domingo, 27 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um Ministério à Beira (?) de Um Ataque de Nervos

Nos últimos dias, tod@s @s professor@s que têm 3 meses de férias começaram-nas com as vigilâncias aos exames (nacionais e/ou de equivalência à frequência). Estas pessoas que começam a veranear muito cedo dentro de salas de aulas solarengas (enquanto o resto do País continua a trabalhar para @s sustentar), deparam-se com suposições que raiam a loucura por parte do órgão decisor (leia-se Ministério) e respectivos sucedâneos (comissões, inspecções e outros que tais) É que estas pessoas que dão aulas e que ao longo do ano são tratadas como malandr@s desejos@s de prejudicar o mais possível @s seus/suas alun@s (o trauma das retenções, as grelhas e justificações multiplicadas até à exaustão para garantir que estes patifes não lesam @s estudantes) são @s mesm@s que, por altura das vigilâncias, são suspeit@s de querer beneficiar a torto e a direito @s mesm@s examinand@s que tentaram tramar ao longo do ano (basta ler as normas de vigilância e as recomendações da famosa inspecção para perceber que esta hipótese é uma obsessão).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Menina da Rádio

Não sou. Não será por não tentar, mas a TSF-Madeira é insuportável, com a mania de passar os noticiários apenas nos intervalos dos anúncios (des)animados pelos inenarráveis "bilhardeiras" (não, não é engano meu. É uma dupla de marmanjos que acha que tem piada ao estereotipar duas mulheres "do campo"). É-me totalmente incompreensível o fascínio por tanta falta de talento. Gostamos mesmo de privilegiar a mediocridade.

Boa Semana

domingo, 20 de junho de 2010

"Este é o dia de ver, não o de olhar,"...

 "...que esse pouco é o que fazem os que, olhos tendo, são outra qualidade de cegos."
Memorial do Convento

Cavaco Silva confirma hoje que não é homem para o cargo que ocupa.

A vossa atenção...


... para este post de N.

Lullaby de Domingo


Saudades dos Belle Chase Hotel.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Memorial

 Gravura de 1709 (roubada aqui)


"Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."
Memorial do Convento

Mulher não sou (como as mulheres traem as mulheres)

 (Paula Rego)

Tem um aspecto impecável e regras de etiqueta milimetricamente interiorizadas. É uma mulher de homens, confissão feita a quem a quiser ouvir. Defende-os com unhas e dentes, desculpabilizando qualquer assomo sexista "dos meninos". São a-do-rá-veis, excelentes companheiros apesar das verbalizações medievais. Problemas de expressão, segundo ela. No fundo, bons pequenos, maldosos para as mulheres em geral, derretidos por algumas em particular (até ao dia) - e é o que interessa, não é?
Nunca lhe ouvi um elogio "às meninas". Essas passam despercebidas a não ser que se destaquem escandalosamente pelas saias justas ou os calções indecorosos que provocam os queridinhos.Ontem, por entre sorrisos, dizia que as mulheres são péssimas na estrada. Sempre que vê asneiras,  diz comentar com o queridíssimo marido: "de certeza que é mulher. E é. E é.", conta despudoradamente por entre riso, como se não tivesse consciência das implicações da brincadeirinha.
Não há mesmo paciência para a verborreia sexista embrulhada em etiqueta e bons costumes.

Capacidade de síntese

Aqui. Nem mais.

Deco? E então as declarações do Queiroz?

A repetição de nomes é nefasta, já o defendia Isabel Allende em A Casa dos Espíritos. A nossa história recente assim o confirma: o desgosto que tenho sobre Sócrates é conhecido. Desta feita, não me afecta tanto. O futebol, para mim, só é poesia quando dito pelo Fernando Alves* (também eu, também eu).
Evoco esta questão da repetição dos nomes por causa do seleccionador nacional; as declarações do senhor Queiroz (quase Queirós - que julgava eu que a grafia era idêntica) depois do jogo deixaram-me envergonhada, quando insinuou que a Costa do Marfim foi beneficiada porque é uma equipa africana. Não passaria o mesmo pela cabeça do senhor se eventualmente o Mundial decorresse num País europeu: de que qualquer equipa europeia seria beneficiada em detrimento das restantes. De modo que apenas me ocorre uma ilação: de que para este senhor vale tudo para safar a má prestação (diz quem viu), mesmo uma declaração alicerçada em preconceito e vilania. E no entanto, na imprensa, o crucificado foi o Deco...

