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| Who Knows? |
sábado, 20 de fevereiro de 2016
sábado, 2 de janeiro de 2016
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Ou... um homem branco
E a pérola: "we can't wait to read your racially sensitive comments ..."
terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Quer me parecer que não foi bem isto que os/as gregos/as que votaram não no referendo tinham em mente. Acredito que não seja fácil estar no lugar de Tsipras, mas o facto de fazer o contrário do que prometeu, isto é, do que o fez ser eleito, aproxima-o perigosamente de Passos Coelho. E isso é muito, muito mau. Para a Grécia. E para a Europa.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Esmaga o/a magistrado/a que há em ti
as pessoas são tão rápidas a julgar.
O mundo está cheio de juízes/as prontos/as a sentenciar sem ouvir e sem nada avaliar.
Nesta audiência permanente em que vivemos, todas as palavras que contrariam as nossas crenças padecem de falta de conhecimento empírico: "em vez de escrever esse texto com base em preconceitos, já experimentou ir ao local e ver?". Mas se se vem do centro da sensação, então carece-se de distanciamento objetivo: "claro que não pode avaliar com rigor e objetividade, se é sujeito no cenário" [sim, porque é preciso ser mutilado de guerra para entender que a guerra é multifacetada e muito mais complexa do que o resultado de uma experiência localizada]. "Se é deficiente não pode escrever sobre deficiências de forma objetiva, está claro". [claro, como é que tal não me teria ocorrido].
Para certas pessoas, os direitos humanos são matéria para se parecer bem. Parece que quem defende direitos humanos agora é acusado de pertencer a uma qualquer brigada de policiamento. Como se os direitos humanos - de todos/as os/as humanos/as não precisassem, de facto, de defesa e proteção e, sobretudo, de reconhecimento! Mas não, para estas pessoas, é tudo uma questão de parecer e não, efetivamente, de ser.
Quem é lesto/a em julgar, sem sequer fazer o esforço de se colocar no lugar do/a outro/a, acusa e condena o/a outro/a com base numa tal «brigada do politicamente correto» apenas revela desinformação e ignorância e arrogância.
Se lutar pelos direitos humanos é ser politicamente correto/a, então que seja.
Eu quero ser MUITO politicamente correta. TODOS OS DIAS.
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| Simon Walker |
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Juncker, o movedor de montanhas
já estou de lágrima no canto do olho ao ouvir o Juncker a garantir que foi a troika a insistir nas medidas sociais durante as conversações, porque o governo grego nem sequer queria saber. Não sei o que pensar sobre o facto de ele assegurar que isto não era mais um pacote de «austeridade estúpida». Isto quererá dizer que os outros pacotes eram «estúpidos»? Estou emocionada, Juncker. Obviamente que, para além de preguiçosos/as, os/as Gregos/as são os/as vilões/ãs europeus (esta mania do berço da democracia do mundo ocidental escolher os seus próprios líderes e de estes insistirem em manter o programa com o qual foram eleitos, tem de acabar!)
O Juncker acaba de dizer que eles «moveram montanhas!» - havia alguma figura bíblica com este feito?
[já o ouvi falar em francês, em inglês, e agora está a falar em alemão - quero ver se fala grego]
segunda-feira, 11 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
E insiste
É impressionante que João Miguel Tavares fale em «números» relativos à infeção por VIH/SIDA que «pululam em blogues e redes sociais» como se fossem falsos, apresente dados da OMS e cale os dados nacionais.
O argumento dos «países civilizados» é tão válido quanto na civilizada Suíça alguma gastronomia típica incluir carne de cão, ou os civilizados EUA condenarem pessoas à pena de morte, e alguns dos seus Estados interditarem uma panóplia de atos sexuais. Não basta que seja importado para ser bom. Convém que tenhamos capacidade para analisar as importações. Portugal criminalizou a violação marital em 1982, enquanto a «civilizada» Inglaterra só o fez dez anos depois.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Doar sangue e sexo anti-natura, segundo João Miguel Tavares
A argumentação de João Miguel Tavares, no Governo Sombra de hoje, sobre as declarações de Hélder Trindade, relativas à interdição da doação de sangue por homossexuais, é um exemplo da ignorância atrevida: não sabe, mas opina acerca do que desconhece, como se fosse um especialista.
