quarta-feira, 12 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Resposta aberta ao apelo pungente de Paulo Portas

Caro Ministro dos Negócios Estrangeiros (e do que estiver mais à mão):

Vi o apelo que fez aos professores no passado fim-de-semana. Como não quero que fique sem resposta, aqui tem a minha:
V.ª Exa. não se lembra de que as crianças e jovens são o futuro deste País quando integra um Executivo que aumentou o número de alunos por sala,  que não dá condições de trabalho aos/às professores/as, que mantém a maior parte das escolas no limiar da sobrevivência, que não zela pelas condições de sobrevivência a uma grande parte dos pais dessas crianças, que aconselha esses mesmos jovens a emigrar (e poderia continuar a enumerar uma série de medidas que não respeitam as nossas crianças e jovens, e poderia ser mais específica e lembrar que a maior parte das escolas nem consegue assegurar o papel higiénico nas casas-de-banho, entre outras pérolas de higiene desta envergadura).
Não, V.ª Exa. só se lembra que as crianças e jovens são o futuro deste País quando se trata de «apelar» aos/às professores/as para que não façam greve contra o Executivo de que faz parte. 
Sei também que V.ª Exa. justifica sempre as suas escolhas e ações como sendo inspiradas por um grande sentido patriótico. Eu prefiro chamar-lhe um grande sentido de sobrevivência.


sábado, 1 de junho de 2013

I rest my case



Desconheço a norma portuguesa de catalogação bibliotecária, contudo, foi à custa desta [ou da sua deficiente interpretação] que hoje fui dar com a História da Sexualidade, do Foucault, juntamente com a História da Contracepção, do Angus Mclaren, na secção da «medicina e saúde». Quando exprimi a minha estupefação, a funcionária ripostou: «mas é contracepção, logo é saúde. Se puséssemos na História era tudo História».

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quem são as mulheres que abortam?





E enquanto Espanha se prepara para restringir as condições de acesso ao aborto seguro e legal (ainda não se sabe bem em que moldes, já que há quem diga que a restrição irá ser total, e há quem jure que se manterá a possibilidade de interrupção em caso de violação ou em competição de interesses, leia-se mãe versus feto), alguém esclarece quem são as mulheres que abortam.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Boa Semana




Boa semana para ir a Serralves ver os traços de Jorge Martins ou aproveitar os jardins da fundação. Tirando o vento cortante que se faz sentir na marginal, a Foz continua um encanto, bem como os/as portuenses no geral que são de uma simpatia inigualável.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ainda sobre a coadoção e o superior interesse das crianças

Tenho lido muitos comentários que contestam a coadoção aprovada na passada sexta feira. Alguns não merecem qualquer resposta já que a ausência de racionalidade é evidente. Outros são mais elaborados (e por isso, a meu ver, muito mais perigosos)  já que não originam uma imediata reação de repulsa. Desse argumentário bastante imaginativo (em que não incluo os argumentos que invocam a biologia porque, enfim, falamos de gente que não está num estado biológico puro e que suponho que perceba, à partida, a premissa fundamental de que o ser humano não se esgota na sua componente biológica. Eu sei que às vezes dá jeito, mas por norma é um argumento perigoso, já que muitas das vezes é relativamente fácil encontrar um contraexemplo) saliento «o superior interesse das crianças» (em ter uma família com referenciais masculinos e femininos). este argumento é proferido (ou digitado) sempre com um ar gravoso e sério, a fazer lembrar o Paulo Portas e o seu famoso sentido de Estado (também podemos comparar com o sentido de responsabilidade do Passos).

De volta ao superior interesse das crianças, supõe-se que os defensores desta tese tenham uma noção muito restrita de família: constitui-se por pai e mãe. Todos os outros possíveis cuidadores são excluídos desta equação e não são tidos como referenciais (de jeito, pelo menos).
Supõe-se também que os defensores destas famílias que obrigatoriamente têm que ter os dois referenciais (na figura dos cuidadores principais) excluam todas as organizações familiares que não correspondam a este requisito - mesmo que estejamos a falar de ligações com cariz biológico. Assim, não devem reconhecer legitimidade às famílias monoparentais  (por abandono, por falecimento de um dos cuidadores, etc.). 
Ou o superior interesse das crianças (em ter uma família com ambos os referenciais) apenas é válido quando é do superior interesse de quem argumenta?

