Just like Honeeeeyyy - Jesus and Mary Chain
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Tudo está bem
Tal como nas Legislativas, os e as Portuguesas deslocaram-se às urnas para dar o seu aval a quem nos tem governado até aqui. Se está tudo muito satisfeitinho(a), quem sou eu para contrariar?
E por cá reiteramos o nosso calibre ao eleger o Coelho em segundo lugar. Maravilha! Uma banda sonora a condizer com o nosso Portugalinho:
E por cá reiteramos o nosso calibre ao eleger o Coelho em segundo lugar. Maravilha! Uma banda sonora a condizer com o nosso Portugalinho:
Vénia a V, que me apresentou a estas pérolas condizentes com o espírito geral da coisa.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Lullaby de Domingo que se antecipa
Para quem não conseguir nascer duas vezes, aqui fica um cheirinho do que ficam a perder.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Coelho e a sua candidatura apoiada apenas pelo povo*
De cada vez que ouço o Coelho perorar, de cada vez que ouço os seus discursos inflamados num rosto muito pouco expressivo, lembro-me sempre desta magnífica cena:
*Nomeadamente por pequenos (tiny,tiny,tiny, ou seja pequeninos mesmo muito pequenininhos) comerciantes do Funchal.
*Nomeadamente por pequenos (tiny,tiny,tiny, ou seja pequeninos mesmo muito pequenininhos) comerciantes do Funchal.
Agora é que é a looocura!
Dr. Jekyll or Mr Hide?
Durante o primeiro mandato (e espero que único), tivemos um Presidente conivente com o executivo, a discordar de mansinho em relação a algumas questões secundárias (umas discordânciazinhas, coisinhas de nada). Durante o primeiro mandato (e espero que único), o Presidente Cavaco não esteve demasiadamente preocupado com a justiça social e muito menos com os ataques sistemáticos que lhe eram feitos. No primeiro mandato, quase podemos imaginar Sócrates do alto do seu paternalismo a afagar carinhosamente o cocuruto de Cavaco enquanto sussurrava um carinhoso good boy.Entretanto, a campanha eleitoral para que Cavaco continue a poder sustentar a senhora sua esposa, de cognome a coitadinha, revela-nos um Cavaco desconhecido do povo que ele tão bem conhece (ou pelo menos um Cavaco esquecido, que este homem não conseguiu maiorias absolutas só com bolo-rei). O Cavaco cinzento do aguenta o tacho desapareceu e de repente temos um autêntico easy rider a calcorrear o País e a ameaçar rebelião. Ele é o defensor sempiterno da justiça social, ele é o homem que vai dar o murro na mesa (e quem sabe, diretamente a Sócrates), ele é o homem saído do povo e que ao povo regressa em alturas de absoluta necessidade (como é o caso das campanhas eleitorais). Ele é uma lenda viva da contracoltura aos restantes políticos cinzentões que apenas prometem o que não podem cumprir. Cavaco é o homem que vai conseguir transcender os poderes do Presidente da República num segundo mandato, já que no primeiro nem os que tinha exerceu. Ou melhor, até exerceu. Um manso e santo exercício.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Há Domingos assim,
em que se espera impacientemente pela segunda.
Num ano particularmente difícil, inaugurei a rubrica lullaby de domingo porque os queria mais longos. Porque as segundas eram o começo de algo difícil, num ambiente de trabalho que detestei. Muda-se o ser, muda-se a confiança* e gosto do início dos domingos, na maior parte das vezes o único dia que temos verdadeiramente para nós. Mas depois, de vez em quando, há domingos assim. Demasiado longos porque não são nossos. E em vez de uma lullaby, preciso de duas (ou três). Uma que seja extraordinária, para que o domingo finalmente passe e chegue a segunda, e com ela chegues tu também - e depois podia ser feriado.
*Camões.
Diário de Campanha
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.
(fotografia retirada daqui, desse insuspeito órgão de comunicação social)
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
(poema de Pedro Homem de Melo)
Lullaby de Domingo
Na ordem do dia, como sempre.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Até onde se consegue ir? - ou da absoluta falta de vergonha
O beato Cavaco confessa as suas desgraças (só algumas, só algumas, que de outras fecha-se em copas). Como bom português sustenta generosamente a mulher, que ganha uns míseros 800 euros de reforma, certamente muito menos que a Maria de Fátima da Conceição Pereira. Então têm a lata de pedir ajuda ao candidato Cavaco e ninguém ajuda Cavaco, o pobrezinho?
