segunda-feira, 30 de abril de 2007

domingo, 29 de abril de 2007

Como se eu fosse muito…

Não sou loira…por enquanto, pois já pensei ser e ainda não está fora de questão! Já tenho a tinta e tudo que é necessário! Mesmo assim, quando eu for loira, irei interrogar à mesma por que há tanta polémica em se fazer um museu dedicado ao Estado Novo. Tivemos uma ditadura, certo? Faz parte da História de Portugal e vem nos compêndios de História. Prezo muita a Democracia, não porque vivi a ditadura, mas porque ouço e vejo relatos e testemunhos que sobrevivem sob forma de esclarecimento. Decididamente, gosto de viver em Democracia! A História existe para esclarecer e alargar horizontes. Acho ridículo escolherem um leque de personalidade que surgiram e sobressaíram num determinado contexto social, económico e político e, depois, levá-los a concurso! E, para cúmulo dos cúmulos, irem a votos. Isto é uma História mal contada! Falou-se num possível Museu na casa de Salazar, por que não?! É um passado recente que deveria ser aceite e falado da mesma forma como se fala, por exemplo, da época dos Descobrimentos que, para quem anda esquecido, também se cometeram barbaridades desde a escravatura, inquisição, pena de morte, etc… etc… É importante exorcizar os medos, os ressentimentos e as angústias através do conhecimento, para podermos construir uma sociedade mais justa e equilibrada. A História serve para racionalizar factos e não para enaltecer ou para propagandear personalidades ou acontecimentos isolados. Já agora, de quem gostamos mais? Do pai ou da mãe? Depende… não sei! Tenho que pensar… I will be back… blonde!

Lullaby de domingo

A lira de Orfeu torna-se definitivamente um problema. Ou melhor, tornou-se um calcanhar.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

les elephants terribles

com um brilhozinho nos olhos fiquei a ouvir a bela voz amiga. http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=134626827

No kisses, no prince




O que mais me irrita nos contos de príncipes e princesas é a discriminação subtil, ou melhor, a desigualdade de oportunidades ali patente! Enquanto o rapaz (príncipe ou não) apenas dá um beijo numa semimorta muito bela, a rapariga (quase sempre plebeia) sujeita-se a dar beijos em sapos que nem sempre se transformam em príncipes (o factor sorte a funcionar)!
Eu cá nunca conto estórias dessas às criancinhas! Tenho pena dos sapos…

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Um dia*

... existirão fins de semana e feriados em que não terei que trabalhar em casa. Um dia, existirão fins de semana e feriados sem culpa! *Post original de Luna e adaptado à minha condição.

Post... lá para os lados do Jardim da Manga*

A minha Bjork nasceu em Coimbra, numa casa minúscula com postigo. Recordo-nos nesse primeiro ano, a ouvir compulsivamente It's oh so quiet na tua mini-wini aparelhagem. Recordas-te? Às escuras, ora em sussurros, grande parte aos berros e aos saltos - com o risco de atingirmos o céu que era incrivelmente baixo? Pois bem, cheira-me que a Bjork contagiante desses tempos está (quase) de volta. Falta-nos a sala e o postigo para a celebrarmos aos saltos. *Pronto, eu sei, também o fazíamos ao som do Debut

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A memória é a linha ténue que nos separa do mesmo.
O esquecimento significa perda de nós - do que fomos e do que somos.
Longe do sonho? Certamente. Mas tal não nos impede de tentar. Provavelmente mais desencantados, mais cépticos, mas com uma réstea de esperança em nós e por nós.

"Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira."

Excerto de Canto Moço, de Zeca Afonso.
Ilustração roubada a Mário Cesariny


terça-feira, 24 de abril de 2007

José Luís Peixoto

Um poema escrito pelo conceituado escritor José Luís Peixoto quando tinha 17 anos.
Duelo Artístico
Que importa se morrem?
Que importa se crianças,
de barriga grande, deitam espuma,
de tantas cores, pelas bocas?
Só as cores importam.
Qual será a cor das espumas angolanas?
Será castanho frio no zinco, castanho quente?
Que importa?
Só o amor importa.
O nosso amor,
O nosso amor pela nossa vizinha.
Nasce-me água na boca,
(água, não espuma)
porque a nossa vizinha é óptima.
A nossa vizinha é soberba,
Certamente existe um Deus, senão,
Como poderia existir a nossa vizinha?
José Luís Peixoto, 17 anos (Ponte de Sôr)
In JL - Jornal de Letras, 2 de Janeiro 2007

