terça-feira, 1 de janeiro de 2008
«Pedaços»
Às vezes acontece-nos estarmos tão concentrados no nosso espaço, que ele se torna demasiado pequeno para nós. E acabamos por não dar espaço a mais ninguém. E o “nós” torna-se vazio, porque é simplesmente “eu”. Acontece que o espaço que ocupamos não é apenas nosso, é de todos aqueles que connosco privam e devemos dar-lhe o devido espaço, a devida importância e a devida atenção, sem esquecer de dar tudo isso também a nós próprios.
Por vezes encontro-me demasiado concentrada em mim mesma, de um egoísmo que me chega a repugnar (quando me desligo de mim e reflicto sobre isto). Tento então fazer um balanço do meu espaço e só lá estou eu, eu em pedaços, porque sem os outros sinto-me incompleta, “completamente incompleta”. E às vezes é difícil recuperar os outros, porque eles já encontraram o seu próprio espaço e aí sentimo-nos verdadeiramente sozinhos. Há que reaprender tudo de novo.
Eu quero que o meu espaço cresça comigo. E dentro desse espaço que os outros cresçam comigo, os que eu amo e os que eu amo menos, mas que também são importantes, porque fazem lá todo o sentido. É essa aprendizagem que espero realizar este ano.
A primeira coisa que perguntei hoje foi: «O que queres que eu mude em mim, que verdadeiramente te incomoda?». E ele respondeu-me: «Quero que sejas menos egoísta».
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Pérolas a porcos
Explicação Lógica
domingo, 30 de dezembro de 2007
Sic transit gloria mundi
Teu dia, ó pátria, há-de chegar!
Can a woman trust in a straight guy to be her friend?
Lullaby de Domingo
sábado, 29 de dezembro de 2007
Imagens e sons que ficam

