sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Requiem (Chrome)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Façam o favor de não perder
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
De amor e outros demónios*
Contributos Para Um Novo Acordo Ortográfico
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
"a envenenar-se de poesia e prosa"
Eu não creio em ninguém nem em mim acredito a minha alma há muito perdeu a sua força por isso já não a tenho
Vendia-a barato a um cigano que por aqui passou bateu à porta dentes de ouro a luzir falas mansas desceram abaixo das carnes ao fundo do osso e arrancaram o último suspiro de fé
Não não acredito em nada ou coisa alguma tudo é vazio e vago para se perder na cascata dos sentidos não preciso de alma basta-me a ideia duma cama
Mas não acreditar que nada existe nem no meu nome que é representação e palavra de Deus na terra não significa que não sinta este delírio dum homem perdido a envenenar-se de poesia e prosa
(As mal-assadas e o licor tim-tam-tum foram os meus excessos durante estes dias, não estivesse eu na Madeira. Do Carnaval não consigo gostar. Deste poema: gosto muito.)
Contributos Para Um Novo Acordo Ortográfico
The Weight of the World
"gostar de ti"
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Lullaby de Domingo
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Contributos Para Um Novo Acordo Ortográfico
Soneto da Separação
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Por falar em polvo...
Relembremos o "Imperador" da Língua Portuguesa - Padre António Vieira
“Mas já que estamos nas covas do mar, antes que saiamos delas, temos lá o irmão polvo, contra o qual têm suas queixas, e grandes, não menos que S. Basílio e Santo Ambrósio. O polvo com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar. Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado. As cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia; as figuras, que em Proteu são fábula, no polvo são verdade e artifício. Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo: e se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra. E daqui que sucede? Sucede que outro peixe, inocente da traição, vai passando desacautelado, e o salteador, que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe os braços de repente, e fá-lo prisioneiro. Fizera mais Judas? Não fizera mais, porque não fez tanto. Judas abraçou a Cristo, mas outros o prenderam; o polvo é o que abraça e mais o que prende. Judas com os braços fez o sinal, e o polvo dos próprios braços faz as cordas. Judas é verdade que foi traidor, mas com lanternas diante; traçou a traição às escuras, mas executou-a muito às claras. O polvo, escurecendo-se a si, tira a vista aos outros, e a primeira traição e roubo que faz, é a luz, para que não distinga as cores. Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua maldade, pois Judas em tua comparação já é menos traidor! Oh que excesso tão afrontoso e tão indigno de um elemento tão puro, tão claro e tão cristalino como o da água, espelho natural não só da terra, senão do mesmo céu! Lá disse o Profeta por encarecimento, que "nas nuvens do ar até a água é escura": Tenebrosa aqua in nubibus aeris. E disse nomeadamente nas nuvens do ar, para atribuir a escuridade ao outro elemento, e não à água; a qual em seu próprio elemento é sempre clara, diáfana e transparente, em que nada se pode ocultar, encobrir nem dissimular. E que neste mesmo elemento se crie, se conserve e se exercite com tanto dano do bem público um monstro tão dissimulado, tão fingido, tão astuto, tão enganoso e tão conhecidamente traidor!
Vejo, peixes, que pelo conhecimento que tendes das terras em que batem os vossos mares, me estais respondendo e convindo, que também nelas há falsidades, enganos, fingimentos, embustes, ciladas e muito maiores e mais perniciosas traições. E sobre o mesmo sujeito que defendeis, também podereis aplicar aos semelhantes outra propriedade muito própria; mas pois vós a calais, eu também a calo. Com grande confusão, porém, vos confesso tudo, e muito mais do que dizeis, pois não o posso negar. Mas ponde os olhos em António, vosso pregador, e vereis nele o mais puro exemplar da candura, da sinceridade e da verdade, onde nunca houve dolo, fingimento ou engano. E sabei também que para haver tudo isto em cada um de nós, bastava antigamente ser português, não era necessário ser santo.”
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Contributos Para Um Novo Acordo Ortográfico
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Boa Semana
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O Cabo das Tormentas *
*doces, que é sempre um prazer vasculhar por entre a obra do Senhor**.