Para além das afirmações que remetem para a utilidade das práticas sexuais [só o sexo com potencialidade procriativa é 'natural', segundo o jornalista], Tavares lança dados inexistentes. Na lógica de João Miguel Tavares, não são outros hábitos, nomeadamente o uso de preservativo, que influenciam a probabilidade de transmissão de DST, em particular, do VIH-SIDA. Não, segundo Tavares tudo se resume às práticas [sexuais]. O jornalista reduz o sexo à cópula heterossexual vaginal e à cópula anal homossexual e heterossexual, defendendo que, a prática anal representa maior perigo de transmissão, o que está correto, mas apenas num cenário de sexo desprotegido (ver imagem). Adicionalmente, Tavares tem tiradas como: «estás a colocar a pilinha num sítio no qual a natureza não...». A ideia de as práticas sexuais sem potencialidade reprodutiva serem anti-natura, é antiquíssima. Na Idade Média, o pecado [e crime] da sodomia incluía todas as práticas sexuais 'inúteis', como sejam o coito interrompido, o coito interfemural ou o bucal e, claro, o anal, sem esquecer a masturbação. Inúteis para fins reprodutivos, assinale-se, que eram os únicos admitidos para a prática de relações de sexo.
Tavares é, naturalmente, livre de ter uma visão biologizante das práticas sexuais e de partilhar a ideologia do imperativo coital, no entanto, é grave que, num programa de rádio, afirme, como se fosse verdade, que a infeção e transmissão de VIH-SIDA entre homossexuais é muito superior à de heterossexuais [isso é tão anos 80!]. Só se for na cabeça de Miguel João Tavares.
Diz o jornalista que, no que respeita à doação de sangue, o direito «é o de quem recebe sangue e não o direito dos homossexuais em dar sangue». Da minha parte, espero que os serviços competentes façam o seu dever antes de qualquer transfusão de sangue - isto é, que o submetam a todos os testes legalmente obrigatórios, para além do teste do HIV, independentemente da orientação sexual do/a dador/a. Este é que é o direito de quem recebe sangue: é ter a garantia de que que lhe vão injetar um produto que cumpre todos os parâmetros estipulados legalmente. E esses parâmetros devem ser assegurados independentemente da orientação sexual do dador. Escrevo no masculino porque claramente, esta é uma questão que afeta desproporcionadamente os homens homossexuais.
Diz o jornalista que, no que respeita à doação de sangue, o direito «é o de quem recebe sangue e não o direito dos homossexuais em dar sangue». Da minha parte, espero que os serviços competentes façam o seu dever antes de qualquer transfusão de sangue - isto é, que o submetam a todos os testes legalmente obrigatórios, para além do teste do HIV, independentemente da orientação sexual do/a dador/a. Este é que é o direito de quem recebe sangue: é ter a garantia de que que lhe vão injetar um produto que cumpre todos os parâmetros estipulados legalmente. E esses parâmetros devem ser assegurados independentemente da orientação sexual do dador. Escrevo no masculino porque claramente, esta é uma questão que afeta desproporcionadamente os homens homossexuais.
O discurso de Tavares está pleno de ignorância e estereótipos que revelam a adesão a mitos da homossexualidade que servem para alimentar a homofobia. Foi também confrangedora a falta de preparação dos restantes participantes da tertúlia pública (ninguém se deu ao trabalho de consultar estatísticas?). É verdade que há mais homens infetados do que mulheres. Mas não se pode concluir, a partir deste dado, que a maioria dos homens infetados seja homossexual.
Bastaria a Tavares consultar os dados e o relatório.
É lamentável a falta de preparação e, sobretudo, a difusão de mitos que reforçam a discriminação contra pessoas com orientação sexual diferente da heterossexual.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Portugal, Abril de 1974
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| detenção de um agente da PIDE testemunhada por Henri Bureau, Abril 1974 Hoje, ainda é assim.
Adenda: no segundo episódio de Os Últimos Dias da PIDE, alude-se a esta foto (vencedora de um prémio da World Press Photo) esclarecendo que não se trata de um agente da polícia política, mas sim de um sem-abrigo.
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terça-feira, 7 de abril de 2015
Assédio Sexual de Rua (piropos incluídos)
Maravilhas do Chile, que até tem um Observatório do Assédio de Rua
Claro que cá isto é só exageros das/os feministas.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Passos Coelho assegura que vencemos Voldemort
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