eles já encontraram o seu próprio espaço e aí sentimo-nos verdadeiramente sozinhos. Há que reaprender tudo de novo.
Eu quero que o meu espaço cresça comigo. E dentro desse espaço que os outros cresçam comigo, os que eu amo e os que eu amo menos, mas que também são importantes, porque fazem lá todo o sentido. É essa aprendizagem que espero realizar este ano.
A primeira coisa que perguntei hoje foi: «O que queres que eu mude em mim, que verdadeiramente te incomoda?». E ele respondeu-me: «Quero que sejas menos egoísta».