* A crónica a que me refiro ainda não está online. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma Mulher em Palco - Duas em Mente

(fotografia de Rodrigo de Souza - mais aqui)

A Electra de Olga Roriz é-me muito mais interessante que a Electra de As Coéforas. A angústia da personagem percorre todo o corpo da bailarina, assumindo um rosto de dor, dúvida e (finalmente) determinação.  Ainda assim, e apesar de Olga, não compreendo Electra. Saí da sala não (só) com esta última, mas com a Mãe. A Oresteia sempre me causou grande perplexidade: os dois filhos, Orestes e Electra, preferem um Pai ausente e assassino (da irmã mais velha, Ifigénia) do que uma Mãe vingadora da morte da sua filha. Um Pai  assassino  e sedento de poder é preferível a uma Mãe que substitui um marido e Pai traidor?

domingo, 13 de junho de 2010

Dizem que a paixão o conheceu mas hoje vive escondido nuns óculos escuros senta-se no estremecer da noite, enumera o que lhe sobrejou do adolescente rosto turvo pela ligeira náusea da velhice conhece a solidão de quem permanece acordado quase sempre estendido ao lado do sono pressente o suave esvoaçar da idade ergue-se para o espelho que lhe devolve um sorriso do tamanho do medo dizem que vive na transparência do sonho à beira-mar envelheceu vagarosamente sem que nenhuma ternura nenhuma alegria nenhum ofício cantante o tenha convencido a permanecer entre os vivos Al Berto Imagem de Robert and Shana ParkeHarrisson

Avenças

A atestar por isto (será isto um jornal?), teremos novidades por parte do Ministério nos próximos tempos. 
Quanto aos comentários, proponho que os/as digníssimos/as comentaristas recebam um envelope cada. E que o façam em apenas 22 horas, no máximo (para poderem ir de férias, claro).

Lullaby de Domingo


5.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Confirmação de posicionamentos

Hoje como então.

Letra Dura e Arte Fina

A mentora do programa cultural que encheu as medidas da RTP Madeira durante algum tempo, com um dos melhores títulos que conheço neste género, faleceu esta noite, deixando o meio cultural madeirense substancialmente mais pobre.

Não faz mal a ninguém

Em conversa com uma das minhas turmas, soube que um sem abrigo das imediações mete-se com as adolescentes que transitam para a escola. Desde convites obscenos até apalpões indecorosos, o homem não se coibe. E é esperto, porque só se mete com as adolescentes, sabendo que, à partida, a vergonha as deixará com uma capacidade de reacção muito limitada. Tenho alunas que confessaram fazer um percurso alternativo - mais longo - a fim de evitarem passar pelo indivíduo. 
Os rapazes confirmavam o testemunho das raparigas e acrescentavam com episódios que consideravam cómicos, a que tinham assistido. 
Perante os relatos, defendi que alguma coisa tinha que ser feita; que as autoridades teriam que ser alertadas e a escola estar ciente dos repetidos episódios. De imediato, um aluno alega que o homem não faz mal a ninguém, coitado. Quando lhe perguntei se considerava que o tipo de agressões que as colegas sofriam se enquadravam no "não fazer mal a niguém" - só aí ele hesitou e acabou por conceder que os actos descritos não eram tão inofensivos quanto tinha julgado.
E este é um dos nossos maiores problemas: desvalorizar estes episódios em que as mulheres - meninas e adultas - são violentadas na sua liberdade para circularem livremente porque se considera, na generalidade, que a exposição a comentários obscenos, convites maliciosos, encontrões propositados e apalpões é suportável, normal, pouco grave. 
Na realidade, se pensarmos sobre a frequência com que acontecessem, são efectivamente normais - porque a norma é que uma mulher, invariavelmente, os sofra.Porque convencionou-se que este tipo de abordagem não é importante, que é suportável, que é um exagero reclamar por tão pouco. Enquanto desvalorizarmos este tipo de agressão estaremos a validar a (escalada de) violência contra as mulheres.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"E alegre se fez triste*

Nos próximos dias,  espero por isto. E também porque quando aqui estiver, estarás quase de regresso.

*como se/Chovesse de repente em pleno Agosto." Manuel Alegre

domingo, 6 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

O que aparece

Desde 2005 que Woman Once a Bird sou eu, sem eu ser Woman Once A Bird: o título não é meu, mas dele me apropriei de tal modo que, cinco anos depois, confundo-me entre outras variantes: Woab e Miss Woab.
Esta Woman Once a Bird que vos escreve está muito distante da ideia original de Witkin, mas foi o título da fotografia de Witkin cuidadosamente escolhido em função de um blog de cariz feminista (perdoem-me os/as bloguistas deste sítio, mais ou menos silenciosos que não o "sejam"). Serve esta introdução para evocar essa inspiração primeva (tal como foi o título de UM Quarto Que Seja Seu, de Virginia Woolf), a fotografia de Joel-Peter Witkin. 
A par da fotografia inspiradora da minha segunda "identidade", guardo na memória, desde 1997, essa outra  (igualmente terrífica) cuja existência cheguei a duvidar. Uma fotografia fantasmática, velada ao meu olho inquieto e saudoso, evocada inúmeras vezes em vão, revela-se agora, dez anos depois do seu último vislumbre. Ei-la:

 Woman Masturbating On The Moon

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"No momento em que vos falo"

O primeiro-ministro exercita a sua capacidade de não responder a coisa nenhuma; bonito exercício de argumentação falaciosa, que tenho pena de não conseguir gravar para apresentar no próximo ano lectivo, aquando do estudo das falácias informais.
Ao mesmo tempo, parece-e que Sócrates andou a ler Kierkegaard sem efectivamente o ter compreendido; apenas decorou o estribilho: eu sou um pobre existente.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Seria interessante...

...saber que "razões exclusivamente políticas" são essas. Só para não parecer reacção de menino mimado (nenhuma suspeita de que esta opinião seja fruto da sua própria cabeça - ou melhor, do seu ego algo ferido com combates recentes).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uma casa portuguesa, concerteza

Na notícia sobre o lançamento do livro Violência e Abuso - Respostas Simples para Questões Complexas, em que se constata que muitas mulheres consideram normal serem abusadas pelos seus companheiros, descubro a seguinte pérola debitada por alguém que se identifica como português (vide comentários):

«Todos nós sabemos que todos os grandes problemas da sociedade actual começaram a partir do momento que começou a chamada "emancipação da mulher". A pressão psicologica (chatice constante, pressões de todos os tipos, etc). Qual é o homem que muitas vezes, devido a isso, não anda com a cabeça cheia, prejudicando o seu bem estar, a sua alegria, e muitas vezes o seu trabalho. Portanto a mulher tem de ser reduzida ao seu lugar de "animal domestico". O mundo seria muito melhor.»


No lançamento do livro Quem Tem Medo dos Feminismos?, Anselmo Borges afirmou não ter dúvidas de que a maior revolução do século XX foi a da emancipação da Mulher, que reconfigurou  as nossas estruturas. Tendo a concordar com o professor. Felizmente, reconfiguramos o nosso posicionamento. Mas ainda não foi suficiente, porque ainda há quem escreva e pense assim. 
E é assustador. 
Porque quem pensa assim, geralmente também age em consonância. E infelizmente são muitos/as. Demasiados/as. Um verdadeiro Portugal dos/as pequenitos/as.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A discrição está na moda

Mais um apelo à discrição. É moda para aqueles lados (e não há paciência para politiquices* - não confundir com política).

*A politiquice requer uma elevada capacidade para a manipulação que  chega a raiar o ridículo (e instrumentalização do/a outro/a). Geralmente tende a substimar o/a adversário/a, o que pode trazer alguns dissabores.
Esperemos que Sócrates tenha mais um amargo de boca.

domingo, 23 de maio de 2010

Quem Tem Medo dos Feminismos? - Feira do Livro do Funchal

Finalmente, as Actas do Congresso Feminista 2008 reunidas numa obra em dois volumes.Amanhã, pelas 18:30, apresentação no Pavilhão dos Autores na Avenida Arriaga com a presença de:

Carla Cerqueira (direcção nacional da UMAR)
Anselmo Borges com uma comunicação subordinada ao tema: A Interpretação Feminista dos Textos Sagrados

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Tempo Adiado (não é tempo)

Um adiamento que dependa de outrém apenas prolonga o insustentável. Após uma noite inquieta centrada na clarividência da falta de respeito reiterada, amanheço com uma (quase) certeza no meu espírito. Depois, a oferta generosa de um livro inaugurado com a seguinte citação (que traio logo em seguida, pela leitura que dela conscientemente faço):

"Il suffit de consulter notre conscience pour comprendre que, dans les conditions où nous sommes, une vie infinie ne serait plus une vie (...)."
F. Alquié, Le Désir d'Eternité

E por vezes temos a certeza que a deusa fala-nos e aponta caminhos pelos quais não mais nos é permitido seguir. Fecha-se um ciclo - importante, mas que se tornou insustentável. 

Que os despojos sejam distribuídos pel@s sôfreg@s.
 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu espero poder dizer à Isabela

O quanto gosto da escrita dela. Este post é um bom exemplo disso.

Eu não vi

Portanto, digam-me lá: ele pediu desculpa? É que agora é moda* lá para aqueles lados...

* Pedir desculpa pelas decisões que tomamos é uma moda urbana que alguns querem implementar. Obviamente que não é uma moda ingénua, mas nem por isso progressista. Apenas demagógica.

