Caros amigos e amigas,
Há muito sem dar notícias, sabei que sou uma gata muito ocupada e com agenda preenchida. Quando não estou entretida a dormir no quarto ou a comer um snack na cozinha ou a espreguiçar ao sol na varanda, sou uma gata de escritório. Dedico-me aos computadores quando pouso as minhas delicadas pantufas no teclado para vos redigir missivas, ou a experimentar a confortável almofada da cadeira de escritório. Por vezes, folheio livros, que há aqui muitos e agora até sobre bridge, que não sei o que seja porque a maior parte está em inglês e eu sou gata bilingue: gatês falado, português escrito. Mais que isso é pedir demasiado.
Esta semana ando entusiasmada com esta coisa do Festival Literário da Madeira. Como dizem que é aberto ao público sem especificar se bípede ou quadrúpede, ando com ideias de aparecer por lá.
Já andei a ver o programa e acho que sexta-feira (16 de Março) a mesa da tarde vai ser bastante interessante:
Mesa de Debate 1: «Éramos felizes e não sabíamos - Como a troika influenciou os nosso dias»
Inês Pedrosa, José Manuel Fajardo, Patrícia Reis, Pedro Vieira, Rui Nepomuceno
Entretanto, ando por aqui a ver se leio alguma coisa, que não quero ser gata desprevenida nestas coisas da literatura e da troika. Ainda não encontrei o livro certo, mas também só vasculhei a primeira prateleira. Nada de jeito, só papel para a impressora.
Agora que penso melhor, poderá não ser mau. Penso que ainda ninguém pensou no impacto das medidas da troika no quotidiano de uma gata.