segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
A descobrir*
Os intelectuais soen muy ben zurrar
na literatura na poesia no café
Ai how ridiculous ridiculous they are
é verdade ou não, Lord Byron, é ou não é?
Nas pastelarias nas igrejas no café
ai sobretudo sobretudo no café
é verdade ou não é, Lord Byron, é verdade ou não é?
Ai how ridiculous they are
zurrar o sabem no da fror
tempo em que as burras muito hão-de ganhar
como é de D. Dinis (com modificações) o teor
na literatura na poesia no café
Ai how ridiculous ridiculous they are
é verdade ou não, Lord Byron, é ou não é?
Nas pastelarias nas igrejas no café
ai sobretudo sobretudo no café
é verdade ou não é, Lord Byron, é verdade ou não é?
Ai how ridiculous they are
zurrar o sabem no da fror
tempo em que as burras muito hão-de ganhar
como é de D. Dinis (com modificações) o teor
António Gancho, O Ar da Manhã
*Foi-me apresentado por um colega que me tem surpreendido. De repente, numa sala repleta de nada, há alguém que realmente nos fala.
Mudam-se os tempos. E as vontades?
Ao que parece, devo ser das poucas que nunca leu Isabel Alçada e só sabe vagamente em que consiste a colecção Uma Aventura; portanto, até agora, apenas sabia que a senhora tinha escrito uma catrefada de livros juvenis nos quais nunca pus olhinhos. Obviamente que li literatura juvenil; recordo-me das leituras a más horas das colecções Colégio das Quatro Torres e d Patrícia. Esta última foi decididamente a minha paixão mais violenta; era viciada na miúda ruiva e sardenta que andava com um grupo de amigos e um cão em actividades detectivescas (e que obviamente nunca tive a sorte de me acontecerem). A veneração prolongou-se até por volta dos meus 12 anos e até aí reuni todos os livros que consegui apanhar (ano após ano constavam da minha lista de presentes a pedido nos anos e no Natal). Recordo a ofensa que foi ouvir a alguém que aquela paixão haveria de passar. O ultraje foi enorme e secretamente jurei nunca trair a autora de Patrícia, nem a Patrícia, nem o Tim, nem todos os outros. Ao fim de tantos anos, não recordo quem escreveu, nem me lembro da maior parte das personagens. Relego Patrícia apenas para a minha infância e sei que é uma heroína datada.
Por tudo o que desinspiradamente expus anteriormente, não percebo o entusiasmo quase unânime com a mudança para Isabel Alçada. Não compreendo como pessoas adultas colocam esperanças numa pessoa única e exclusivamente porque fez parte do seu universo infantil; ainda que importante, o facto de ter escrito livros juvenis não lhe confere mais ou menos competências para exercer o cargo que agora inicia. Não me interpretem mal; não condeno a senhora por tê-los escrito, nem tão pouco vaticino um desempenho menos brilhante porque os escreveu. Apenas não consigo vislumbrar qualquer correspondência entre o que escreveu e o cargo que agora ocupa. Prefiro esperar para ver.
Confesso que me preocupa o facto de a saber crente em Sócrates.
Lullaby de Domingo
Fly with aeroplanes (quando nos permitem)
Out of here
Hoje apetece-me veludo.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
É sempre que a publicidade quiser
Mas já chegamos ao Natal?
(e ainda só vamos a 5. De Novembro)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
o sorriso
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Eugénio de Andrade
Lullaby de Domingo
In the mood
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Na avaliação, o tempo ditará, mas ninguém o ouvirá.
Passei a semana a ver crianças a correr tresloucadamente e aos gritos nos corredores, nas salas e nos jardins do recinto da escola. Crianças a discutirem com os professores, funcionários e com tudo que se mexia...
Crianças mal-dispostas e com o dedo acusador para o colega do lado. Crianças a serem acusadas de roubos e agressões. Crianças a destruírem material. Crianças a enganar os professores e os pais. Crianças sem vontade de ouvir.
Crianças a fazer exigências, a mentir e dizer palavras feias, muito feias, feiíssimas. Gostam de gritar, mas não têm tempo nem vontade de ouvir.
Crianças que não admitem advertências... conselhos. Não têm tempo nem vontade de ouvir.
Crianças a odiarem os adultos!! Crianças sem tempo nem vontade de ouvir.
Crianças que só proferem e percebem frases do tipo imperativo e da forma negativa; e que acreditam que o seu futuro passa por aguentar o máximo de tempo na escola. Crianças sem tempo nem vontade de ouvir.