- Vertigo do incontestável mestre do suspense Alfred Hitchcock. A musicalidade deste filme releva assombrosamente um amor vertiginoso. Soberbo.
-Underground de Kusturica, pois claro. Sons bem vivos, garridos e sempre presentes numa história humanamente trágica. Simplesmente genial.
- Le Fabuleux Destine d´Amélie de Jean- Pierre Jeunet. Um destino bem melodioso e de poucas palavras. Gosto muito do músico Yann Tiersen.
- Paris Texas de Wim Wender. Um filme que há uns largos anos, no âmbito de uma disciplina, fui obrigada a ver, e dele ainda ficou aquele som de desalento existencial e áspero associado à imagem do deserto. Uma sensação de "muitos nadas".
- 2001: Odisseia no espaço de Kubrick. Em relação a este filme, é incontestável a conjugação da imagem com o som. Palavras para quê? Um clássico.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Previsões 2008 - Natal dos Hospitais
"Crónica de uma morte anunciada"*
Afinal, as mulheres também se abatem pelo que representam.
*Título roubado a Gabriel Garcia Marquez.
Cinco bandas sonoras e mais algumas infracções
1.ª - Obviamente, Der Himmel Über Berlin/Wings of Desire:
You know why! Memoráveis, The Carny e From Her To Eternity. E bom, pelo resto da banda sonora também...
2.ª - In The Mood For Love:
A minha obsessão de final de Verão, magistralmente conduzida por Michael Galasso. Um Nat King Cole que surge como novo aos meus ouvidos de tão bem que se adequa aos encontros e desencontros de Maggie Cheung e de Tony Leung.
2.ª (cont.) - No seguimento da anterior, 2046:
Casta Diva, ainda que considere a interpretação de Callas muito melhor que a que consta do filme, é um portento em qualquer filme. Desta vez, com as escolhas e composições de Shigeru Umebayashi, Wong Kar Way volta a encher-me as medidas.
3.ª - Necessariamente, Magnólia...
...perfumada pela mestria de Aimee Mann. Maravilhosa cena inicial, primorosamente rematada com "One".
4.ª - The Hours:
Philip Glass compõe o acompanhamento sonoro do universo de Virginia. Não existe uma única nota fora do lugar ao longo do filme.
5.ª - Mulholland Drive:
Pela interpretação de Rebecca Del Rio, com o pungente Llorando em pleno Club Silencio. Angelo Badalamenti sabe muito bem o que faz e Lynch também.
Post scriptum:
Fujo aos filmes e entrego-me às séries. Permitam-me então enviesadamente acrescentar, sem margem para dúvidas, Six Feet Under por Feeling Good interpretada pela maravilhosa Nina Simone e pela sequência final a cargo de Sia com Breathe Me (a nódoa está em tanto Coldplay, mas enfim).
Não poderia também deixar de referir a soberba banda sonora de Twin Peaks, a cargo de Angelo Badalamenti poderosamente auxiliado pela etérea Julee Cruise.
E pronto, cumprido o desafio (em excesso e atropelando as supostas regras), transmito-o aos seguintes: Provavelmente Talisca, Lueji, Bartleby, Luís e o pessoal cá da casa.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
25 de Dezembro: dia dos enganos.
Recebo um telefonema de um número que não consta na minha lista. Corro para a varanda porque a algazarra que se faz na cozinha não me deixa ouvir a voz do objecto.
E a conversa decorre da seguinte forma:
- Sou o Paulo. Lembras-te?
- O Paulo? Mas… espera… Paulo, claro o Paulo. Já sei!!! PAULO!
- Como te lembras se já nem tens o meu número?
- Claro que me lembro! Então, és o meu vizinho, o meu querido vizinho. Há quanto tempo! Nós passámos a infância todos juntos. Tu, eu, os nossos irmãos, as minhas primas, a Carla… Bons tempos aqueles. Tenho saudades. O teu número já o tive, mas, como tive que trocar de telemóvel, perdi-o.
- Como?
- Ó Paulo, se vieres aqui, passa cá em casa. Traz a Rosa.
- Mas a Rosa… Que Rosa? Posso ir?
- Claro que sim, mas que cerimónias são essas? Isso não é para nós! E, sim, traz a tua esposa!
Hoje não venhas porque estou em casa da Carla. Vim vê-la.
- Carla? Que Carla?
- Então Paulo? A Carla irmã do Z., filha da Sr.ª C. e do Sr. J., também nossa vizinha que foi para Lisboa estudar… e, depois, ficou por lá. Veio estes dias à terra.
- Ah, acho que sei quem é. Mas espera…
- E a Sr.ª Clarinda? Como é que ela está? Ainda não a vi.
- Quem é a Sr.ª Clarinda?
- É A TUA MÃE!
- Eu não sou esse Paulo! Sou o Paulo de…
- Ok, Paulo. Desculpa, explicas depois. Que confusão! Telefona amanhã ou assim. Adeus.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Não resisto. Boas Festas.
Para TODOS.
domingo, 23 de dezembro de 2007
Lullaby de Domingo
sábado, 22 de dezembro de 2007
Um conto pascal... do jejum (grand finale)
A cozinha não poupou no tempo, mas poupou na cozedura. Nem mais uma salsicha esventrada ou uma posta a desfiar o rosário de queixas em condições. Os ingredientes semi-cozinhados. E no meio de um dos pratos, brilhante, retorcido, sufocado em azeite com sabor a bacalhau pré-cozinhado, um magnífico cabelo - esse sim, perfeitamente esturricado. A gota de cabelo que fez transbordar os pratos.
Aproxima-se uma vez mais o infeliz estalajadeiro, com o outro em jeito de banda sonora na continuação do seu triste reportório. Os pratos retornam à cozinha, o triste homem abana a cabeça. Desfaz-se em desculpas e descontas. A rematar, tenta oferecer digestivos. Para digerir o quê? Só se for mesmo a conta: 16 euros a cada comensal, quando a única coisa que se aproveitou foi mesmo o vinho e o pão - cerimónia pascal em tempos de natividade.
Gloria in excelsis. Saímos da espelunca disfarçada de restaurante decente.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Intermezzo
Um conto de Natal... ou de como (NÃO) jantamos na Cervejaria Alemã
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Um Conto de Natal... ou de como jantamos num palheiro
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
The Day I fall in love with Sam Riley - ou terá sido por Anton Corbijn?
O Shiva bem que podia dar uma ajuda...