A montanha...

O Presidente da República prossegue hoje a sua campanha eleitoral. Falará ao eleitorado às 20:15.

Boa Semana

Pleasant Ville

domingo, 16 de maio de 2010

Eu sei que sim, mas há um pormenor que me incomoda*

Eu sei que concordas, mas o texto do Miguel só tem um pequeno problema: parte do pressuposto de que é válida a adivinhação da posição da esquerda serôdia perante uma suposta tolerância (que nunca aconteceu**) face à visita do, por exemplo, Dalai Lama (que já cá esteve). Ora, parece-me que estruturar toda uma concepção do carácter desinformado** da tal esquerda a partir de uma suposição sobre algo que não aconteceu mas que o autor julga que seria assim se acontecesse, não será propriamente um verdadeiro conhecimento de causa, passível de ser verificado. E a importância da verificação nestas coisas é uma porra.

* mas não muito, porque já sabes que estas coisas essencialmente divertem-me.
**Lá está: isto é um facto, portanto, passível de verificação.
***seria uma maçada reproduzir aqui tudo o que o Miguel escreveu para chamar os opositores de ignorantes.

Lullaby de Domingo

Para dias difíceis, o meu caso sério de fé:


sexta-feira, 14 de maio de 2010

por estes dias a minha faceta mais 'tia' dá de si sempre que me ocorre entrar em contacto com o mundo português (tal como tem sido apresentado pelos canais nacionais). Não que não me ocorram outros vocábulos e expressões bem mais adequados à situação portuguesa, mas por ora, sempre que ligo a televisão ou tento ouvir a TSF só me sai:
"que maçada!"
clicar para aumentar a imagem

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Peregrinação - actualização

A primazia ao outro: Os Bispos não esperam por Senhoras - ou subsídios para uma história de fé (dos/das outros/as).

Da Insinuação

Afinal, ao que parece, também a Senhora sabia da pedofilia mas manteve-a em segredo*.
*Declaração de intenções (ao Sancho)
Com isto não quero dizer que os padres culpados deste crime simbolizam a Igreja, ou que a maioria o praticou ou algo do género. Há padres pedófilos como há professores/as, advogados/as, pais/mães, etc. Mas o caso muda de figura quando a Instituição à qual prestam imediatamente contas opta por os encobrir e permite que continuem a ter acesso a crianças.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Peregrinações

Ser andarilho pode ser uma questão de design.

E como estamos num estado laico que até tem tolerância de ponto de cada vez que um chefe de estado/religioso nos visita, este blog não poderia deixar de fazer rev(f)erência a esta visita.

Boa Semana

domingo, 9 de maio de 2010

Lullaby de Domingo


A mim só me interessa o verso do refrão: 
há duas semanas às voltas com textos impossíveis estou a modos que fartinha de inacreditáveis associações de palavras. Preciso desapalavrar (não, não existe, mas apeteceu-me. Também sou filha desta Língua).
 
Assunção de (ir)responsabilidade: eu tinha escolhido uma muito pior que esta. Mas o Jools, que não gosta de me ver fazer má figura, sugeriu antes esta.  Muito melhor, mesmo.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Divino - mas Pouco

A visita dessa imagem peregrina (e já discorremos sobre a ocupação no avião: é carga ou passageira?) trouxe ao de cima uma ilha que ainda se verga perante imagens como se de gente se tratasse. Não seria mau, se as mesmas gentes que acenam de lágrima no olho ao barro moldado por mãos humanas, tivessem o mesmo desvelo pelas mãos. Humanas. Mas a imagem percorre as terras com honras que pouca gente teve e depois da passagem fica tudo exactamente na mesma. Como a reza que se desfia, mas da qual fazemos ausentar qualquer significado.
O desvelamento do significado de uma imagem destas revela-se também nas pequenas coisas. Instrumentalizada na perpetuação de uma fé genuína - mas cega, revela-se, também ela, instrumento da política (no pior sentido que o termo pode ter).
Continua o Carnaval que arrancou com um Bispo de orgulho ferido. Depois da excomunhão do padre que fazia política na facção errada (nunca fez espécie à igreja Madeirense meter-se na política, desde que fosse em consonância com o poder estabelecido), a festa continua, passados quase 30 anos. A vinda de um novo Bispo acalentou algumas esperanças; às primeiras movimentações, percebeu-se que mudava a forma, mas não o conteúdo. A renovação mostrou-se, uma vez mais, bafienta e sujeita aos interesses do beija-mão (e de quem beijar-a-mão). A imagem peregrina assim o vem atestar, escolhendo fiéis mais iguais que os outros. Temos uma igreja interdita à imagem, uma igreja desde há muito na margem, à margem, deliberadamente excluída dos altos interesses (com letra minúscula) de uma diocese que deixa o culto para estar presente em inaugurações. E portanto, não é de espantar que esta igreja recuse entrar na Igreja da Ribeira Seca e que venha um dos (quase) grandes desta igreja cada vez mais pequenina alegar que não é hora de justificações sérias, quando estas não convêm.