O parâmetro mais importante na avaliação de desempenho dos alunos é o tempo, não importa em que nível, nem o conhecimento que possam adquirir. Aprender a aperfeiçoar o fazer mal sem olhar a quem, a quê e nunca perceber o porquê.
A avaliação do professor passa pela resistência psicológica, pela resistência dos ouvidos e da garganta.
Vamos ver quem e que vai ter as melhores notas: os professores ou os alunos?
Eu cá choro por todo este leite derramado... Que desperdício!
Cogitações avulsas de uma saudosista
Inicio a leitura de um post que mistura Coimbra, Faculdade, cabelos longos e utopias de início de percurso. Imediata e inadvertidamente, redesenho a leitura como se da minha Coimbra e do(s) meu (s)ano se tratasse(m). As minhas personagens povoam o texto até ao momento em que uma data lhes rouba existência; a autora do texto refere-se a 2002 e nessa data já não havia Coimbra para mim (apenas Coimbra em mim).
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Histórias da Madeira Nova
Numa região que se diz de brandos costumes e que acena esquizofrenicamente com o estribilho de Madeira Nova, são 86 as queixas mensais formalmente apresentadas e referentes a violência doméstica. O que equivale a uma média diária de 3 queixas.
É verdade que as coisas tendem a melhorar; se há uns anos atrás o fenómeno nem era considerado, hoje há um esforço para que a realidade não continue tão cruel. É uma boa notícia, a existência de um Plano Regional Contra a Violência Doméstica, é uma boa notícia a existência de 3 casas abrigo, é uma boa notícia a sensibilização e especialização de agentes da autoridade para este tipo de crime. É excelente o trabalho desenvolvido pela equipa do Centro de Segurança Social da Madeira e de todas as associações que se dedicam a este flagelo. Mas, como muito bem aponta André Escórcio, não bastam as medidas de remediação e de apoio à vítima, ainda que essenciais. E certo é que essas medidas, pela natureza difícil deste tipo de crime, penalizam ainda mais a vítima, que é quem se esconde e modifica toda a sua vida em função da intolerância de outrem. É preciso ir mais longe no combate a este tipo de crime e apostar na sua prevenção; parece-me essencial que a problemática seja trabalhada nas Escolas, na formação das nossas crianças que convivem com esta realidade e estruturam desde cedo os relacionamentos a dois a partir do princípio de propriedade. É preocupante constatar que em muitos casais adolescentes existam já casos de intolerância em relação ao comportamento do outro; que se valorize a questão do ciúme - que em última análise conduz a comportamentos mais violentos. É preciso apostar na educação dos afectos, na medida em que muitos dos/das nossos/as jovens nunca tiveram exemplo de uma relação saudável em casa e tendem a repetir comportamentos.
(Helena Almeida)
É absolutamente necessário apostar no esbatimento dos preconceitos de género ainda tão arreigados na RAM, em que muitos homens consideram que o comportamento de galo da capoeira ainda está muito bem cotado e em que muitas mulheres consideram que quem deve mandar lá em casa é o elemento do sexo masculino e que ainda precisam de quem delas tome conta.O mais trágico é que este tipo de crença não se verifica somente nas franjas mais empobrecidas; estes princípios são repetidos um pouco por todo o lado, por pessoas que tiveram a oportunidade de crescer e não a aproveitaram condignamente, pessoas com responsabilidade no amanhã da Região e que continuam a perpetuar os costumes sexistas numa Madeira Nova por vir. Não basta anunciá-la, não basta desejá-la. É preciso construí-la e o trabalho começa desde cedo.
É lamentável que um projecto como o EQUAL - Projecto Agir Para a Igualdade não tenha encontrado eco na maior parte das escolas do Funchal, ainda que há algum tempo sejam convidadas para as sessões de sensibilização. Neste ano lectivo, apenas uma escola do Funchal aderiu ao projecto (e curiosamente é o Concelho onde se regista maior número de queixas). Todas as outras escolas integrantes do projecto são de outros concelhos. (o que é, obviamente, uma mais valia para as regiões a que pertencem). Mas não deixa de ser curioso que seja no dito centro da Região, onde a intelectualidade regional tende estar concentrada, que não haja suficiente sensibilização para estas questões. Esclarecedor, não é?
Lullaby de Domingo
Sou capaz de ouvir isto ininterruptamente.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Considerações rápidas sobre VPV
Medíocre, é a única coisa que me ocorre ao ler a sua crónica, sobre a qual recebi recomendações via sms. E nada mais precisa ser dito.
(E não, Sancho, com isto não quero legitimar as afirmações de Saramago, até porque não as ouvi).
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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