quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Há muito a ouvir e a gostar cada vez mais


Meu amor adeus
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sozinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz o nó
E desata um grito
Um mau olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Porque não me vês
Maresia
Se a dor é um ciúme
Que espalha um perfume
Que me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
Noutro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
"Porque não me vês" In Por este rio acima

(Memórias) da cegueira*


Ah, mas quero ser assim: mulher, frágil. Quero que me alimentem a nozes e mel e me levem no cavalo branco e me digam suavemente não uses essa linda cabecinha laureada pelos lindos cabelos que quero só para mim.
Quero-me vazia, que é como me querem e é assim que acho que valho e me ofereço. E só assim me oferecem a maçã. Quero-me como ontem, sem pensar no hoje. Não quero conquistar. Quero ser conquistada, acenar bandeira branca e rojar-me aos pés. Afinal de contas, que fazer com a liberdade de pensamento? Prometo portar-me bem. Ergam-me novamente os muros, eu vos imploro.

(Pintura de Sarah Afonso)
*Título de Derrida, adulterado e descontextualizado

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Universo Charlie Brown


Blá blá, blá blá, blá blá blá...

Meteorologia na famárcia!?

- Tampões auriculares de ciclone, por favor. ...................................... - Desculpe, quero dizer silicone.

domingo, 18 de novembro de 2007

Noblesse oblige

"Mas eu sou diferente." Balbucia do alto da cegueira, sem conseguir vislumbrar o outro que murmura o mesmo. O burburinho é imenso e ninguém se entende, cada qual confinado confortavelmente na sua cabine, rodeados pelas fotografias inanimadas de feitos passados e de outros projectados. "Mas eu sou diferente", "mas eu sou diferente", repetem indiferentemente, sem ouvirem a repetição dos outros, sem reconhecerem as sílabas que compõem o ego de todos e de cada um. "Eu sou diferente.", mas sem hífen, que não gostamos de diferir realmente.

Lullaby de Domingo

Prece à(s) Deusa(s).

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A César o que é de César.

A boçalidade, que já se sabe ser mal que afecta a ALR não se fica por aí. É curioso constatar que, aquando deste género afirmações ridículas sucessivamente se lê por aí o esfregar de mãos de pessoas dispostas a estender maliciosamente o tapete às idiotices proferidas. Pior a emenda que o soneto: se são ridículas as afirmações, idiotas costumam ser as respostas. Tanto quando sei, as Regiões Autónomas e nomeadamente a Região Autónoma da Madeira não serão um universo separado de um País que se quer uno. E, tanto quanto sei, grande parte dos portugueses continentais não se revê nas afirmações dos orgãos de poder. Nem sequer, na maior parte das patacoadas proferidas pelos seus Presidentes de Câmara. Daí que me faça espécie que, perante as arrozoadas de membros da ALR ou do GR assumam-nas como expressão do sentir e pensar da população madeirense. É intelectualmente desonesto evocar os madeirenses que optaram por residir no Continente, esquecendo (propositadamente ou não), os Continentais que optaram por fazer o percurso inverso. Ou que por cá também se pagam impostos e taxas e o diabo a quatro.

Pérolas a Porcos

"Sê justo, mas, se não puderes, sê arbitrário"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Festim Nu, W. Burroughs

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Shut The Fuck Up 2

E já agora, também este. Se não o nosso ilustre vizinho, alguém mais próximo. Não é pago para manobras de diversão.

Shut The Fuck Up

O nosso vizinho também podia mandar calar o outro (que habita mais acima).

Sing (please), just to know that I'm alive

Noite de Nina. Tenho noites assim, entregues a vozes a que me amarro enquanto vagueio pelas palavras que pronunciam. Ouço-a incansavelmente, uma mesma música desdobrada em múltiplas interpretações da voz quente que se faz acompanhar pelo dedilhar no piano. Vagueio encostada à boca generosa, à modulação que faz às palavras. Gosto de a ouvir assim, no sussurro da noite, a sós com ela. Invejo os aplausos que, por vezes no final, denunciam outros que a escutam. Interrompem o dizer da voz e o meu ouvido. Momentaneamente. Depois, voltamos a ficar a sós.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

Congresso Feminista - 2008


Fica combinado?

O link para o site do Congresso está ali ao lado.

Lullaby de Domingo

Quem por cá passa com alguma regularidade já conhece esta minha queda para tudo o que este senhor faz. São inúmeras as faixas que considero sublimes e padeço de uma dificuldade intrasponível quando se trata de eleger os álbuns da minha eleição. Mais uma faixa do Mestre por cá é da inteira responsabilidade do blog de Jorge C, que me facultou a desculpa perfeita para aqui a deixar para quem a quiser apanhar. Por mim, deixo-me "lie down in the bitter gutter moon".

sábado, 10 de novembro de 2007

Brincadeirinha

Depois de ler algures um post em que alguém defendia acerrimamente a atitude nobre e desinteressada dos cientistas, cruzo-me com a notícia desta investigação científica. Imagino os pedidos de subsidiamento de tão pertinente investigação. A seriedade da problemática que lhe subjaz justifica plenamente que se financie um estudo destes. A ciência é claramente aplicada a problemáticas urgentes, lá para os lados de Cambridge... (Isso fica por terras de França, não é? Porque, como se sabe, no Reino Unido só se trabalha a sério).

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

«Sabe, passa; não sabe, não passa»

A haver a tal prova intermédia para os alunos faltosos, proponho que a sua elaboração e respectiva correcção seja remetida ao Ministério. E que seja a equipa da Srª Ministra a encarregar-se dessas funções. Pré-aviso: aconselha-se o Ministério a seguir o exemplo de Lueji e munir-se de tinta vermelha em quantidades bem generosas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Feniana, melodia, coração, mar, vento, gaivotas e amizade.

Coração de mar e vento, Que aos corações lanças redes, És perpetuo movimento Na guitarra do Paredes. Pões esperança e amargura, Livras sombra e luz nas notas E em surdina tens gaivotas De saudade e de aventura. Coração tumultuário, Ah, faminto coração, Solidário e solitário A prender nuvens ao chão. Coração da melodia, Coração em que murmuram Sol e lua e se misturam Em funda melancolia. De tantas fomes e sedes, Coração terno e violento, És perpétuo movimento na guitarra do Paredes Ah, faminto coração, A prender nuvens ao chão... Letra: Vasco Graça Moura Música: Mário Pacheco Voz: Mísia In Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes

Não faz mal, tenho tempo.


Na farmácia:
(…)
- Já agora, gostaria de levar também tampões auriculares de silicone.
-Preferência pela marca?
- Não, não tenho.
- Espere um pouco.
………………………
-Tenho estes que são “muita” bons.
- Mas eu queria de silicone e esses são de cera e algodão.
-São óptimos, todos pedem destes.
- Eu prefiro dos outros.
- Olhe, é só tirar o algodão e moldá-los ao ouvido.
- Pois, mas eu não quero esses.
- Mas, ó menina, todos os estrangeiros usam destes.
- Sim, mas eu quero os de silicone. Já experimentei esses e não gosto.
- Espere, vou ver.
……………………….
- Desculpe, já não temos, estão esgotados.
- Não faz mal, eu aguardo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Da importância do artigo definido.

Eu não tenho vistas largas. Nem grande sabedoria Mas dão-me horas amargas As lições de Filosofia. Uma (espécie de) quadra do Aleixo

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Lullaby (de dor de cotovelo) extraordinária

You can go out, dancing And I'll write about you, Dancing without you Da insularidade e outros demónios (convenhamos que no agendamento só se pensou em Lx e arredores).