Egon Schiele

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Who cares?


 «Não houve ejaculação da parte do arguido conforme as provas constantes dos autos. esse facto só por si devia servir de atenuante para o arguido.»

Mariel Clayton


Não ignoro que o dever de um/a defensor/a é o de assegurar a defesa - e uma defesa  justa e o mais eficaz possível - ao/à seu/sua cliente, mas, sinceramente, é mesmo necessário ser tão idiota?

sábado, 18 de maio de 2013

E como é a TUA família?


A minha família é constituída por Pai, mãe, avó e gata.
Mas poderia ser de um  outro tipo e de outro tamanho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

«A poesia está na rua» - e só mesmo na rua


Porque os jardins de S. Bento e o Palácio de Belém estarão fechados ao público - que é como quem diz, aos/às cidadãos/ãs. 
Na Assembleia apenas serão permitidas as criancinhas das escolas básicas; espera-se que não percebam bem a significância da data nem saibam cantar Zeca.
Ou Godinho.
Ou Ary dos Santos.
Ou ...
Ou...


quarta-feira, 24 de abril de 2013

As portas que nos querem fechar


(...)

Era uma vez um país 

de tal maneira explorado 
pelos consórcios fabris 
pelo mando acumulado 
pelas ideias nazis 
pelo dinheiro estragado 
pelo dobrar da cerviz 
pelo trabalho amarrado 
que até hoje já se diz 
que nos tempos do passado 
se chamava esse país 
Portugal suicidado.


(...)


De tudo o que Abril abriu 

ainda pouco se disse 
e só nos faltava agora 
que este Abril não se cumprisse. 
Só nos faltava que os cães 
viessem ferrar o dente 
na carne dos capitães 
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós 
povo soberano e total 
que ao mesmo tempo é a voz 
e o braço de Portugal.

(...)

1975

terça-feira, 23 de abril de 2013

São feitios...


Tenho muito respeito pelas pessoas que não concordam com o casamento com pessoas do mesmo sexo (mas não precisam de se preocupar, podem casar com pessoas de sexo diferente ou nem sequer casar, não é obrigatório).
Tenho muito mais dificuldade em perceber quem diz não se importar muito com a união de pessoas do mesmo sexo mas não concorda que se lhe chame casamento, que «devia chamar-se outra coisa qualquer». Mas já arranjei uma maneira simples de resolver o meu problema, a essas pessoas não lhes chamo inteligentes, chamo-lhes outra coisa qualquer. 
São feitios...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

3.ª Edição do Festival Literário da Madeira





A Nova Delphi trouxe uma das minhas feministas preferidas a Portugal! Mas nem só de Naomi Wolf vive o Festival Literário da Madeira. A festa continua até 7 de Abril e ainda temos muito para ver (e ouvir)!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Boa Semana

Há quanto eu não dizia isto?




Bring it Back!

domingo, 10 de março de 2013

Lembram-se do psiquiatra (João Vilas Boas) acusado de violar uma paciente grávida de 8 meses,  que o tribunal da Relação do Porto entendeu absolver alegando que o médico não exercera violência suficiente sobre a vítima, apesar de ter agido sem o seu consentimento? O tal que, depois, foi condenado pelo supremo tribunal, ao pagamento de uma indemnização à vítima no valor de 100 mil euros - a maior de sempre numa situação destas?
É que, segundo o Correio da Manhã, «O psiquiatra, que é dono de um extenso património - que passa por mais de 30 imóveis ou terrenos em seu nome - entrou com um pedido de insolvência individual. Cinco meses depois da decisão ter transitado, João Vasconcelos Vilas Boas, de 50 anos, requereu um Processo Especial de Revitalização - passo que antecede a declaração de falência particular. Estima ter contraído dívidas superiores a 350 mil euros, sendo os principais credores os pais e outro familiar. O clínico diz que lhes deve cerca de 175 mil euros, a que acresce uma dívida de 40 mil euros ao BPI.»
  


Pronto, é isto:

Mariel Clayton