domingo, 22 de abril de 2007

Das leituras

Sinto falta de entrar numa biblioteca e escolher livros ao acaso. A partir do momento em que me comecei a fazer acompanhar de listas de autores e títulos, deixei os prazeres que a leitura ao acaso nos pode proporcionar. Os dedos percorrem as prateleiras em busca das palavras que possam preencher o tamanho dos olhos. Contudo, as mãos agarram os livros (quase) obrigatórios.
Acho aflitivo a falta de interesse que algumas pessoas revelam. A ignorância é algo que não se consegue evitar. Mesmo @ mais erudit@ há-de ser ignorante em algo. Pode colmatar-se a ignorância parcelar sobre os assuntos. Contudo, o desinteresse é algo que faz parte do indivíduo enquanto Ser. Não se consegue ultrapassar, sobretudo porque, em primeiro lugar @ desinteressado não vê qualquer vantagem nisso. Aceito (não tenho qualquer outra hipótese) só não compreendo.

Um post com remetente

Nada como sacudir as poeiras que nos cobrem no dia a dia e passar à frente. E acima de tudo, continuar a acreditar.

Lullaby de Domingo

sábado, 21 de abril de 2007

O meu papá, o engenheiro!

A cena tem cerca de 40 anos. Uma jovem estudante de Conservatório bamboleava-se pelos corredores de livros nos braços com o maior ar afectado que conseguia copiar das imagens de revistas. Logo após a conclusão do curso, a criatura, embriagada pelo odor do diploma adquirido, exigia aos seus jovens alunos que a tratassem por So'tora. A partir daí, apurou ainda mais o andar lento mas cadenciado pelo movimento certeiro de ancas pelos corredores da escola onde iniciou o seu percurso. Afinou a cabecinha a pender ligeiramente para o lado em que a franja lhe atingia os cílios e treinou o salto para ritmadamente marcar a sua passagem pelas salas. Na verdade, tudo aquilo que acaba de ser descrito é absolutamente secundário. Aquilo que mais impressiona na história de C. não tem propriamente que ver com a forma como percorria os corredores ou o título que exigia aos alunos. O que me impressiona é que C., à distância de 40 anos, em conversa com os colegas de Conservatório, utilizava a bengala línguística de "O meu papá, o engenheiro". Obviamente, o papá da criatura não possuía qualquer diploma que atestasse o título (nem um nem dois, como parece acontecer) nem consta que tivesse prestado provas a Inglês (técnico ou não). O papá da criatura só sabia assinar - e mal - o nome. Reconheço-lhe a capacidade visionária de ter percebido que o título que mais se prestaria a aldrabices (e aldrabões) seria o de uma engenharia qualquer.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O melhor dos piores

Em muitos momentos, deparei-me com pessoas pura e simplesmente fenomenais e Z foi uma delas. Deixou muitas saudades. Z era “Aquela cativa / que me tem [nos tinha] cativo[s]”, era também uma óptima contadora de histórias… Era uma amiga. Num dos passeios à beira mar, encontrámos um casal conhecido da Z, que vinha com o seu filho e, pelo que me apercebi, único. Comentei com a minha amiga que tinha gostado muito da atitude do menino que, enquanto esperava pelos pais que conversavam com Z., apanhava alguns plásticos e beatas que avistava para depois deitar no lixo. A criança deveria ter os seus oito anos, no entanto, em nenhum momento mostrou impaciência. Muito civilizadamente esperou… E eu, sinceramente, fiquei muito impressionada. Z. então disse-me que aquela criança era realmente excepcional, mas obtinha resultados negativos na escola, para grande desgosto dos pais, e, numa conversa que assistiu, pode verificar de facto o quão eles sofriam com a situação. A conversa tinha-se passado mais ou menos assim: - Então P. como vais na escola? – pergunta um pai - … - responde o P e os respectivos pais. - A M. também vai bem. - esclarece o pai - Pai, eu sou a melhor da turma! - reforça a filha - A J. também teve excelentes notas. - informa outro pai. - Eu sou a melhor a Matemática! - enfatiza a filha. - E tu P? – insiste alguém. - … Eu sou o melhor dos piores. - responde e conclui o P. P. é um génio, concluo eu.

domingo, 15 de abril de 2007

Ser ou não ser, eis a questão!

"É ou não é engenheiro?" Começa assim a peça teatral que está a marcar a actualidade portuguesa! Não há como evitar, mesmo que se queira...

A delícia da antecipação...















...Ou a antecipação da delícia.


Lullaby de Domingo

Já cá faltava a sorte grande da Kylie Minogue.

sábado, 14 de abril de 2007

Presunção e água benta...



(Confesso que aprecio, em particular, a coadunação da mensagem com a fotografia tipo passe!!!)