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Isto não é um País
Agrava-se a situação. Sabemos que em caso de despedimento são, por norma, as primeiras; sabemos que na contratação, a maternidade é um factor desfavorável; sabemos que continuam a receber menos por trabalho igual. Sabemos, sabemos, sabemos. E no entanto, persistimos no erro, assobiamos para o lado e fechamos os olhos, os ouvidos e, principalmente, a boca. Se isto é um País...
Não és uma invenção e não quero esquecer o teu nome
I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
"Pedras no Caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo" Ou Com o Google me enganas e com o Google me desengano?
A frase citada no título é o último verso de um poema, que circula na Internet, atribuído a Fernando Pessoa.
Não sendo uma especialista em Literatura Portuguesa, muito menos em Fernando Pessoa, desde a altura em que me falaram nesta frase, aludindo ao tal poema, que o mesmo me pareceu um simples testemunho de auto-ajuda. Ora, na escola, aprendera que Pessoa era complexo, como a sua obra; portanto, muito diferente destas palavras. Também aprendera que uma parte considerável da sua obra ainda era desconhecida do grande público - por isso, existia a possibilidade de este ser um dos poemas desconhecidos. Porém, apesar da "arca sem fundo".....ainda não conhecera nenhum heterónimo dedicado a ser conselheiro da felicidade. Ora, imaginar Pessoa a escrever um receituário para a boa ventura, reconhecendo o valor da sua vida e "agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida", continua hoje - como quando li o poema pela primeira vez, a soar, no mínimo, extraordinário.
Contudo, em 2007, quando tomei conhecimento do texto, procurei a verdade no sítio errado - cingi-me ao Google - o qual confirma a autoria do texto devolvendo inúmeras páginas que escrevem "Fernando Pessoa após estes versos:
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas ese tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrarum oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Hoje, quando vi o poema no facebook, a sensação de estranheza ainda foi maior: "É ter coragem para ouvir um 'não'? É ter segurança para receber uma crítica mesmo que injusta????" - decididamente, isto não é Pessoa, o poeta português é muito mais complexo que isto.
E, claro, outros houve que duvidaram igualmente (quem, conhecendo um pouco de Pessoa, não duvidaria?) e, através deles, percebi que os versos são de Augusto Cury ("Dez Leis para ser Feliz") à qual se juntou o último verso, da autoria de nemonox. A história integral está aqui. (Obviamente, em 2007, devia ter feito como eles, que contactaram a Casa Fernando Pessoa).
domingo, 9 de janeiro de 2011
Lullaby de Domingo
O que tem marcado este Domingo.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Lullaby de Aniversário
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Campanhas eleitorais - qualquer semelhança...
Por cá, ouço apelos ao voto em dois candidatos: se não Cavaco, pelo menos Coelho. Lá está o dilema a funcionar em pleno: o povo superior à toa graças a adestramentos...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Lullaby de Domingo
Um ano.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Primeiras Pérolas a Porcos (2011)
A partir de agora, muitos de nós estarão mais pobres, sendo que muitos já nem tinham condições para que os seus magros rendimentos fossem reduzidos. E temos um executivo que se diz socialista. Num ano em que se avizinham eleições e convulsões várias, isto dá que pensar:
«adoptamos sub-repticiamente um vocabulário 'ético' enganador para reforçar os nossos argumentos económicos, condecendo-nos uma aurazinha de satisfação pessoal a partir de cálculos grosseiramente utilitários. Ao impor cortes na segurança social dos pobres, por exemplo, os legisladores, tanto no Reino Unido como nos EUA, sentiram um orgulho singular pelas 'escolhas difíceis' que haviam tido que fazer.
Os pobres votam em número muito menor do que todos os outros. Não há por isso grande risco político em penalizá-los: qual é a 'dificuldade' dessas escolhas? Hoje em dia ficamos orgulhosos ao ser suficientemente duros para inflingir dor nos outros. Se ainda vigorasse um costume mais antigo, pelo qual ser duro consistia em suportar a dor, e não em impô-la, talvez devêssemos pensar duas vezes antes de preferir com tanta insensibilidade a eficiência à compaixão.»
Tony Judt, Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos, Edições 70, pp. 48-49
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