Mostrar mensagens com a etiqueta Diário Íntimo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diário Íntimo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

1999



Todos os dias o relógio marcava 06:20, sinal de que era hora de arrastar o corpo até à cozinha. Enquanto tentava lembrar-se de que o mundo não era apenas aquele quotidiano repetitivo, a Euronews passava este vídeo. Aliviava um pouco o peso da existência. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Strawberry Fields Forever





Não sou aderente da crença do in vino veritas por saber que, para além de desinibidor, o álcool também tem como efeito a distorção da percepção do sujeito que está alcoolizado. Contrariamente ao que a expressão latina parece induzir, o álcool não é uma poção da verdade. Assim, não é de espantar que a maior parte das coisas que me tenham sido ditas por pessoas embriagadas estivessem longe de corresponder à verdade. Ainda que, frequentemente, a realidade não correspondesse ao oposto das suas declarações, estas representavam um cenário muito, muito distante dos factos. No entanto, não foi o álcool que fez as pessoas dizerem-me aquelas coisas. Era da sua personalidade mentir; simplesmente, etilizadas, mentiam mais [não necessariamente melhor, apenas mais].

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Amamentação - isto também é feminismo(s)

Eu e o meu companheiro tivemos um filho há quatro meses. Daí que este tema esteja na ordem do dia no que diz respeito à realidade dos nossos dias. E se sempre mantive os temas demasiadamente pessoais longe deste blog (pelo menos de forma tão explícita), abrirei exceção quanto a este tema.
Enquanto grávida, li muito do que havia para ler sobre o que me esperava, inclusive sobre amamentação. Conheci as recomendações da OMS, li muito sobre «conselheiras de amamentação», sobre o que funciona e não funciona, sobre o que se deve ou não fazer... 
Este é um post na ótica da utilizadora/provedora. Ou seja, ignora em absoluto a maior parte do que é conhecimento científico sobre amamentação e apenas partilha a minha experiência pessoal e as reflexões que tenho feito a partir da minha experiência.

1 - A amamentação não é fácil. Nem natural. 
Por muito que me dissessem isto durante a gravidez, nunca percebi bem o alcance destes avisos. De facto, nem o bebé sabe o que fazer nem é fácil e natural para quem amamenta. 
Para o bebé, a pega não é instintiva. Tem que ser dirigido e os compêndios explicam o que depois é muito difícil pôr em prática (até porque o bebé não os leu e também tem ele um papel fundamental no meio disto tudo).
Para quem amamenta, o processo é doloroso - muito doloroso.
E porque não se tem noção do que é consumido, e como o bebé tende a adormecer ao peito, nunca se tem a noção se está alimentado ou apenas vencido pelo cansaço. 

2 - Não existe mau leite. Mas existe pouca quantidade de leite - e não, o corpo feminino não é essa oitava maravilha que produz sempre tudo o que o bebé necessita, como se ouve e lê por aí. E a falta de leite não se resolve com o tradicional: ponha o bebé na mama. Apenas estamos a adiar o problema: o bebé continua com fome, choroso e a baixar perigosamente de peso. A mãe fica exausta, stressada, com os mamilos em sangue e com uma enorme vontade de fazer uma mastectomia. 

3 - As bombas extratoras de leite, os mamilos de silicone e toda a restante parafernália são, efetivamente, nossos amigos. Tudo o que promova a alimentação da criança e a manutenção da saúde da mãe é de louvar. Não é verdade que as bombas extratoras de leite macerem mais a mama que a boca do bebé e piorem a situação. Bem pelo contrário. 

4 - Não é verdade que as mulheres que amamentem e suplementem com leite adaptado, ou que simplesmente usem apenas leite adaptado o façam por preguiça (como tanto se lê e ouve). Só quem desconhece o processo de alimentação com leite adaptado pode considerar que é menos trabalhoso que a amamentação. 

5 - A amamentação não é um momento místico, em que ambos os envolvidos se sentem a flutuar com um processo de vinculação «extra-ordinário». A vinculação estabelece-se para além do ato de alimentar - e nesta equação, o biberão também é um veículo para a vinculação (ótima oportunidade para fomentar também o relacionamento pai-filho/a, avô/ó-neto/a, tio/a - sobrinho/a, etc.).

