Todos os dias o relógio marcava 06:20, sinal de que era hora de arrastar o corpo até à cozinha. Enquanto tentava lembrar-se de que o mundo não era apenas aquele quotidiano repetitivo, a Euronews passava este vídeo. Aliviava um pouco o peso da existência.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Strawberry Fields Forever
Não sou aderente da crença do in vino veritas por saber que, para além de desinibidor, o álcool também tem como efeito a distorção da percepção do sujeito que está alcoolizado. Contrariamente ao que a expressão latina parece induzir, o álcool não é uma poção da verdade. Assim, não é de espantar que a maior parte das coisas que me tenham sido ditas por pessoas embriagadas estivessem longe de corresponder à verdade. Ainda que, frequentemente, a realidade não correspondesse ao oposto das suas declarações, estas representavam um cenário muito, muito distante dos factos. No entanto, não foi o álcool que fez as pessoas dizerem-me aquelas coisas. Era da sua personalidade mentir; simplesmente, etilizadas, mentiam mais [não necessariamente melhor, apenas mais].
segunda-feira, 12 de março de 2012
Epístola de Kiara aos/às Bloggers - a preparar-me para o Festival Literário da Madeira
Caros amigos e amigas,
Há muito sem dar notícias, sabei que sou uma gata muito ocupada e com agenda preenchida. Quando não estou entretida a dormir no quarto ou a comer um snack na cozinha ou a espreguiçar ao sol na varanda, sou uma gata de escritório. Dedico-me aos computadores quando pouso as minhas delicadas pantufas no teclado para vos redigir missivas, ou a experimentar a confortável almofada da cadeira de escritório. Por vezes, folheio livros, que há aqui muitos e agora até sobre bridge, que não sei o que seja porque a maior parte está em inglês e eu sou gata bilingue: gatês falado, português escrito. Mais que isso é pedir demasiado.
Esta semana ando entusiasmada com esta coisa do Festival Literário da Madeira. Como dizem que é aberto ao público sem especificar se bípede ou quadrúpede, ando com ideias de aparecer por lá.
Já andei a ver o programa e acho que sexta-feira (16 de Março) a mesa da tarde vai ser bastante interessante:
Mesa de Debate 1: «Éramos felizes e não sabíamos - Como a troika influenciou os nosso dias»
Inês Pedrosa, José Manuel Fajardo, Patrícia Reis, Pedro Vieira, Rui Nepomuceno
Entretanto, ando por aqui a ver se leio alguma coisa, que não quero ser gata desprevenida nestas coisas da literatura e da troika. Ainda não encontrei o livro certo, mas também só vasculhei a primeira prateleira. Nada de jeito, só papel para a impressora.
Agora que penso melhor, poderá não ser mau. Penso que ainda ninguém pensou no impacto das medidas da troika no quotidiano de uma gata.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Festival Literário da Madeira - a Fotografia de Família
«A arte parece ser o desejo veemente de decifrar ou procurar a pegada deixada por uma forma perdida de existência. Testemunho de que o homem gozou alguma vez de uma vida diferente.»
Maria Zambrano, A Metáfora do Coração E Outros Escritos, Assírio e Alvim, p. 42
sábado, 26 de março de 2011
A celebração
Do amor.
Leio-te e reconheço o que quem esteve de fora sempre viu e ouviu contar. Os teus pais são das mais belas histórias de amor da família e reconheço-a em cada palavra tua, em cada relato da minha mãe, quando imagino o teu pai a afagar a tua mãe cansada.
Mas é preciso celebrar o amor. Que atravessou a usura do tempo, a rotina, a doença - há poesia no teu pai quando olha a tua mãe exausta e vê a mulher por quem se apaixonou, a mulher assertiva, desempoeirada que sempre lutou pela paixão de ambos.
Tenho uma fotografia dos teus pais num piquenique. Os dois mini's na berma da estrada (o dos teus pais e o dos meus) e todos a pousar para a fotografia. Na fotografia acho que existimos as duas, tu e eu. Ou então só existes tu e a memória trai-me e julgo que também lá estou. Já não sei. Mas recordo a tua Mãe, cabelos longos, vestido curto, sentada em cima da toalha de piquenique e o teu pai a adorá-la.
Tivemos sorte, tu e eu. Nascemos de criaturas que se amaram e amam para a vida. E é isso que temos que celebrar.
