Look Up at the Stars, Portugal
segunda-feira, 28 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Liberdade de Imprensa
[só a garantia de impunidade pode explicar a violência policial na era dos telemóveis-câmaras: por cada um que cai há - haverá - SEMPRE um flash que dispara]
Boa Semana
Talvez tenha sido por os dias andarem negros e as noites expulsarem a confiança. Talvez fosse por falta do ferro ou dos minerais que dizem ser essenciais ao ser humano. Talvez fosse por não ter saído na sexta. Ou por ter perdido a exposição. Talvez fosse por ali ver a estória da curva sinuosa da esperança. Talvez fosse apenas por ser a última das sete. Fosse pelo que fosse, esta foi a mais perturbante das sete.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Raramente dou uso à impressora, pelo que, infalivelmente,
quando preciso dela… os tinteiros secaram. Vai de ir às compras e eis que me
deparo com a amarga realidade: a inflação atingiu os cartuchos, cujo preço está
pela hora da morte. Vai de fazer contas à vida e opto pelos reciclados XXL. Sentada
em frente ao computador e pronta para imprimir 9 envelopes. Duas horas depois
descubro qual o raio da opção que permite à impressora perceber que, se dou
ordens para imprimir num envelope DL, logo, estou a colocá-lo no lado para o
qual aponta a setinha que está na própria impressora. Depois de aberto o
Publisher, o Word, eis que, finalmente, o Acrobat me salva e quando acho que
tudo está resolvido, 13 envelopes impróprios para enviar vêm provar-me o contrário.
Após 6 (seis) limpezas de tinteiros (!), o preto continua a
deixar rastos por tudo o que é papel por onde passe, mesmo que não seja a área
a imprimir…. Decido mudar de tarefa e experimento imprimir as cartas… já a
antever que ficassem uma enorme cagada e a equacionar ir à loja reclamar por
causa do tinteiro. Eis que as cartas saem em perfeitas condições (de notar que
as cartas têm cabeçalho com um logótipo a 3 cores… e a morada do destinatário
-, i.e., em tudo igual ao que é suposto ser impresso no envelope). Eis-me sem
quaisquer motivos para reclamar do tinteiro… eis-me sem conseguir imprimir os
envelopes. Eis-me prestes a explodir.......................
Adenda: acabo de ser informada da origem do meu problema.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Είμαστε όλοι Έλληνες
Somos tod@s greg@s
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| http://weareallgreeks.tumblr.com/ |
O responsável pela anedota diária de hoje garante que, contrariamente à Grécia:
«Em Portugal (...) procura-se uma ética social em tempos difíceis, olhando primeiro para os mais desfavorecidos.» Preciso de um pouco de tempo para me recuperar, que ainda estou a rir com esta do olhar primeiro para os 'desfavorecidos'.
Quanto à ética, Pacheco Pereira talvez dê umas luzes à questão:
Boa Semana
Now it's the only time I know
Primeira semana após as eleições na mais ou menos livre França e numa Grécia amordaçada e constantemente ameaçada.
Última semana para gastar dinheiro na Feira do Livro. (para quem não gastou tudo no Pingo Doce)
Quinta-feira é dia de estreia da última criação de Burton, nos cinemas portugueses.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Max Aub (ainda)
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| Reblogged from Mind Garden |
Matei-o primeiro em sonhos; depois não descansei enquanto não o fiz de verdade. Era inevitável.
Crimes Exemplares, Max Aub
terça-feira, 1 de maio de 2012
Brevemente, numa rua perto de si
Um dia hão-de tirar-nos tudo.
8 horas de trabalho
8 horas de lazer
8 horas de descanso
Parece simples, não é? Mas ainda há bem pouco tempo isto estava em discussão. Mais, ainda se ouvem vozes de instrumentad@s que acreditam mesmo que a produtividade reside no número de horas que se trabalha. E que defendem que @s portugues@s não querem trabalhar: têm um gene da preguiça muito desenvolvido. Esta gente fica aborrecida que haja gente que goste de ser paga quando trabalha. É uma chatice, concordamos.
Mas claro, isto não é nada. A meia hora pode ter caído, mas vigoram bancos individuais de horas. E isto não é nada. O caminho na destruição dos direitos conquistados na segunda metade da década de 70 está agora a ser percorrido em alta velocidade. Em certos setores do mercado de trabalho as pessoas - ou colaboradores na novilíngua - não passam de matéria prima - permanentemente em saldos.
E, parece-me, ainda não vimos nada. Esta semana, dizia-me uma amiga: «estou mesmo a ver que para o ano que vem só recebemos 11 meses. As pessoas acham tudo normal». Demorei alguns segundos a perceber que ela estava a sugerir que chegará o dia em que os contratos de trabalho não contemplarão o pagamento do mês de férias. Não, não é o subsídio, é o mês de férias. Sim, esse dia chegará, concordei. E nada se dirá. Haverá sempre aquel@s que dirão que faz todo o sentido: que se não se está a trabalhar, logo não se deve receber. E o governo dirá que temos que endireitar as contas públicas. Que não podemos viver acima das nossas possibilidades. E continuaremos a ler que @s portugues@s se habituaram a viver que nem alemães. Não, que nem alemães não, que esses são poupadinhos. Que nem gente do sultanato do Brunei! Como se em Portugal houvesse petróleo! Carro? Onde já se viu? Desde quando pobres têm carro? Metro com mais de 3 carruagens? Mas quem julgam que sois? Julgais por acaso que tendes sangue azul para exigir transportes públicos com o mínimo de condições de dignididade? Casa? Mas desde quando pobre tem casa?
Leio que o governo prevê poupar 250 milhões nas prestações sociais... mas como, pergunto-me, se o desemprego não pára de aumentar? Ah... através do «reforço das regras restritivas de acesso às várias prestações sociais, nomeadamente, o abono de família e o rendimento social de inserção.» percebo. Infelizmente, percebo o que Gaspar quer dizer: «quando aumentamos impostos, para protegermos os menos favorecidos e os mais vulneráveis». Como bem assinalaram os Ladrões, segundo a visão de Gaspar, estes são os mais vulneráveis.
Ouço Passos Coelho, na TSF, a dizer aos/às trabalhador@s que 'não vale a pena fazer greves e manifestações'. As celebrações deste dia começaram após um massacre, não foi?
«Era a sétima vez que me mandava recomeçar aquela carta. Tenho o meu diploma, sou uma dactilógrafa de primeira classe. Da primeira vez, foi por um ponto, que ele disse que devia ser ponto parágrafo. Outra vez, porque alterou o 'possível' para 'talvez'. Outra, porque ficou um v em vez de um b. E outra, porque ele se lembrou de acrescentar um parágrafo. E outras vezes, já não me lembro porquê. O caso é que tive que recomeçar sete vezes. E quando lha levei, olhou para mim com aqueles olhinhos hipócritas de chefe de secção e disse: 'olhe, menina....'. Não o deixei acabar. Há que ter mais respeito pelos trabalhadores.»
Crimes Exemplares, Max Aub
(um dos meus livros de eleição desde que o descobri, nos 90). Agradeço publicamente ao senhor da Antígona que me ofereceu a edição ilustrada (maravilhosa, maravilhosa), na Feira do Livro.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Boa Semana
No Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, um coletivo de juízes (com, se não estou em erro, duas juízas) votou pela descriminalização do aborto de fetos anencéfalos. A partir de agora, as mulheres brasileiras, grávidas de fetos sem cérebro, poderão interromper a gravidez sem passar pelo calvário da autorização judicial. Parece que, finalmente, este coletivo percebeu que se trata de uma questão médica, que exige pareceres de médicos e não uma questão criminal, a qual exige pareceres de juízes. A lei brasileira é muito restritiva no que se refere à IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) e a discussão foi acesa. Pelos vistos, há 'uma vida' quando se fala de fetos anencéfalos, e parece-me que não é à vida da grávida que se referem.
O vídeo conta a história de Severina, mulher, agricultora, pobre, grávida de um feto sem cérebro, o qual não sente «mexer». Severina obteve autorização para interromper a gravidez, mas esta chegou tarde. Ela já teria que ter um parto e não mais um aborto. A sua barriga cresceu, o seu corpo sofreu todas as alterações hormonais e sequelas da gravidez, ouviu as perguntas: «é menino ou menina? ou «como se vai chamar?» inúmeras vezes, mas ela não deu à luz um bebé, ela deu à luz um cadáver. Esta semana, o SFT, deu às mulheres brasileiras, a oportunidade de poder decidir se querem passar por todo este sofrimento.