**Como vês Sancho***, eu até sou uma crente.
Hoje apeteceu-me assim a modos que meter-me contigo.
Hieronymus Bosch (1450 - 1516)
Terceira Margem
Este projecto, idealizado pela APF, concilia o trabalho de seis escritores/as - a saber, Ana Luísa Amaral, Nuno Júdice, Isabel Mendes Ferreira, Fernando Pinto do Amaral, Helga Moreira e Porfírio Al Brandão - com o trabalho de seis artistas plásticos/as - Pedro Proença, Regina Chulem, Agostinho Santos, Teresa Gonçalves Lobo, Avelino Rocha e Lúcia David - sobre a temática da bissexualidade.
Post Scriptum
Lamentável é que o meu dinheiro também sirva para isto.
(nem me importo que parte vá para a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas: seria bom que investissem em formação sobre planeamento familiar).
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"O Elogio da Loucura"*
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
"Mau Tempo no Canal"*
O Outro Cabo*
A minha Coimbra é a Universidade e recordo a primeira aula, em que o professor de Epistemologia Geral nos recebeu com um excerto de As Cidades Invisíveis de Italo Calvino e a exortação para que levássemos a Universidade para além das paredes seculares daqueles edifícios. Pediu-nos exactamente o que o professor seguinte, um homem pequenino que pouca (ou má) memória deixou, tanto se esforçava para manter.
A minha Universidade prosseguiu com as aulas de Antropologia Filosófica, que me permitiram desenvolver mais consistentemente a minha consciência feminista, e com essa paixão avassaladora pelas aulas de Filosofia Contemporânea, difíceis, fascinantes, de que ainda hoje sou nostálgica e a que sempre volto (o título e a citação assim as evocam).
A minha Coimbra é a dos Encontros de Fotografia, onde descobri a paixão pelo olhar demorado que os outros depositam nas coisas e nas pessoas e nos lugares; portanto, a minha Coimbra é o Museu Machado de Castro onde estive com Pierre Verger ou o Pátio da Inquisição onde me perdi de amores por Joel-Peter Witkin, ou o edifício das Caldeiras onde ia ter com B. e onde estava a instalação de Nozolino.
É a Coimbra da Travessa de Montarroio, da casa com postigo e cogumelos a nascer atrás do sofá. É a Coimbra do Diligência Bar e das músicas PREC regadas a bom vinho e histórias do Sr. Vítor. É a do Académico, do Clube de Rugby, da States ou do Buraco Negro, lugares onde descobri David Bowie e Pixies, Cake e Toy Dolls, Prodigy e Rammstein (e todos os outros que injustamente ficam por enunciar).
É também a Coimbra onde organizamos Por Levadas e Arraiais na Casa da Madeira; trabalhamos que nem doidos/as, suamos as estopinhas e fizemos juras de que enquanto houvesse memória nunca mais nos meteríamos em nada do género (e a memória é sempre demasiado curta). É a Casa da Madeira da D. Natália, funcionária incansável que nos aligeirava os queixumes e a documentação oficial.
A minha Coimbra nunca foi a do traje académico, com a história pesada da polícia académica; também nunca foi a das trupes da tesoura e da colher de pau, que alegremente perpetuam tradições cuja origem ignoram. A minha Coimbra nunca foi a Coimbra dos “Gang’s de Capa e Batina” (título de uma reportagem que saiu na altura sobre a praxe na revista do DN, assinada pela minha grande amiga Isabel Ventura).
É sede de quase todos os afectos que maior importância tiveram/têm para mim.
A minha Coimbra – que desdenhosa e ingenuamente afirmava não ser minha - foi-me estranha até (quase) ao momento em que soube que tinha que regressar. Aí dei lugar à Coimbra que ainda hoje há em mim.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Lullaby extraordinária
"a difícil arte da melancolia"
domingo, 31 de janeiro de 2010
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Apesar de não ser daqui, gosto de aqui estar
Ai que prazer ir de fim-de-semana!
