quinta-feira, 10 de junho de 2010

"E alegre se fez triste*

Nos próximos dias,  espero por isto. E também porque quando aqui estiver, estarás quase de regresso.

*como se/Chovesse de repente em pleno Agosto." Manuel Alegre

domingo, 6 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

O que aparece

Desde 2005 que Woman Once a Bird sou eu, sem eu ser Woman Once A Bird: o título não é meu, mas dele me apropriei de tal modo que, cinco anos depois, confundo-me entre outras variantes: Woab e Miss Woab.
Esta Woman Once a Bird que vos escreve está muito distante da ideia original de Witkin, mas foi o título da fotografia de Witkin cuidadosamente escolhido em função de um blog de cariz feminista (perdoem-me os/as bloguistas deste sítio, mais ou menos silenciosos que não o "sejam"). Serve esta introdução para evocar essa inspiração primeva (tal como foi o título de UM Quarto Que Seja Seu, de Virginia Woolf), a fotografia de Joel-Peter Witkin. 
A par da fotografia inspiradora da minha segunda "identidade", guardo na memória, desde 1997, essa outra  (igualmente terrífica) cuja existência cheguei a duvidar. Uma fotografia fantasmática, velada ao meu olho inquieto e saudoso, evocada inúmeras vezes em vão, revela-se agora, dez anos depois do seu último vislumbre. Ei-la:

 Woman Masturbating On The Moon

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"No momento em que vos falo"

O primeiro-ministro exercita a sua capacidade de não responder a coisa nenhuma; bonito exercício de argumentação falaciosa, que tenho pena de não conseguir gravar para apresentar no próximo ano lectivo, aquando do estudo das falácias informais.
Ao mesmo tempo, parece-e que Sócrates andou a ler Kierkegaard sem efectivamente o ter compreendido; apenas decorou o estribilho: eu sou um pobre existente.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Seria interessante...

...saber que "razões exclusivamente políticas" são essas. Só para não parecer reacção de menino mimado (nenhuma suspeita de que esta opinião seja fruto da sua própria cabeça - ou melhor, do seu ego algo ferido com combates recentes).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uma casa portuguesa, concerteza

Na notícia sobre o lançamento do livro Violência e Abuso - Respostas Simples para Questões Complexas, em que se constata que muitas mulheres consideram normal serem abusadas pelos seus companheiros, descubro a seguinte pérola debitada por alguém que se identifica como português (vide comentários):

«Todos nós sabemos que todos os grandes problemas da sociedade actual começaram a partir do momento que começou a chamada "emancipação da mulher". A pressão psicologica (chatice constante, pressões de todos os tipos, etc). Qual é o homem que muitas vezes, devido a isso, não anda com a cabeça cheia, prejudicando o seu bem estar, a sua alegria, e muitas vezes o seu trabalho. Portanto a mulher tem de ser reduzida ao seu lugar de "animal domestico". O mundo seria muito melhor.»


No lançamento do livro Quem Tem Medo dos Feminismos?, Anselmo Borges afirmou não ter dúvidas de que a maior revolução do século XX foi a da emancipação da Mulher, que reconfigurou  as nossas estruturas. Tendo a concordar com o professor. Felizmente, reconfiguramos o nosso posicionamento. Mas ainda não foi suficiente, porque ainda há quem escreva e pense assim. 
E é assustador. 
Porque quem pensa assim, geralmente também age em consonância. E infelizmente são muitos/as. Demasiados/as. Um verdadeiro Portugal dos/as pequenitos/as.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A discrição está na moda

Mais um apelo à discrição. É moda para aqueles lados (e não há paciência para politiquices* - não confundir com política).

*A politiquice requer uma elevada capacidade para a manipulação que  chega a raiar o ridículo (e instrumentalização do/a outro/a). Geralmente tende a substimar o/a adversário/a, o que pode trazer alguns dissabores.
Esperemos que Sócrates tenha mais um amargo de boca.

domingo, 23 de maio de 2010

Quem Tem Medo dos Feminismos? - Feira do Livro do Funchal

Finalmente, as Actas do Congresso Feminista 2008 reunidas numa obra em dois volumes.Amanhã, pelas 18:30, apresentação no Pavilhão dos Autores na Avenida Arriaga com a presença de:

Carla Cerqueira (direcção nacional da UMAR)
Anselmo Borges com uma comunicação subordinada ao tema: A Interpretação Feminista dos Textos Sagrados

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Tempo Adiado (não é tempo)

Um adiamento que dependa de outrém apenas prolonga o insustentável. Após uma noite inquieta centrada na clarividência da falta de respeito reiterada, amanheço com uma (quase) certeza no meu espírito. Depois, a oferta generosa de um livro inaugurado com a seguinte citação (que traio logo em seguida, pela leitura que dela conscientemente faço):

"Il suffit de consulter notre conscience pour comprendre que, dans les conditions où nous sommes, une vie infinie ne serait plus une vie (...)."
F. Alquié, Le Désir d'Eternité

E por vezes temos a certeza que a deusa fala-nos e aponta caminhos pelos quais não mais nos é permitido seguir. Fecha-se um ciclo - importante, mas que se tornou insustentável. 

Que os despojos sejam distribuídos pel@s sôfreg@s.
 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu espero poder dizer à Isabela

O quanto gosto da escrita dela. Este post é um bom exemplo disso.

Eu não vi

Portanto, digam-me lá: ele pediu desculpa? É que agora é moda* lá para aqueles lados...

* Pedir desculpa pelas decisões que tomamos é uma moda urbana que alguns querem implementar. Obviamente que não é uma moda ingénua, mas nem por isso progressista. Apenas demagógica.

A montanha...

O Presidente da República prossegue hoje a sua campanha eleitoral. Falará ao eleitorado às 20:15.

Boa Semana

Pleasant Ville

domingo, 16 de maio de 2010

Eu sei que sim, mas há um pormenor que me incomoda*

Eu sei que concordas, mas o texto do Miguel só tem um pequeno problema: parte do pressuposto de que é válida a adivinhação da posição da esquerda serôdia perante uma suposta tolerância (que nunca aconteceu**) face à visita do, por exemplo, Dalai Lama (que já cá esteve). Ora, parece-me que estruturar toda uma concepção do carácter desinformado** da tal esquerda a partir de uma suposição sobre algo que não aconteceu mas que o autor julga que seria assim se acontecesse, não será propriamente um verdadeiro conhecimento de causa, passível de ser verificado. E a importância da verificação nestas coisas é uma porra.

* mas não muito, porque já sabes que estas coisas essencialmente divertem-me.
**Lá está: isto é um facto, portanto, passível de verificação.
***seria uma maçada reproduzir aqui tudo o que o Miguel escreveu para chamar os opositores de ignorantes.

Lullaby de Domingo

Para dias difíceis, o meu caso sério de fé: