terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quando a Palhaçada não tem Limites 2

"Tem alguma ideia de qual é a representação percentual dessa massa de ignorantes numas eleições? 
Fernando Savater - Não sei determinar. Mas o sintoma mais alarmante dessa ignorância pode ser medido nas televisões. Em Espanha, os programas de debate discutem os amores de fulana e beltrano. Há uma mulher em Espanha que é um fenómeno mediático. É famosa apenas pela sua ignorância cósmica e por dizer os maiores disparates. No entanto, uma sondagem feita numa rádio determinou que muitos espanhóis votariam nela para primeira-ministra. Na sequência disto, a rádio ligou-me para opinar sobre o assunto. “Vocês acreditariam que os mesmos espanhóis votariam nela para treinadora da selecção nacional?”, perguntei. E a resposta que obtive foi: “Não, claro que não! O lugar de treinador da selecção é um posto demasiado sério!” Ou seja, quando falamos de coisas sérias falamos de futebol, e quando falamos de política tudo é possível. Este tipo de degradação do discurso é muito grave."


Quando a Palhaçada não tem Limites 1

(imagem roubada aqui)

Ao que parece, o inenarrável Coelho pretende candidatar-se à Presidência da República. Apenas tenho a lamentar que se alimente este género de figuras que, sob a capa da denúncia, são apenas e tão somente mais do mesmo. Ou pior. 
Lamento que por cá as pessoas tenham confundido, mais uma vez, uma triste palhaçada com Política. Lamento que não se perceba a profunda falta de civismo que uma linha de actuação desta natureza significa. Leia-se, por exemplo, o blog que assenta no mesmo registo para se perceber imediatamente que esta gente não é, não pode ser, gente séria. 
A relevância que o  PND ganhou na Região é apenas resultado de um erro grotesco do eleitorado madeirense, que sempre teve predilecção por bobos da corte. Espero sinceramente que o número de idiotas seja insuficiente para que esta intenção de candidatura tenha realmente pernas para andar.  

Boa Semana

domingo, 31 de outubro de 2010

"Sou o que quero ser"

Ao ler esta notícia, lembro-me do que sempre aprendemos sobre as mulheres: que são frágeis, que são emocionais, que não são feitas para trabalhos deste género. Coitadinhas. E se já antes conhecemos mulheres que atestam que esta condescendência é falaciosa (lembram-se da polémica da entrada das mulheres nas forças armadas?), temos agora esta mulher, de 20 anos, a assumir um cargo que todos/as sabem ser perigoso. Torçamos por ela e não esqueçamos o seu nome e o seu rosto.

*Título roubado a Clarice.

Lullaby de Domingo


Há que perceber o seguinte: só sou bem mandada de mim mesma. Não tenho por hábito obedecer a déspotas. Nem à direita nem à esquerda.

sábado, 30 de outubro de 2010

Bastaram Alguns Telefonemas

Finalmente percebe-se o amuo de meados da semana. É que era mesmo preciso fundamentar todo aquele discurso do Cavaco sobre como é peça fundamental para a salvação do País. O Governo e o PSD lá lhe fizeram a vontadinha e agora passa-se de fininho a ideia de que o homem teve dedo na coisa:


(imaginar Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga comovidos com o fado de Cavaco)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Olha, rolou cá para baixo novamente

 (Ticiano)

A recandidatura que todos/as nós sabíamos que ia acontecer está aí. E porquê? Não é que realmente quisesse: Cavaco sacrifica-se pelo País, Cavaco vai salvar o País. 
As mesmas promessas messiânicas de há 4 anos atrás. Ficamos todos/as muito mais descansados/as com tanto fervor patriótico do homem que pouco se fez notar nos anos de Presidência (e quando se fez notar, foi o que se viu). Carregou nos últimos quatro anos com a crise nos ombros, qual Sísifo, Portugal acima. Ao que parece, voltou tudo ao início. Minto, está substancialmente pior. Mas já se sabe que é o homem certo. Afinal de contas, há melhor que um economista para presidir a um País em crise? Temos visto...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Le meilleur point de vue"

Aquele que é o meu texto de Derrida está finalmente traduzido. Por Fernanda Bernardo. Publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian (capa do livro aqui ao lado).

Divergências conceptuais

Sobre isto, mantenho um saudável diálogo com Jools; eu sou do clube do caríssimo Funes. Já Jools é um acérrimo defensor de que um alargamento do prazo limite até cerca de 3 anos (após a data indicada) é perfeitamente aceitável. O critério passa pelo aspecto da coisa...

"Piquenos" enganos

Indicar o Google (imagens) como fonte é equivalente a indicar como referência bibliográfica a Biblioteca Municipal do Funchal.

domingo, 17 de outubro de 2010

Lullaby de Domingo


Dedicada à minha direcção de turma (teremos uma longa conversa).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E depois acontece isto, caros/as amantes do acordo ortográfico

 (a imagem aparece com link quebrado, pelo que não é possível determinar a proveniência)

Facto continua a ser facto, na medida em que apenas desaparecem as consoantes mudas. Mas há jornais e revistas que alegremente cortam tudo e todas. Já parecem a Rainha de Copas da Língua Portuguesa.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Verdadeira Vocação

Na avaliação de Professores/as , dá-se especial ênfase ao verdadeiro intuito de tal carreira: a leccionação e tarefas relacionadas com esse acto (veja-se o caso da publicação de manuais escolares, por exemplo) não é tão válida quanto outras modalidades assaz pertinentes para o ensino em Portugal: primeiro o trabalho de deputado/a, autarca ou dirigente sindical. Só depois a ralé, os que ficam nas escolas e "só" leccionam.
Chamam-lhes cargos de reconhecido interesse público. Percebe-se a distinção: é que leccionar obviamente não é um cargo de interesse público, excepto quando se trata de perorar sobre a avaliação de quem o exerce.

Baile de Máscaras - o PCP que temos (e por vezes esquecemos que temos)

 (imagem daqui)

O Partido Comunista Português, que reclama a luta pela Liberdade para seu feudo, faz comunicados destes, a lamentar a atribuição do prémio nóbel da Paz a Liu Xiaobo. Ao que parece, ao PCP não fazem impressão os regimes ditatoriais; ou melhor, apenas tem pruridos em relação aos que não são da sua cor política. 21 anos depois, Tiananmen torna a desvelar o rosto que por vezes esquecemos estar lá.

domingo, 10 de outubro de 2010

Lullaby de Domingo


"Insinuo o «coração partido» e o «amor» e alguma ordem misteriosa do Universo, mas 'I dare not speak it's name" (...). Porquê? Por medo de diluir o seu sentido, nomeando-a, ou por medo de deixar de acreditar, depois de repetir a mesma coisa, concerto após concerto, ou por medo de que aquilo se torne um cliché. "