O alcance do gesto
"O que é de facto a “escrita” senão uma imensa, imensa e insanável, melancolia pelo adeus, e consequente exílio, da coisa de que se fala, assim paradoxalmente a guardando?"De repente, numa manhã gradeada pela janela do escritório, trabalho no que adiei por demasiado tempo e descubro a doçura amarga da melancolia da separação, do adeus repetido em cada almoço fugaz, em cada papel de carta, em cada postal endereçado, ou mesmo no texto a proferir (ou proferido) numa conferência. E a minha gratidão é incomensurável. E o meu dia ainda mais feliz (se tal for possível).
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pelos corredores da escola
bipi bipi bipi bipi bipi bipi
(O espírito do Papa-Léguas é mais evidente à saída das aulas! E eu pergunto: De quê fogem eles?!! )
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Penhora na certa!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
"confronto"
domingo, 24 de janeiro de 2010
Faça-se a sua vontade
Lullaby de Domingo
Everybody knows
The dong that silence sings
And this was how it goes
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Ó gato?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Como elas passaram por ali
Lullaby de Domingo
sábado, 16 de janeiro de 2010
Recomenda-se
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Não sei o que fazer com isto
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lullaby extraordinária
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A Manifestação dos Impotentes, 18 Janeiro 1975, Expresso
Nunca se queimaram sutiãs no Parque Eduardo VII
"Elas entraram por aqui"
*No Parque Eduardo VII, hoje, pelas 12h e 30min.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Terminar o dia...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O dia não foi dia
E já que está(mos) em Estádio de Sítio...
Boa Semana
domingo, 10 de janeiro de 2010
Por que razão não caem os céus?
Cogitações avulsas de uma esquerdina
Lullaby de Domingo
Je fais trois pas, La route se tait.
La route est noire, À perte de vue.
Je fais trois pas, La route n'est plus.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Esta manhã acordei num País mais livre*
Da "arte" da Vilania
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Minha querida Dirim
Por cá temos memória
Na blogosfera é possível ler outros arrazoados tendo por base o mesmo conceito. Minoriza-se a questão, sem mais, porque é fracturante e ser fracturante é coisa de esquerda. Como tudo o que é proposto pela esquerda é idiota, estalinista ou sem sentido, logo... Um verdadeiro argumento sólido! Como é claro, isso de paneleirices é só coisa de pessoal de esquerda.
«Permitir o casamento entre pessoas de raças diferentes significaria necessariamente a degradação do casamento convencional, uma instituição que merece admiração em vez de execração»
«Deus todo-poderoso criou as raças branca, negra, amarela, malaia e vermelha e colocou-as em continentes diferentes. E se não tivéssemos interferido com esta disposição nem sequer estaríamos agora a falar de casamento entre pessoas de raças diferentes. O facto de ter separado as raças demonstra bem que Deus não queria que as raças se misturassem».
Sentença proferida por um juiz do Estado norte-americano da Virgínia que em 1967 condenou Mildred e Richard Loving pelo «crime de casamento inter-racial»
"The Girl With Many Eyes"
Contos Exemplares
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Deixe(m) Homero em Paz
"New" Kids On The Block
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Mi Cama Es Su Cama
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Clap your hands say yeah*
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Também este blog está de luto
A primeira vez que ouvi Lhasa, eu não sabia que a estava a ouvir. Tinha acabado de comprar o cd de Stuart Staples e ouvia insistentemente That Leaving Fealing.
Anos depois, descubro-a em nome próprio no Entre Deus do Jorge C e tornei-me ouvinte absoluta, recuperando o tempo perdido em que desconhecia a existência de La Llorona e The Living Road, a par com o último álbum, simplesmente Lhasa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Femiquê? Pra quê?
A culpa foi da chuva (e da Ceridwen)
Lullaby de Domingo
sábado, 2 de janeiro de 2010
Mas já chegamos ao Continente? Ainda Bem!
Passagens virtuais
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Recordando "outros tempos"
Durante o primeiro período, andei às voltas com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner. Foi um percurso muito caro para mim, pois, noutros tempos, vivi-o intensamente.Surpreendentemente, fui reencontrá-lo na internet.
Woab, lembras-te?