E com tudo isto, só me lembro da cena emblemática de um Cristo que há sensivelmente dois mil anos expulsou os vendilhões do templo. Pois o templo está novamente pejado deles. Quem os expulsa?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"(...) Sempre achei algo de muito estranho o facto de eu escrever em português, mas foi nessa língua que eu nasci, e só nas palavras dessa língua irrompem os meus textos. É estranho porque, no interior dessa língua, não havia uma cultura para os receber. Certamente havia, e há ainda, um passado por acabar, soterrado, que os chamava para que um ciclo, por fim, atinja o seu termo. Faço votos para que a minha língua alcance o alto mar, o largo. Ela fala de um povo que é singularmente outro, sem saber em quê, e porquê. Faço votos ardentes para que esse sentimento profundo, e por exprimir, se possa manifestar finalmente. Por este motivo me pareceu que eu renegaria tudo isso - esse povo, essa história, essa área geográfica, esse sentimento, essa língua - se não tivesse aceite estar aqui presente.
É também por este motivo que posso agora voltar a entrar no meu silêncio. Silêncio para que nasci."
Maria Gabriela Llansol Paris, Sorbonne, 24 de Outubro de 1988, Les Belles Etrangères.

domingo, 25 de abril de 2010

Um Abril que seja seu

Uma homenagem às Mulheres de Abril - mais concretamente, uma homenagem à Conceição Pereira - pela UMAR Madeira, com a presença da maravilhosa Manuela Tavares. Abril também foi assim para muitas mulheres.

Lullaby de Domingo de Abril


Abril também é agora.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

No dia Mundial do Livro, permitam-me o umbiguismo 2

O que o DN Madeira não noticia (e mesmo assim teria falhado o nome - vide Manuela Tavares citada no corpo da notícia quando é na realidade a Maria José Magalhães que cá vem) mas devia, é que por essa altura estará por cá a nossa maravilhosa Ceridwen, que vai estar presente em tudo isto. Avec moi, claro.

No dia Mundial do Livro, permitam-me o umbiguismo

Da próxima Feira do Livro do Funchal, destaque-se:
  • A vinda da Isabela Figueiredo com o seu Caderno de Memórias Coloniais - tive uma quase apoplexia ao ler que a minha blogger favorita cá estará;
  • O lançamento de uma nova editora, a Nova Delphi, com a presença de Anselmo Borges e Maria José Magalhães, para os lançamentos das primeira obras: uma reedição de A Relíquia, do genial Eça de Queirós e o lançamento das Actas do Congresso Feminista 2008 (finalmente!).
Todos os pormenores aqui.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um gabinete que seja seu

Subscrevo a segunda parte do post. As salas de professores/as são espaços de barulho em excesso, com demasiada gente a querer fazer-se ouvir e em que temos que interagir mesmo quando não apetece nada - e acontece muito, esta vontade de nada dizer e ouvir, depois de 90 minutos dentro de uma sala. No espaço da sala de professores/as, esse recolhimento é impossível, essa paz de espírito uma quimera. Por isso, repito, subscrevo parte do post da Isabela. Um gabinete, como o que vemos nos filmes seria um espaço de sonho - desconfio que para qualquer professor/a. Simplesmente, o meu gabinete não seria como o que a Isabela descreve: dificilmente teria os meus papéis arrumados. Os meus papéis são rebeldes, escapam a qualquer tentativa de arrumação que lhes queira dar; apenas no primeiro dia após uma tentativa de ordenamento do território consigo mantê-los em relativo estado de graça; depois parece que ganham vida própria. Juro que não tenho culpa; quando as minhas mãos invadem revolvem aleatoriamente a sua agradável disposição certamente não estou em mim. E tenho a certeza que nem o divã escaparia a essa fúria.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ausência

(desculpem-me, mas desconheço a autoria, porque simplesmente não estava referenciada).

Esta semana não há mini-bridge.
Só o naipe de copas.

Quem atira a primeira pedra? Subsídios para uma incursão ao confessionário mais próximo (ou não)


Confesso que na infância, quando exposta a dislates destes, levava-os ao pé da letra; a minha angústia permanente não tinha que ver directamente com maus pensamentos, mas com o terror que a involuntária possibilidade da sua aparição me condenasse ao fogo castigador ou - pior - a uma penitência de vinte avé-marias prescrita pelo padre consultado no confessionário.
A questão do pecado original também era fonte de preocupação para a minha ingénua cabecinha: como, perguntava eu, posso ser culpada por algo que não pedi (no caso dos pensamentos) e que não cometi (o pecado original)? Aliás, a essa altura, nem sabia bem o que significava  o pecado original para além da descrição  muito vaga da maçã e da árvore do conhecimento. Mas "tá "bem, se diziam que também era culpada por isso, quem era eu para contestar um sistema de valores milenar?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pois não.


E a sua decadência não acontece de fora para dentro, por muito que queiras acreditar em teorias da conspiração (muito a propósito) engendradas pelos inimigos da doutrina.  Na verdade, não se trata da doutrina, mas de quem em nome dela tem assinado em local errado.

E não, esta não é a resposta.

Heranças pias - uma Igreja em estilhaços

Não será novidade; contudo, continua a surpreender a desfaçatez com que se perpetua velhos hábitos. De uma piedosa mulher que deixa a sua herança a uma instituição que acreditou dar seguimento à sua vontade resta este processo, que veicula uma tentativa de não prestar contas a ninguém em relação ao cumprimento da vontade da senhora em questão. 
A sofreguidão é mesmo um dos flagelos desta instituição que se preocupa muito mais em contabilizar os talentos em ouro que conserva do que dar largas à doutrina que prega. E não me venham com o blá blá de que consoladamente prestarão contas a Deus. As contas deviam ser apresentadas aqui mesmo, aos/às que doam, aos/às que contribuem, aos/àsque ainda se identificam com uma instituição apodrecida (e mesmo os/as que não se identificam mas são obrigados/as a responder). São o mesmo tipo de gente que supostamente foi varrida há dois mil anos atrás. Quantos vendilhões expulsaria Jesus Cristo ao pontapé dos templos erigidos em seu nome? 

Boa Semana

Le scaphandre et le papillon

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Contributos funianos para uma jogadora de mini-bridge

Agora temos trunfo ao barulho e contamos as perdentes. Continuo a fingir-me de morta, mas vá lá que esta semana só morri mesmo quando era suposto. Nos restantes jogos, mantive-me à tona, embora tenham existido momentos em que me foi difícil continuar a respirar. A esta altura do campeonato, já percebi que a coisa não melhora...

Esta fotografia (mais uma vez, oferecida pelo Funes) exemplifica quase na perfeição a minha expressão quando tento respirar aquando da incumbência de cartear, à excepção da barba e do bigode (pronto e com cartas enfiadas na mão).

terça-feira, 13 de abril de 2010

131413141314

"Existe um ser que mora em mim como se fosse casa sua, e é."
Contos, Clarice Lispector

A Ler

Ora cá está uma recomendação que nos é arrancada a ferros, mas que é absolutamente necessária: este post do Funes.

Ainda sobre a capa da Visão - um comentário de Hugo Santos

 Na caixa de comentários deste post, destaque-se este comentário:

O que me choca mais não é a imagem da capa da Visão. Choca-me mais a falta de sapiência das pessoas face ao que é e deve ser o Fotojornalismo e o dever de um fotojornalista. Para os Madeirenses que viveram a tragédia consigo entender que a imagem choque e que até o facto de não gostarem de a ver publicada na capa da Visão. Chamar-lhe sensacionalista, voyeurismo e outras coisas do género é que não só não consigo admitir como me entristece profundamente, talvez por ser precisamente a minha profissão. Porque não se viram contra a ficção jornalística com que somos bombardeados diariamente em certos canais de televisão? Porque não se viram contra as revistas cor-de-rosa que atentam diariamente contra a privacidade e o bem estar das pessoas destruindo muitas das vezes famílias inteiras... Não estamos perante uma foto de paparazzi e aqui não há nem pouco de margem ao sensacionalismo!!! Cabe sempre ao fotógrafo decidir em milésimos de segundo se deve ou não fazer a foto, no entanto perante uma tragédia cabe ao fotógrafo informar e mostrar a realidade ao mundo. Posso garantir que se esta foto e outra muito semelhante, captada por um outro fotógrafo da agência AFP, em que é retirado um corpo de um carro, não tivessem chegado à comunicação social do continente e aos jornais de todo o mundo, creio que nunca ninguém que não vivesse na Madeira teria tido a real dimensão do que foi a tragédia. Chama-se a isto realidade... Chama-se a isto Fotojornalismo. Um estilo de vida que na realidade poucos conhecem mas que é digno, ético, incorruptível e solidário! Se isto é uma verdade absoluta inerente à profissão? É. Se todos os fotojornalista se regem por estes valores? Não. Mas quando assim é percebe-se e nunca lhes deveríamos chamar fotojornalistas.
Quanto ao facto do fotógrafo ter realizado a foto tenho a profunda convicção de que qualquer bom fotojornalista com valores o teria feito, sempre respeitando a família, o corpo, os madeirenses e os seus próprios princípios. Parece-me claro e indiscutível! Vivemos num país que ainda é um pequeno paraíso e quando não existe uma abertura da sociedade portuguesa aos jornais e revistas internacionais percebe-se que isto choque. No entanto as grandes agências de referência do Fotojornalismo fazem diariamente fotos de horror e tragédia bem mais marcantes do que esta. Fotos que são publicadas nos melhores e mais conceituados orgãos de comunicação social mundial. Quanto ao facto de a foto ter sido escolhida para capa da Visão é outra história ainda que com os mesmos contornos. As fotos são enviadas para uma redacção que analisa as mesmas. Os Directores e Editores têm a responsabilidade e o dever de realizar opções e escolhas complicadas. Por isso é que estão nesses cargos. Se foi para vender?! Quem disser que não foi para vender mente, porque qualquer publicação quer vender, no entanto não acredito e não quero acreditar que tenha sido a única ou a razão mor de tal decisão. Informar, passar a dimensão real da tragédia, "abanar" a consciência dos políticos e de todo o povo para que se unissem e fossem solidários teria sido a razão mor pela qual eu a teria publicado.

Mesmo não conhecendo aproveito o blog para solidarizar com a família da vítima da foto e com o povo da Madeira. Não felicito o fotógrafo ou a Visão, porque não acho que se devam laurear. Vinco porém que foram profissionais e fico feliz por terem desempenhado o seu trabalho com coragem até ao fim sem quebrar perante possíveis pressões que terão existido.

Os Madeirenses tem uma força interior invejável dentro deles e são exemplo para todos em muitas áreas. Espero que consigam ter com o passar do tempo a capacidade para ver a foto de outra maneira e que se coloquem pelo menos do outro lado. Se esta não tivesse sido feita, teriam as ajudas chegado da mesma maneira? Teria o povo de Portugal Continental e de todo o mundo percebido a real dimensão da tragédia?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Boa Semana

Ils se marièrent et eurent beaucoup d'enfants

domingo, 11 de abril de 2010

Lullaby de Domingo



No começo da Ilha, "that bridge is on fire (...) no need do leave."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Não perguntem agora por quem os sinos dobram


O que a Igreja não quis perceber foi exactamente isto: que os pecados/crimes dos seus não seriam os Seus pecados/crimes. Perdeu-se quando, perante o medo da perda do poderio, acalentou no seu seio aqueles que cuspiam no âmago da doutrina cristã. O que há a lamentar é que neste caso, sabia perfeitamente o que fazia e porque o fazia. E é isso que torna todo este caso imperdoável.

*O escriba do costume, A.B.

Boa Semana

De battre mon cœur s'est arrêté

quarta-feira, 31 de março de 2010

Contributos funianos para uma jogadora de mini-bridge


Noite pacífica, em que fui morta muitas vezes (tenho o dom da ressurreição, o que é adequado face à época) e meti água apenas uma vez, quando a jogar no flanco. Aliás, pode-se constatar a complacência do meu parceiro (anjo de costas para a câmara).

As fotografias desta série continuam a cargo de Funes (apenas a primeira não o foi).

domingo, 28 de março de 2010

Olha, mais um que apoda o que não interessa de Conspiração

A confusão não está no que se passou indigna e repetidamente, mas sim em que se saiba; grave não será sujar a roupa, grave é lavá-la em público
Ficamos assim cada vez mais esclarecidos/as sobre um dos grandes pilares morais da humanidade.

(Re) Leituras



Eu sei que o futuro é agora mas o passado não foi assim há tanto tempo.

Lullaby de Domingo


Bom dia.
Banda sonora para um domingo a sério.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Jorge Lopes de Carvalho tem um (novo) blogue

O Jorge C / Jorge / Reaction Man está cada vez mais moderno.Velho amigo/inimigo deste blog (com aquelas coisas do mim direita tu esquerda), mudou-se para Avalon, juntou-se às Moscas do Costume e agora elabora um Manual de Maus Costumes. Para além da modernice da (quase) ubiquidade, destaque-se a finura de ter templates encomendados e de ter abandonado os aposentos dos/das remediados/as da blogosfera, que é este nosso blogspot. Agora o Jorge que voltou a ser C juntou-se aos/às intelectuais que só postam no Sapo e têm o nome completo a secundar a informação um blog de. Está fino, o moço (e nós lemos e recomendamos, apesar da elegância e tal).

quinta-feira, 25 de março de 2010

Contributos funianos para uma jogadora de mini-bridge


Na aula de hoje, só consegui dar largas ao meu talento a 20 minutos do fim. Morta por estar morta, eis o meu ar em quase duas horas.

