Há quem diga que não há amor como o primeiro...
Pois eu acho que não há amor como o primeiro nem como o segundo nem como o terceiro nem como quarto...Todos iguais, todos diferentes, OS AMORES!
( Pintura de Marc Chagall)
"(...) chegara a hora de enrolar o papiro dos acontecimentos do dia, com todos os seus problemas, impressões, tristezas e alegrias." Virginia Woolf
Há quem diga que não há amor como o primeiro...
Pois eu acho que não há amor como o primeiro nem como o segundo nem como o terceiro nem como quarto...
Muita coisa tem mudado, com este Mi(ni)stério da Educação; informações contraditórias, reformas aplicadas à pressa, exames que foram, são e deixam de ser, exames que não eram, não são mas que até ao final do ano lectivo ainda podem ser...Enfim, e tudo isto com uma Ministra a afirmar angelicalmente que não percebe assim muito bem os protestos (que não têm que ver só com isto, mas também). E no meio desta salganhada, leva-se a cabo, silenciosamente, o assassinato lento da filosofia, a ver se ninguém nota e ninguém reclama. No ano em que se decide que nem para entrar no Curso Superior de Filosofia é permitido exame a Filosofia, o Brazil assume postura inversa e reintrega a disciplina de filosofia nos cursos médios. Curioso que quando por cá se fomenta uma política de abate da disciplina, um outro País (privado da mesma graças a uma ditadura) a ela regresse e lhe reconheça a perenidade, apresentando o facto como "uma vitória da luz" (César Callegari, sociólogo). Isto diz muito de nós e do rumo que tomamos. Isto diz muito de quem diz saber o que é melhor para o nosso País. "Estamos reintroduzindo o ensino crítico e oferecedo aos jovens a possibilidade de entender melhor o mundo em que vivem", afirma o Ministro da Educação brasileiro. A "nossa", informa sobre as suas decisões no que diz respeito à disciplina, sem as explicar ou sequer discutir. Acabam-se os exames, as faculdades recebem a informação que não lhes é permitido solicitar o exame de filosofia. Mata-se a filosofia e são poucos os que notam. Mas também, para que queremos nós que se ofereça a possibilidade de compreensão de mundo? Desde que votem no quadradinho certo e não pensem muito sobre o assunto... até aqui, tudo bem. Não é? (Ilustração do post roubada a Magritte)