O vídeo conta a história de Severina, mulher, agricultora, pobre, grávida de um feto sem cérebro, o qual não sente «mexer». Severina obteve autorização para interromper a gravidez, mas esta chegou tarde. Ela já teria que ter um parto e não mais um aborto. A sua barriga cresceu, o seu corpo sofreu todas as alterações hormonais e sequelas da gravidez, ouviu as perguntas: «é menino ou menina? ou «como se vai chamar?» inúmeras vezes, mas ela não deu à luz um bebé, ela deu à luz um cadáver. Esta semana, o SFT, deu às mulheres brasileiras, a oportunidade de poder decidir se querem passar por todo este sofrimento.
Enquanto isso, dos EUA, vêm notícias que vão no sentido oposto. Há propostas para obrigar as mulheres grávidas de fetos inviáveis a manter a gravidez até que o parto os separe.....o argumento é o de que as galinhas e as vacas também levam as gravidez até ao fim. Bom, mas não seja por isso; se vamos começar a tomar decisões legais baseando-nos unicamente no comportamento animal, proponho já lembrar a estas criaturas que há exemplos na natureza em que, após a cópula, algumas fêmeas - para assegurar a sobrevivência do feto - se alimentam do macho (suponho que isto sirva de justificação para descriminalizar o homicídio do parceiro sexual após o coito, pelo menos no caso das mulheres sem recursos económicos, não?). E considerando que há galinhas e vacas (entre muitos outros animais) que matam as crias com menores possibilidades de sobrevivência, parece-me que o paralelo tem alguns perigos. Têm mesmo a certeza que querem ir por aí? É que quando Alberto Giubilini e Francesca Minerva publicaram numa revista da especialidade (Ética Médica), um artigo que discutia o infanticídio, alegando que os fetos e os bebés não «possuem o mesmo estatuto moral que as pessoas», choveram ameaças de morte aos autores. Ah, espera, acabo de me lembrar que para este tipo de gente, só as suas comparações são válidas. As dos outros, ainda que sigam a mesma linha de raciocínio, não servem.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Felicidade, Eternidade e Férias Grandes, segundo José Eduardo Agualusa
Antigamente todos os contos para crianças terminavam com a mesma frase, 'e foram felizes para sempre'.
Isto depois de o Princípe casar com a Princesa e terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As princesas casam com os guarda-costas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam. Anos mais tarde, inevitavelmente, morrem.
Apenas somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo dilatado no qual todas as coisas duram eternamente. Eu fui feliz para sempre em alguns breves instantes da minha infância, sobretudo nas férias grandes, enquanto tentava construir uma cabana suspensa nos troncos de um velho abacateiro. Fui feliz para sempre nas margens de um riacho tão humilde que dispensava o luxo de um nome, embora orgulhoso o suficiente para que o achássemos mais do que simples riacho - era o rio. (...) Fui feliz com o meu cão, o 'Moreno', fomos os dois felizes para sempre, correndo como loucos por entre a poeira dourada das tardes perpétuas, perseguindo rolas e coelhos, jogando às escondidas em meio do capim alto. Fui feliz no convés do 'Princípe Perfeito', numa viagem sem fim entre Luanda e Lisboa, lançando ao mar garrafas com mensagens ingénuas: 'A quem encontrar esta garrafa agradeço que me escreva'. Nunca ninguém me escreveu.
Nas aulas de catequese, um velho padre de voz sumida e olhar cansado tentou, sem convicção, explicar-me em que consistia a eternidade. Eu achava que era um outro nome para as férias grandes. (...)
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| Letters to Dead People |
É isto a eternidade, senhor padre, é isto que perdemos depois que nos expulsam da infância. Passamos o resto das nossas vidas a tentar, desastradamente, regressar a este tempo. Tenho andado à procura de garrafas, com mensagens ingénuas lá dentro, em todas as praias do mundo. Não vale a pena. Nunca mais seremos felizes para sempre. Nunca mais teremos férias grandes. As mais belas estórias são aquelas que começam no fim e terminam no princípio. E depois, papá, que aconteceu depois? E depois, meu filho, o menino fez sete anos, ofereceram-lhe um cão chamado 'Moreno' e foram felizes para sempre.
José Eduardo Agualusa, 2002
Entre as vantagens de olhar para trás - atrás no tempo - estão as descobertas que não fizemos na altura. Passados dez anos, encontrei uma das garrafas que a criança Agualusa atirou ao mar. Apenas falta escrever-lhe.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Madeira 1997
E ninguém acha estranho que um filme de 1997 volte em força às salas de cinema de uma terra, salas essas que se dão ao luxo de deixar passar estreias a sério com a desculpa de que o público alvo é todo burrinho e pipoqueiro?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
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