O Contrário do Mundo.
Do que acontece à mulher que foi pássaro quando descobre o humor em ( lugares e) horas desajustadas.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Concorrência - Not about love
Lullaby de Domingo
sábado, 15 de dezembro de 2007
"Sensibilidade graciosa" (Tristan Tzara)
"Infinitamente original" (Tristan Tzara)
um olhar
" (...) Sou neblina, sou ave, / Estrela, Azul sem fim,/ Só porque, um dia, tu,/ (...)/ Por acaso, talvez, /Olhaste para mim."sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
uma descoberta
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Hoje...
O Pinheiro da Actualidade




A estrutura (a mais simples possível) do pinheirinho que os meninos do curso de Carpintaria fizeram, será toda forrada com folhas de jornais. O efeito ficará engraçado porque enrolamos tiras de papel preenchido com letras e imagens (o melhor jornal para isso é o d´A Bola! É muito colorido e há sempre muito porque são óptimos para limpar os vidros lá de casa!). Depois passamos um pouco de verniz por toda a estrutura.
De seguida, os alunos irão fazer uma pesquisa e uma recolha de imagens sobre os seguintes assuntos: guerras actuais; fome no mundo; catástrofes ecológicas; doenças; "obesidades"; "magrezas"; "normalidades e anormalidades"; moda; “primeiros, segundos e terceiros mundos”; sem-abrigo; cultura e culturas; tecnologias; pedofilia; etc.… Ou seja, assuntos da actualidade.
Por fim, o pinheiro irá ser decorado com as imagens e mensagens da referida e trabalhada actualidade sob forma de "postaizinhos".
O pinheiro irá ser original, quase que posso garantir.
Ficou feito, mas o resultado final foi deturpado, ou seja, os postais foram ilustrados com baboseiras do género: pais natais, sinos, anjinhos, meninos Jesuses, presépios, virgens Marias, bons natais, boas festas... o blá blá do costume! Não há volta a dar. Afinal de contas, Natal rima com Carnaval.
Yep! Confirma-se.
Passou-me a crise
3.ª Dúvida "existencialista"
2.ª Dúvida "existencialista"
E refiro-me a grelos e batatas ou não?
1.ª Dúvida "existencialista"
Arre já conta?
Post it no frigorífico
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Re-post
(Em Parêntesis)
Solidariedade natalícia: uma actualização

E a lista aumenta. Acrescente-se o Everything (desgostoso porque nem tudo está no devido lugar) na candidatura ao lugares disponíveis para o limbo do Natal.
(Ainda existem lugares disponíveis).
(Minha querida Lueji, a tua dicotomia não nos permite uma candidatura prioritária).
Ilustração retirada aqui
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
eufemismos
domingo, 9 de dezembro de 2007
Solidariedade natalícia
Gostar de gatos é coisa para gente grande 4
Arde o fogo dos teus olhos?
Que mão tal fogo agarrar?
Pôde o coração talhar-te?
E quando a bater se pôs,
Que pés terríveis? Que mãos?
E teu cér'bro em que fornalha?
Que bigorna, ou forças tais
Agarram garras fatais?
E o céu de pranto inundaram:
Sorriu ele ao ver-te inteiro?
Quem te fez, fez o Cordeiro?
Lá nas florestas da noite:
Que olho, que mão traçaria
Tua feroz simetria?"
Lullaby de Domingo
sábado, 8 de dezembro de 2007
Jet lag
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
hoje é um dia muito importante, Woman faz anos!
Preceitos apócrifos
Gostar de gatos é coisa para gente grande 3
Via correio electrónico
Pronto, o final é algo exagerado. Ainda assim, anda lá perto.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Palavra de entendido
Só com Equimoses... ah... e culpa, claro...

E agora... tentem adivinhar que instituição é a autora desta frase.....sugestões na caixa de comentários, s.f.f.
Foto do sr. Joel Peter Witkin, à moda do "until death tear us apart"
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
património popular
Um corte nunca é inocente...
... pensa, com o cabelo a pingar lamento. "Deixa-me respirar por muito, muito tempo, o odor dos teus cabelos (...)"(Fotografia de Man Ray)
domingo, 2 de dezembro de 2007
... para gente grande
Lullaby de Domingo
Pérolas a porcos
sábado, 1 de dezembro de 2007
Gostar de gatos é coisa para gente grande*
A bossa mexia-se pela cama, hesitava na beira. Às vezes ouvia-se um mio frenético quando ela escorregava para o chão. Com a dignidade perturbada, lambia-se rapidamente, dardejando os olhos amarelos para os espectadores, que cometeriam um erro se rissem. Depois, consciente de cada um dos seus pêlos, colocava-se em qualquer outro centro de cena."
Gostar de gatos é coisa para gente grande
*Bom, grande não será o termo.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Subsídios para uma ausência prolongada*
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Venus as a boy
terça-feira, 27 de novembro de 2007
O Homem Perfeito
domingo, 25 de novembro de 2007
vertigens
(de René Magritte)Lullaby de Domingo
sábado, 24 de novembro de 2007
Mr Lekker...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
eu cá sigo a moda
Cogitações avulsas
Podia ser uma das pérolas de Mr. Lekker, mas não é

