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sábado, 21 de junho de 2014

Audre Lorde e o nosso silêncio


«And of course I am afraid, because the transformation of silence into language and action is an act of self-revelation, and that always seems fraught with danger.(...).
In the cause of silence, each of us draws the face of her own fear - fear of contempt, of censure, or some judgment, or recognition, of challenge of annihilation. But most of all, I think, we fear the visibility without which we cannot truly live. (...). Because the machine will try to grind you into dust anyway, whether or not we speak. We can sit in our corners mute forever while our sisters and ourselves are wasted, while our children are distorted,while our earth is poisoned; we can sit in our safe corners mute as bottles, and we will still be no less afraid.»

Audre Lorde (2007).«Transformation of Silence» In Sister Outsider. Berkeley: Crossing Press, p.42


Este ensaio em particular, «Transformation of Silence», datado de 1977 é absolutamente atual e atinge qualquer um de nós, homens ou mulheres, que sustentamos nos nossos quotidianos silêncios, os nossos e os de outros, Exatamente por medo. 
Cada qual escolha o(s) seu(s).

Tem sido um verdadeiro prazer, conhecer a escrita de Audre Lorde. No que diz respeito a este livro, uma compilação de ensaios e discursos da poetisa (uso a palavra poetisa, sem qualquer desmerecimento. Os poetas não são maiores ou melhores do que as poetisas. As poetisas são mulheres, os poetas são homens. Nada mais.). Mulher, negra e lésbica, é realmente muito interessante ler uma voz que nos guia pelos meandros de uma tripla discriminação . E sim, é feminista.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Epístola de Kiara aos/às Bloggers - a preparar-me para o Festival Literário da Madeira

Caros amigos e amigas,

Há muito sem dar notícias, sabei que sou uma gata muito ocupada e com agenda preenchida. Quando não estou entretida a dormir no quarto ou a comer um snack na cozinha ou a espreguiçar ao sol na varanda, sou uma gata de escritório. Dedico-me aos computadores quando pouso as minhas delicadas pantufas no teclado para vos redigir missivas, ou a experimentar a confortável almofada da cadeira de escritório. Por vezes, folheio livros, que há aqui muitos e agora até sobre bridge, que não sei o que seja porque a maior parte está em inglês e eu sou gata bilingue: gatês falado, português escrito. Mais que isso é pedir demasiado.
Esta semana ando entusiasmada com esta coisa do Festival Literário da Madeira. Como dizem que é aberto ao público sem especificar se bípede ou quadrúpede, ando com ideias de aparecer por lá.
Já andei a ver o programa e acho que sexta-feira (16 de Março) a mesa da tarde vai ser bastante interessante:

Mesa de Debate 1: «Éramos felizes e não sabíamos - Como a troika influenciou os nosso dias»
Inês Pedrosa, José Manuel Fajardo, Patrícia Reis, Pedro Vieira, Rui Nepomuceno




Entretanto, ando por aqui a ver se leio alguma coisa, que não quero ser gata desprevenida nestas coisas da literatura e da troika. Ainda não encontrei o livro certo, mas também só vasculhei a primeira prateleira. Nada de jeito, só papel para a impressora. 

Agora que penso melhor, poderá não ser mau. Penso que ainda ninguém pensou no impacto das medidas da troika no quotidiano de uma gata. 

domingo, 11 de março de 2012

Faltam quatro dias até ao início da 2.ªedição do Festival Literário da Madeira

Este ano o Festival acontece no centro da cidade, no Teatro Baltazar Dias. 

Conferência inaugural: Agustina Bessa-Luís
Teatro Municipa Baltazar Dias | 18.00
 A abrir, Agustina Bessa-Luís pensada por Inês Pedrosa.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O segundo caso sério de hoje

Não sendo leitora assídua, considero este post incontornável. 

Um caso sério (perdi-lhes a conta)

Muito interessante, o post justamente intitulado de "Dúvida Existencial", do blog(ue) 2 Dedos de Conversa. Postas as coisas nestes termos e eventualmente até os/as criadores/as do impresso em questão o considerariam ridículo.Ou não?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Divergências conceptuais

Sobre isto, mantenho um saudável diálogo com Jools; eu sou do clube do caríssimo Funes. Já Jools é um acérrimo defensor de que um alargamento do prazo limite até cerca de 3 anos (após a data indicada) é perfeitamente aceitável. O critério passa pelo aspecto da coisa...

