sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Ai que prazer ir de fim-de-semana!
O alcance do gesto
"O que é de facto a “escrita” senão uma imensa, imensa e insanável, melancolia pelo adeus, e consequente exílio, da coisa de que se fala, assim paradoxalmente a guardando?"De repente, numa manhã gradeada pela janela do escritório, trabalho no que adiei por demasiado tempo e descubro a doçura amarga da melancolia da separação, do adeus repetido em cada almoço fugaz, em cada papel de carta, em cada postal endereçado, ou mesmo no texto a proferir (ou proferido) numa conferência. E a minha gratidão é incomensurável. E o meu dia ainda mais feliz (se tal for possível).
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pelos corredores da escola
bipi bipi bipi bipi bipi bipi
(O espírito do Papa-Léguas é mais evidente à saída das aulas! E eu pergunto: De quê fogem eles?!! )
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Penhora na certa!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
"confronto"
domingo, 24 de janeiro de 2010
Faça-se a sua vontade
Lullaby de Domingo
Everybody knows
The dong that silence sings
And this was how it goes
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Ó gato?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Como elas passaram por ali
Lullaby de Domingo
sábado, 16 de janeiro de 2010
Recomenda-se
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Não sei o que fazer com isto
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lullaby extraordinária
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A Manifestação dos Impotentes, 18 Janeiro 1975, Expresso
Nunca se queimaram sutiãs no Parque Eduardo VII
"Elas entraram por aqui"
*No Parque Eduardo VII, hoje, pelas 12h e 30min.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Terminar o dia...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O dia não foi dia
E já que está(mos) em Estádio de Sítio...
Boa Semana
domingo, 10 de janeiro de 2010
Por que razão não caem os céus?
Cogitações avulsas de uma esquerdina
Lullaby de Domingo
Je fais trois pas, La route se tait.
La route est noire, À perte de vue.
Je fais trois pas, La route n'est plus.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Esta manhã acordei num País mais livre*
Da "arte" da Vilania
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Minha querida Dirim
Por cá temos memória
Na blogosfera é possível ler outros arrazoados tendo por base o mesmo conceito. Minoriza-se a questão, sem mais, porque é fracturante e ser fracturante é coisa de esquerda. Como tudo o que é proposto pela esquerda é idiota, estalinista ou sem sentido, logo... Um verdadeiro argumento sólido! Como é claro, isso de paneleirices é só coisa de pessoal de esquerda.
«Permitir o casamento entre pessoas de raças diferentes significaria necessariamente a degradação do casamento convencional, uma instituição que merece admiração em vez de execração»
«Deus todo-poderoso criou as raças branca, negra, amarela, malaia e vermelha e colocou-as em continentes diferentes. E se não tivéssemos interferido com esta disposição nem sequer estaríamos agora a falar de casamento entre pessoas de raças diferentes. O facto de ter separado as raças demonstra bem que Deus não queria que as raças se misturassem».
Sentença proferida por um juiz do Estado norte-americano da Virgínia que em 1967 condenou Mildred e Richard Loving pelo «crime de casamento inter-racial»
"The Girl With Many Eyes"
Contos Exemplares
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Deixe(m) Homero em Paz
"New" Kids On The Block
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Mi Cama Es Su Cama
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Clap your hands say yeah*
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Também este blog está de luto
A primeira vez que ouvi Lhasa, eu não sabia que a estava a ouvir. Tinha acabado de comprar o cd de Stuart Staples e ouvia insistentemente That Leaving Fealing.
Anos depois, descubro-a em nome próprio no Entre Deus do Jorge C e tornei-me ouvinte absoluta, recuperando o tempo perdido em que desconhecia a existência de La Llorona e The Living Road, a par com o último álbum, simplesmente Lhasa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Femiquê? Pra quê?
A culpa foi da chuva (e da Ceridwen)
Lullaby de Domingo
sábado, 2 de janeiro de 2010
Mas já chegamos ao Continente? Ainda Bem!
Passagens virtuais
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Recordando "outros tempos"
Durante o primeiro período, andei às voltas com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner. Foi um percurso muito caro para mim, pois, noutros tempos, vivi-o intensamente.Surpreendentemente, fui reencontrá-lo na internet.