A Despertar da Escola Básica e
Secundária Professor Doutor
Francisco de Freitas Branco apresentaram um
Espectáculo Natalício no Centro Cultural e de
Congressos do Porto Santo.
Subordinado ao tema “Azevinho, Magia e
Palavras de Amor”, este evento contou com a
participação de alunos e professores de várias
(...) uma peça teatral envolta
de Sophia de Mello Breyner Andresen.
In Boletim Municipal do Porto Santo - (Outubro de Dezembro de 2003)
Primeira citação do ano
Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Pequenos apontamentos de uma blogger ensonada
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Bom ano 2010
O tempo voa e eu, neste momento, não tenho nenhum muso (estou fartinha de o invocar... et rien!) que me inspire, por isso nada de surpreendente e digno de uma despedida de ano me aflui à ideia.
Mas, ainda assim, quero, este ano, poder partilhar uma musiquinha que, estrategicamente, espetei aqui para poder demonstrar o meu refinado gosto musical e alcançar o meu objectivo principal, a saber: votos d´UM EXCELENTE ANO 2010 para todos nós!!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Almas Mortas*
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
O Post mais inútil desta série
Um post tão inútil quanto o anterior
Um post absolutamente inútil
domingo, 27 de dezembro de 2009
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Beautiful boy
"Nós sabemo-lo bem"
Nós juramo-la de boa vontade,
Nós juramo-la bem alto de cima dos telhados do sono sem sonhos
e agitamos o cabelo branco do tempo...
Eles gritam : Vós blasfemais!
Nós já sabemos isso há muito tempo.
Já sabemos isso há muito tempo, mas que fazer?
Vós moeis no moinho da morte a branca farinha da promessa
Vós colocai-la à frente dos nossos irmãos e irmãs �
Nós agitamos o cabelo branco do tempo.
Vós avisais-nos: vós blasfemais!
Nós sabemo-lo bem:
caia a culpa sobre nós.
Caia a culpa de todos os avisos e sinais sobre nós
e venha o mar gorgolejante,
a couraçada rajada da conversão,
o dia da meia-noite,
que venha o que nunca foi!
Venha um homem da sepultura.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O Natal até pode ser na Páscoa
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)
Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)
Simplesmente, na nossa função de trabalhadores do Espírito e de soldados da Ciência, entendemos que é chegado o momento do erguermos a nossa voz para ser escutada por todos aqueles que a possam compreender.
A situação de Portugal é desgraçada.
Profundamente e totalmente.
A nós, fere-nos mais de perto, na nossa sensibilidade, a parte moral e intelectual da derrocada que nos rodeia.
É dela que vimos falar.
Não queremos agora aprofundar causas ou apontar responsabilidades. Basta que constatemos os factos e apontemos o caminho a seguir.
De dia para dia o mal é mais fundo e mais avassalador. Derrubaram-se todas as fronteiras do espírito entre a inteligência e a loucura, entre a beleza e a perversão.
Mascarados em mil hipocrisias literárias, em pseudofilosofias extravagantes, encobrindo a sua animalidade em frágeis farrapos de escolas inverosímeis, todos os baixos instintos humanos, numa liberdade desvairada, se erguem, alastram, dominam como flores de pântano no crepúsculo triste duma terra abandonada.
É contra essa dispersão, contra essa inversão da inteligência, da moral e da sensibilidade, que nós gritamos numa revolta sagrada da nossa dignidade de homens, o protesto vibrante dos que não deixam cerrar os seus olhos à luz da Verdade.
Já não se paira, por desgraça, no campo das atitudes snobs e literárias. Atingiu-se a última abominação, aquela que nas tradições bíblicas fazia chover o fogo do céu.
Urge a reacção pronta e implacável. À frente dela se levanta a nossa mocidade forte e resoluta. Nas nossas mãos brandimos o ferro em brasa que cicatriza as chagas.
A quem manda nós apontamos hoje a necessidade imperiosa de fazer justiça. É preciso que os livreiros honrados expulsem das suas casas os livros torpes. É necessário que os adeptos da infâmia caiam sob a alçada da lei, que um movimento enérgico de repressão castigue em nome do bem público.
Que a justiça venha e implacável!


