6 - A amamentação não torna as mulheres especiais (a maternidade também não, de resto). Ser mãe é diferente de ser pai, mas ser diferente não significa uma tábua de valores que eleve a maternidade a uma experiência sobre-humana . 

7 - Com o biberão certo, o bebé não corre o risco de recusar a mama. Esta é a minha experiência (optamos pelas tetinas da medela calm). Nada posso dizer sobre outras tetinas porque apenas usamos estas. Mas a verdade é que o nosso filho nunca recusou nem mama nem biberão. 

8 - Os bebés não precisam ser amamentados até aos 18 anos para serem saudáveis. Uma das razões porque nunca me dirigi a uma conselheira de amamentação é porque tenho lido muito do que escrevem por aí. E os fundamentalismos fazem-me sempre muita confusão. Quando se põe em causa, constantemente, o que é aconselhado pelos pediatras porque as «conselheiras» é que sabem... enfim, passo.

9 - Sabendo que o leite materno é precioso para, entre outras coisas, o sistema imunitário do bebé, importa não tornar a não amamentação como um crime perpetrado contra uma criança entregue a uma mãe negligente, preguiçosa e mal aconselhada 
(leio tanto isto por aí. Não tem leite? É porque foi mal aconselhada. Deixou de amamentar porque engravidou e não quis continuar a amamentar? É porque foi mal aconselhada. Incluiu suplemento porque o leite não era suficiente? É porque foi mal aconselhada).

 Esta insistência fundamentalista quanto à amamentação, a condenação das mulheres que optam por não o fazer, cheira-me também a tentativa de pôr as mulheres no seu devido lugar. Como sabemos, houve sempre tendência para tornar tudo o que diga respeito às mulheres como uma decisão coletiva em que elas tinham/têm sempre muito pouco a acrescentar. E isto de se acharem senhoras de si tem muito que se lhe diga...

sábado, 18 de maio de 2013

E como é a TUA família?


A minha família é constituída por Pai, mãe, avó e gata.
Mas poderia ser de um  outro tipo e de outro tamanho.

domingo, 10 de março de 2013

«Super-rapidíssimo» - mantém-se a tradição na família


Diz que não, que não quer trabalhar aos fins-de-semana.
Veremos se amanhã sempre será segunda-feira.

sábado, 9 de março de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Segundo as previsões, 1 mês




(e sim, os ouvidos pequenos também se educam para Callas)


Primeira voz

Possuo a lentidão do mundo. Espero pacientemente
Que o meu tempo se escoe, o sol e as estrelas observando-me atentamente.
A preocupação da lua é mais íntima:
Passa e volta a passar luminosa como uma enfermeira.
Será que lamenta o que está prestes a acontecer? Não me parece.
É apenas o espanto perante a fertilidade.

Quando eu sair daqui, serei um acontecimento notável.
Não vale a pena preocupar-me ou sequer ensaiar. 
O que me está a acontecer, seguirá o seu curso naturalmente.
O faisão está de pé na montanha; 
Exibe as suas penas castanhas.
Não posso deixar de sorrir ao pensar no que sei.
As folhas e as pétalas esperam-me. Estou pronta.

Sylvia Plath (2004). Três mulheres: poema a três vozes. Lisboa: Relógio d'Água.

De pequenino se educa o ouvido



Lhasa é sempre uma excelente tutora. Basta ouvir...
(e mais do que nunca, não há um fim para esta «história»)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

De pequenino se educa o ouvido



Sobre tudo o que sabemos, sobre tudo o que eles sabem
Sobre o correr dos dias num país à deriva, entregue aos lobos
Sobre sermos abocanhados lentamente

Sobre educar para o País que temos e para a Europa que (não) somos.


sábado, 19 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

De pequenino se educa o ouvido (extraordinária)

Porque o vi quando te vi, quando nos vi. 


Génese. Nossa. No princípio o verbo, mas também a pauta de música e a doçura de um filme que nunca vimos a dois, mas que é nosso. Ouvir a três.

sábado, 12 de janeiro de 2013

De pequenino se educa o ouvido


Subsídios para evitar os lobos (não apenas à porta, mas à frente dos destinos de um País).