Fotografia gentilmente oferecida pelo Funes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

As Mulheres Que Odeiam os Homens*

Também as há e também matam. Incompreensivelmente.

*Continuo a leitura nos tempos vagos, que são escassos. Hoje, ao pequeno almoço, de livro aberto junto ao prato e à caneca de café, confesso que vacilei; apetecia-me voltar para a cama e continuar a leitura da paáina que consegui ler enquanto engolia a fatia de pão aquecido porque ontem não tive paciência para fazer fresco (as máquinas de pão são uma maravilha, mas não quando nos arrastamos para casa com vontade de dormir uma semana inteirinha). Detesto semana de avaliações, em que durmo em pé e o meu humor anda completamente alterado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Já o primeiro teve que beber cicuta*

É comovente o diagnóstico de AJJ em relação a Sócrates (santo nome evocado tantas vezes em vão): afinal, o homem andou envenenado e AJJ, que agora percebeu-lhe o azedume, oferece-se a ficar do lado de Sócrates mesmo que seja contra o seu partido. Lua de mel, lua de fel...

*Com as devidas distâncias, que Sócrates, o genuíno, não mereceu tal ingestão. 

sexta-feira, 19 de março de 2010

J.

(Júlio Pomar)

Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nessa mansa certeza que não vens.
Maria Teresa Horta

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mini Bridge


Descubro um talento natural para, no carteio, ocupar o lugar do morto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um caso sério 2029

A Rua da Abadia é blog lido por mim, que gosto dos temas que a Rita F. propõe e da forma como o faz. Mas hoje, o post Este Homem Compreende-me merece uma recomendação que vá para além do desenrolar de papiros ali ao lado.Eu compreendo esta mulher que já era compreendida por aquele homem (citado).

terça-feira, 16 de março de 2010

Não é preciso "andar à porrada" com a Natureza

Apenas dar cabo dela aos poucos, como quem não quer a coisa. 
Isto sim, é hipotecar o turismo regional sem mais nem menos (e não as imagens da tragédia que tanta indignação causa(ra)m.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O homem que termina as sentenças

 mas que ainda precisa de (muito)treino.


Para o Sancho, com _______________.
(vide caixa de comentários do post anterior)

El Rei Marcelo

Não sabemos ainda o eleito daquele que se diz o maior Partido da oposição. Mas a comunicação social já elegeu o seu líder, ao conferir mais tempo de antena a Rebelo de Sousa que a qualquer dos candidatos. O homem parecia um autêntico D. Sebastião com os microfones ansiosos por vislumbrá-lo por entre as brumas. E qual lenda, o anúncio esperado não aconteceu. Apenas informou que talvez não comparecesse no Domingo porque era dia de votação de estatutos. Quase se conseguiu ouvir a exclamação de decepção dos meninos e meninas dos média. Enfim, um triste domingo a partir daí.

Boa Semana

domingo, 14 de março de 2010

Lullaby de Domingo


Something deep in you touches something so deep in me...
J.E.

terça-feira, 9 de março de 2010

Olho clínico - A Passadeira Vermelha

Como este blog é um blog essencialmente de "gaijas" (excepção feita a Mr. Lekker, que é preguiçoso e tem confirmado muito do que se tem dito sobre os "gaijos"), não nos coibimos de também lançar um olhar sobre as farpelas usadas na passadeira vermelha. Escrutinamos penugens, pêlos, sovacos, cabelos, manchas de suor, folhos, laços, saltos, decotes, implantes, sorrisos, maquilhagens, acessórios (acompanhantes incluídos neste item, como não poderia deixar de ser), vestidos curtos e compridos, poses e semi-poses... enfim, não deixamos absolutamente nada para escrutinar a fim de podermos comentar as escolhas de todas/os e mais algumas/uns. 

Assim, temos a honra de vos apresentar a melhor farpela da noite:


E a pior (inadmissível que não tenha feito a depilação):


9 de Março de 2010

No dia imediatamente a seguir ao centenário da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o Público entende que este é um trocadilho publicável. Com vinte anos, seria de esperar que já tivesse ultrapassado a "idade da parva".

quinta-feira, 4 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Longo Bocejo


ou 
da arte de anunciar o que já (quase) toda a gente sabia que aconteceria.