Leio-te e reconheço o que quem esteve de fora sempre viu e ouviu contar. Os teus pais são das mais belas histórias de amor da família e reconheço-a em cada palavra tua, em cada relato da minha mãe, quando imagino o teu pai a afagar a tua mãe cansada.
Mas é preciso celebrar o amor. Que atravessou a usura do tempo, a rotina, a doença - há poesia no teu pai quando olha a tua mãe exausta e vê a mulher por quem se apaixonou, a mulher assertiva, desempoeirada que sempre lutou pela paixão de ambos.
Tenho uma fotografia dos teus pais num piquenique. Os dois mini's na berma da estrada (o dos teus pais e o dos meus) e todos a pousar para a fotografia. Na fotografia acho que existimos as duas, tu e eu. Ou então só existes tu e a memória trai-me e julgo que também lá estou. Já não sei. Mas recordo a tua Mãe, cabelos longos, vestido curto, sentada em cima da toalha de piquenique e o teu pai a adorá-la.
Tivemos sorte, tu e eu. Nascemos de criaturas que se amaram e amam para a vida. E é isso que temos que celebrar.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Há Domingos assim,
em que se espera impacientemente pela segunda.
Num ano particularmente difícil, inaugurei a rubrica lullaby de domingo porque os queria mais longos. Porque as segundas eram o começo de algo difícil, num ambiente de trabalho que detestei. Muda-se o ser, muda-se a confiança* e gosto do início dos domingos, na maior parte das vezes o único dia que temos verdadeiramente para nós. Mas depois, de vez em quando, há domingos assim. Demasiado longos porque não são nossos. E em vez de uma lullaby, preciso de duas (ou três). Uma que seja extraordinária, para que o domingo finalmente passe e chegue a segunda, e com ela chegues tu também - e depois podia ser feriado.
*Camões.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Não és uma invenção e não quero esquecer o teu nome
I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Divergências conceptuais
Sobre isto, mantenho um saudável diálogo com Jools; eu sou do clube do caríssimo Funes. Já Jools é um acérrimo defensor de que um alargamento do prazo limite até cerca de 3 anos (após a data indicada) é perfeitamente aceitável. O critério passa pelo aspecto da coisa...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Cabelo em desalinho a tomar "chafé"
(juntos)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
"E alegre se fez triste*
Nos próximos dias, espero por isto. E também porque quando aqui estiver, estarás quase de regresso.
*como se/Chovesse de repente em pleno Agosto." Manuel Alegre
sábado, 5 de junho de 2010
O que aparece
Desde 2005 que Woman Once a Bird sou eu, sem eu ser Woman Once A Bird: o título não é meu, mas dele me apropriei de tal modo que, cinco anos depois, confundo-me entre outras variantes: Woab e Miss Woab.
Esta Woman Once a Bird que vos escreve está muito distante da ideia original de Witkin, mas foi o título da fotografia de Witkin cuidadosamente escolhido em função de um blog de cariz feminista (perdoem-me os/as bloguistas deste sítio, mais ou menos silenciosos que não o "sejam"). Serve esta introdução para evocar essa inspiração primeva (tal como foi o título de UM Quarto Que Seja Seu, de Virginia Woolf), a fotografia de Joel-Peter Witkin.
A par da fotografia inspiradora da minha segunda "identidade", guardo na memória, desde 1997, essa outra (igualmente terrífica) cuja existência cheguei a duvidar. Uma fotografia fantasmática, velada ao meu olho inquieto e saudoso, evocada inúmeras vezes em vão, revela-se agora, dez anos depois do seu último vislumbre. Ei-la:
Woman Masturbating On The Moon
domingo, 30 de maio de 2010
É difícil escrever sobre isto
sexta-feira, 23 de abril de 2010
No dia Mundial do Livro, permitam-me o umbiguismo 2
O que o DN Madeira não noticia (e mesmo assim teria falhado o nome - vide Manuela Tavares citada no corpo da notícia quando é na realidade a Maria José Magalhães que cá vem) mas devia, é que por essa altura estará por cá a nossa maravilhosa Ceridwen, que vai estar presente em tudo isto. Avec moi, claro.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ausência
(desculpem-me, mas desconheço a autoria, porque simplesmente não estava referenciada).
Esta semana não há mini-bridge.
Esta semana não há mini-bridge.
Só o naipe de copas.
terça-feira, 13 de abril de 2010
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"Existe um ser que mora em mim como se fosse casa sua, e é."
Contos, Clarice Lispector
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
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