"Dois amantes que se destinam exclusivamente um ao outro já estão mortos: morrem de tédio."
Obviamente Magritte
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Post it
(Memórias) da cegueira*2
"Há sempre presente uma política dos sexos, quer dizer uma necessidade para cada um deles de conduzir, conscientemente ou não, uma política (...). (...), há um jogo e paradas em jogo, um modo de relação difícil de regular , do qual ninguém pode abstrair e que envolve relações de poder."Por que teima em não se cumprir?
Em deixar-se conduzir, levar conforme a sorte e a mão que lhe estende a possibilidade de não pensar?
Por que insiste em não existir? Materializar-se apenas no gosto do outro, nos olhos do outro, na posse de quem diz que lhe quer bem?
Por que mantém os olhos bem fechados e sonha com véus que lhe toldam os sentidos e sedas que lhe vedam o pensamento?
Escolham por mim, reclama na voz mimada de quem nunca lutou porque outras fizeram-no por ela, antes dela e que lhes custou o suor do rosto, os braços pisados, a face conspurcada pelos insultos.
* O blá blá do post com o mesmo título e mesma ilustração.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Há muito a ouvir e a gostar cada vez mais

Meu amor adeus
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sozinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz o nó
E desata um grito
Um mau olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Porque não me vês
Maresia
Se a dor é um ciúme
Que espalha um perfume
Que me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
Noutro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
(Memórias) da cegueira*

Quero-me vazia, que é como me querem e é assim que acho que valho e me ofereço. E só assim me oferecem a maçã. Quero-me como ontem, sem pensar no hoje. Não quero conquistar. Quero ser conquistada, acenar bandeira branca e rojar-me aos pés. Afinal de contas, que fazer com a liberdade de pensamento? Prometo portar-me bem. Ergam-me novamente os muros, eu vos imploro.
(Pintura de Sarah Afonso)
*Título de Derrida, adulterado e descontextualizado
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Meteorologia na famárcia!?
domingo, 18 de novembro de 2007
Noblesse oblige
Lullaby de Domingo
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
A César o que é de César.
Pérolas a Porcos
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Shut The Fuck Up 2
Shut The Fuck Up
Sing (please), just to know that I'm alive
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
"Does a name really matters?"
domingo, 11 de novembro de 2007
Congresso Feminista - 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 10 de novembro de 2007
Brincadeirinha
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
«Sabe, passa; não sabe, não passa»
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Feniana, melodia, coração, mar, vento, gaivotas e amizade.
Não faz mal, tenho tempo.
Na farmácia:
(…)
- Já agora, gostaria de levar também tampões auriculares de silicone.
-Preferência pela marca?
- Não, não tenho.
- Espere um pouco.
………………………
-Tenho estes que são “muita” bons.
- Mas eu queria de silicone e esses são de cera e algodão.
-São óptimos, todos pedem destes.
- Eu prefiro dos outros.
- Olhe, é só tirar o algodão e moldá-los ao ouvido.
- Pois, mas eu não quero esses.
- Mas, ó menina, todos os estrangeiros usam destes.
- Sim, mas eu quero os de silicone. Já experimentei esses e não gosto.
- Espere, vou ver.
……………………….
- Desculpe, já não temos, estão esgotados.
- Não faz mal, eu aguardo.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Da importância do artigo definido.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Lullaby (de dor de cotovelo) extraordinária
"Mãos que falam"

Já sei dizer os dias, os mês, os números e outras palavras.
Acho que hoje vou aprender o alfabeto! Estou ansiosa.
Estou a gostar muito de aprender esta língua(LGP).
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
por falar em Educação, conceda-me esta dança!
JÁ NÃO ME AMAS?

Ouço também as sucessivas repreensões da “mãe educadeira” e, logo a seguir, a choradeira habitual de uma das crianças.





