segunda-feira, 5 de julho de 2010
The Meatrix
domingo, 4 de julho de 2010
Lullaby de Domingo
Banda sonora para o post anterior.
sábado, 3 de julho de 2010
Mulheres, como nós
Confesso enorme dificuldade em digerir o discurso de algumas mulheres. Muito pouco solidárias para com as outras, sempre que têm a oportunidade para subir ao púlpito a retórica é direccionada para agradar aos machos; são modernas, amam de morte Nova Iorque e sapatos de saltos altos (neste caso a bigamia é assumida, oscilando entre Jimmy Choo e Manolo Blahnick).
No que diz respeito aos homens, suspiram pelo Mr. Big que lhes há-de caber (sou tal e qual a Carrie, mas da calçada portuguesa); são exigentes, mas perdoam-lhes as falhas e culpam as outras, cabras provocadoras, sempre a atentar-lhes os piquenos. São modernas, mas não muito. Atrevidas, mas recatadas; comedidas, mas vaporosas. Chi-quérrimas, vão todas as sextas ao sushi, que passou a ser o chinês lá do bairro. São magras e exigem que todas as outras o sejam. São novas, mas postulam o que chamam de dress code para as restantes (as que não cumprem, são galdérias, sem direito de contestação).
A moral das (de algumas) mulheres que adoram cupcakes e anseiam por quem lhe pague as contas seria risível, se não fosse tudo tão triste.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Contos exemplares
A acreditar na notícia, aqui está um exemplo de como estas matérias são tratadas nos nossos tribunais; quanto vale a dignidade e direito de justiça desta mulher, face a um pai (e aqui coloca-se outra questão em relação à capacidade deste indivíduo para "educar") que apenas violou pela primeira vez? Não é, portanto, de espantar a surpresa do advogado de defesa que, perante os factos, até esperava que o cliente fosse absolvido. É que faltou pouco.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Lullaby de Domingo
E isso implica acordar demasiadamente cedo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Um Ministério à Beira (?) de Um Ataque de Nervos
Nos últimos dias, tod@s @s professor@s que têm 3 meses de férias começaram-nas com as vigilâncias aos exames (nacionais e/ou de equivalência à frequência). Estas pessoas que começam a veranear muito cedo dentro de salas de aulas solarengas (enquanto o resto do País continua a trabalhar para @s sustentar), deparam-se com suposições que raiam a loucura por parte do órgão decisor (leia-se Ministério) e respectivos sucedâneos (comissões, inspecções e outros que tais) É que estas pessoas que dão aulas e que ao longo do ano são tratadas como malandr@s desejos@s de prejudicar o mais possível @s seus/suas alun@s (o trauma das retenções, as grelhas e justificações multiplicadas até à exaustão para garantir que estes patifes não lesam @s estudantes) são @s mesm@s que, por altura das vigilâncias, são suspeit@s de querer beneficiar a torto e a direito @s mesm@s examinand@s que tentaram tramar ao longo do ano (basta ler as normas de vigilância e as recomendações da famosa inspecção para perceber que esta hipótese é uma obsessão).
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Menina da Rádio
Não sou. Não será por não tentar, mas a TSF-Madeira é insuportável, com a mania de passar os noticiários apenas nos intervalos dos anúncios (des)animados pelos inenarráveis "bilhardeiras" (não, não é engano meu. É uma dupla de marmanjos que acha que tem piada ao estereotipar duas mulheres "do campo"). É-me totalmente incompreensível o fascínio por tanta falta de talento. Gostamos mesmo de privilegiar a mediocridade.
domingo, 20 de junho de 2010
"Este é o dia de ver, não o de olhar,"...
"...que esse pouco é o que fazem os que, olhos tendo, são outra qualidade de cegos."
Memorial do Convento
Cavaco Silva confirma hoje que não é homem para o cargo que ocupa.
A vossa atenção...
Lullaby de Domingo
Saudades dos Belle Chase Hotel.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Memorial
Gravura de 1709 (roubada aqui)
"Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."
Memorial do Convento
Mulher não sou (como as mulheres traem as mulheres)
(Paula Rego)
Tem um aspecto impecável e regras de etiqueta milimetricamente interiorizadas. É uma mulher de homens, confissão feita a quem a quiser ouvir. Defende-os com unhas e dentes, desculpabilizando qualquer assomo sexista "dos meninos". São a-do-rá-veis, excelentes companheiros apesar das verbalizações medievais. Problemas de expressão, segundo ela. No fundo, bons pequenos, maldosos para as mulheres em geral, derretidos por algumas em particular (até ao dia) - e é o que interessa, não é?
Nunca lhe ouvi um elogio "às meninas". Essas passam despercebidas a não ser que se destaquem escandalosamente pelas saias justas ou os calções indecorosos que provocam os queridinhos.Ontem, por entre sorrisos, dizia que as mulheres são péssimas na estrada. Sempre que vê asneiras, diz comentar com o queridíssimo marido: "de certeza que é mulher. E é. E é.", conta despudoradamente por entre riso, como se não tivesse consciência das implicações da brincadeirinha.
Não há mesmo paciência para a verborreia sexista embrulhada em etiqueta e bons costumes.
Capacidade de síntese
Aqui. Nem mais.
Deco? E então as declarações do Queiroz?
A repetição de nomes é nefasta, já o defendia Isabel Allende em A Casa dos Espíritos. A nossa história recente assim o confirma: o desgosto que tenho sobre Sócrates é conhecido. Desta feita, não me afecta tanto. O futebol, para mim, só é poesia quando dito pelo Fernando Alves* (também eu, também eu).
Evoco esta questão da repetição dos nomes por causa do seleccionador nacional; as declarações do senhor Queiroz (quase Queirós - que julgava eu que a grafia era idêntica) depois do jogo deixaram-me envergonhada, quando insinuou que a Costa do Marfim foi beneficiada porque é uma equipa africana. Não passaria o mesmo pela cabeça do senhor se eventualmente o Mundial decorresse num País europeu: de que qualquer equipa europeia seria beneficiada em detrimento das restantes. De modo que apenas me ocorre uma ilação: de que para este senhor vale tudo para safar a má prestação (diz quem viu), mesmo uma declaração alicerçada em preconceito e vilania. E no entanto, na imprensa, o crucificado foi o Deco...
* A crónica a que me refiro ainda não está online.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Uma Mulher em Palco - Duas em Mente
A Electra de Olga Roriz é-me muito mais interessante que a Electra de As Coéforas. A angústia da personagem percorre todo o corpo da bailarina, assumindo um rosto de dor, dúvida e (finalmente) determinação. Ainda assim, e apesar de Olga, não compreendo Electra. Saí da sala não (só) com esta última, mas com a Mãe. A Oresteia sempre me causou grande perplexidade: os dois filhos, Orestes e Electra, preferem um Pai ausente e assassino (da irmã mais velha, Ifigénia) do que uma Mãe vingadora da morte da sua filha. Um Pai assassino e sedento de poder é preferível a uma Mãe que substitui um marido e Pai traidor?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite, enumera
o que lhe sobrejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso do tamanho do medo
dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nenhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos
Al Berto
Imagem de Robert and Shana ParkeHarrisson
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