"Piquenos" enganos

Indicar o Google (imagens) como fonte é equivalente a indicar como referência bibliográfica a Biblioteca Municipal do Funchal.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma pergunta para Sancho


Quantos bolos tiveste que comer para subsidiar a visita de Bento XVI?

Um desenho para Sancho

Na caixa de comentários:

"A UMAR é uma entre muitas associações (como a Casa do Brasil, a ILGA, a SOLIM ou os proto-escuteiros de não sei onde) que ocupam espaços cedidos pela câmara, e paga renda - reduzida, é certo, mas paga!
E não esqueçamos que estamos a falar de uma Entidade de Interesse Público, estatuto publicado em Diário da República. Se as actividades desenvolvidas têm significativa relevância pública, o mínimo que o Estado pode garantir é um espaço condigno para o desenvolvimento de tais actividades.
Na primeira página do site aparecem iniciativas relacionadas com direitos LGBT porque foram as últimas iniciativas (públicas, visíveis) da UMAR. Basta olhar para as datas para ver que o critério é, precisamente, a data e a actualidade das "notícias".
(...)
E quanto à tomada de posição sobre a condenação da Sekinah, a UMAR assinou petições, anda há meses a divulgar esta barbárie (bem antes de ela ser "mediática") e divulgou a iniciativa do Camões na página do facebook, onde tem mais de 2000 amig@s. Já foi dito: ainda que os direitos das mulheres não tenham férias, as férias são um direito destas mulheres."
Ass:
Quase-Bolseira da FCT
Beneficiária da Porta 65
Subsidiada de outras coisas
Deficitária de emancipação

O que o Sancho poderia ter encontrado à distância de um click, mas não quis:

 Projecto BIG 
Mudanças Com Arte
OMA
ORGM
Centro de documentação Elina Guimarães
Grupo de trabalho Género e Água 
Iniciativas que não envolvem necessariamente bolos*

 Mas acha pouco e indigna-se com os apoios que a UMAR tem conseguido (apoios a que qualquer associação pode candidatar-se se trabalhar para tal) , como único grande contribuinte deste País que é o Sancho. 
Já agora, caro amigo, que descubro que és um mãos largas e andas a financiar isto tudo, pagas tu o jantar de sexta?

*e não continuo porque acho que já deves ter percebido como funciona um site.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um Caso Sério 3020

O post e o tema abordado. Uma Ilha em chamas e comemora-se com foguetes, enquanto o Inverno não chega (e com ele as águas imparáveis). Não está tudo bem, mas o que interessa é o povo contentinho e os festeitos inchados com tanto fogo lançado ao ar. Como cai, e onde, não é da responsabilidade dos diversos intervenientes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010



Alexandra Lucas Coelho foi a Juarez e conta o que viu.
"Cabeças cortadas. Cadáveres atirados para o deserto. Gente raptada, violada, baleada, todos os dias. Esta é a história de como se destrói uma sociedade de fronteira. Primeiro, é o bordel dos EUA. Depois, fica escrava do comércio livre. E então o narcotráfico entra a matar, porque se tornou fácil e o dinheiro é muito. A cidade mais violenta do mundo é Juárez, fronteira do México com os EUA."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Letra Dura e Arte Fina

A mentora do programa cultural que encheu as medidas da RTP Madeira durante algum tempo, com um dos melhores títulos que conheço neste género, faleceu esta noite, deixando o meio cultural madeirense substancialmente mais pobre.

domingo, 30 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Eu sei que sim, mas há um pormenor que me incomoda*

Eu sei que concordas, mas o texto do Miguel só tem um pequeno problema: parte do pressuposto de que é válida a adivinhação da posição da esquerda serôdia perante uma suposta tolerância (que nunca aconteceu**) face à visita do, por exemplo, Dalai Lama (que já cá esteve). Ora, parece-me que estruturar toda uma concepção do carácter desinformado** da tal esquerda a partir de uma suposição sobre algo que não aconteceu mas que o autor julga que seria assim se acontecesse, não será propriamente um verdadeiro conhecimento de causa, passível de ser verificado. E a importância da verificação nestas coisas é uma porra.

* mas não muito, porque já sabes que estas coisas essencialmente divertem-me.
**Lá está: isto é um facto, portanto, passível de verificação.
***seria uma maçada reproduzir aqui tudo o que o Miguel escreveu para chamar os opositores de ignorantes.