Woab, lembras-te?
A Despertar da Escola Básica e
Secundária Professor Doutor
Francisco de Freitas Branco apresentaram um
Espectáculo Natalício no Centro Cultural e de
Congressos do Porto Santo.
Subordinado ao tema “Azevinho, Magia e
Palavras de Amor”, este evento contou com a
participação de alunos e professores de várias
(...) uma peça teatral envolta
de Sophia de Mello Breyner Andresen.
In Boletim Municipal do Porto Santo - (Outubro de Dezembro de 2003)
Primeira citação do ano
Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Pequenos apontamentos de uma blogger ensonada
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Bom ano 2010
O tempo voa e eu, neste momento, não tenho nenhum muso (estou fartinha de o invocar... et rien!) que me inspire, por isso nada de surpreendente e digno de uma despedida de ano me aflui à ideia.
Mas, ainda assim, quero, este ano, poder partilhar uma musiquinha que, estrategicamente, espetei aqui para poder demonstrar o meu refinado gosto musical e alcançar o meu objectivo principal, a saber: votos d´UM EXCELENTE ANO 2010 para todos nós!!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Almas Mortas*
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
O Post mais inútil desta série
Um post tão inútil quanto o anterior
Um post absolutamente inútil
domingo, 27 de dezembro de 2009
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Beautiful boy
"Nós sabemo-lo bem"
Nós juramo-la de boa vontade,
Nós juramo-la bem alto de cima dos telhados do sono sem sonhos
e agitamos o cabelo branco do tempo...
Eles gritam : Vós blasfemais!
Nós já sabemos isso há muito tempo.
Já sabemos isso há muito tempo, mas que fazer?
Vós moeis no moinho da morte a branca farinha da promessa
Vós colocai-la à frente dos nossos irmãos e irmãs �
Nós agitamos o cabelo branco do tempo.
Vós avisais-nos: vós blasfemais!
Nós sabemo-lo bem:
caia a culpa sobre nós.
Caia a culpa de todos os avisos e sinais sobre nós
e venha o mar gorgolejante,
a couraçada rajada da conversão,
o dia da meia-noite,
que venha o que nunca foi!
Venha um homem da sepultura.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O Natal até pode ser na Páscoa
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)
Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)
Simplesmente, na nossa função de trabalhadores do Espírito e de soldados da Ciência, entendemos que é chegado o momento do erguermos a nossa voz para ser escutada por todos aqueles que a possam compreender.
A situação de Portugal é desgraçada.
Profundamente e totalmente.
A nós, fere-nos mais de perto, na nossa sensibilidade, a parte moral e intelectual da derrocada que nos rodeia.
É dela que vimos falar.
Não queremos agora aprofundar causas ou apontar responsabilidades. Basta que constatemos os factos e apontemos o caminho a seguir.
De dia para dia o mal é mais fundo e mais avassalador. Derrubaram-se todas as fronteiras do espírito entre a inteligência e a loucura, entre a beleza e a perversão.
Mascarados em mil hipocrisias literárias, em pseudofilosofias extravagantes, encobrindo a sua animalidade em frágeis farrapos de escolas inverosímeis, todos os baixos instintos humanos, numa liberdade desvairada, se erguem, alastram, dominam como flores de pântano no crepúsculo triste duma terra abandonada.
É contra essa dispersão, contra essa inversão da inteligência, da moral e da sensibilidade, que nós gritamos numa revolta sagrada da nossa dignidade de homens, o protesto vibrante dos que não deixam cerrar os seus olhos à luz da Verdade.
Já não se paira, por desgraça, no campo das atitudes snobs e literárias. Atingiu-se a última abominação, aquela que nas tradições bíblicas fazia chover o fogo do céu.
Urge a reacção pronta e implacável. À frente dela se levanta a nossa mocidade forte e resoluta. Nas nossas mãos brandimos o ferro em brasa que cicatriza as chagas.
A quem manda nós apontamos hoje a necessidade imperiosa de fazer justiça. É preciso que os livreiros honrados expulsem das suas casas os livros torpes. É necessário que os adeptos da infâmia caiam sob a alçada da lei, que um movimento enérgico de repressão castigue em nome do bem público.
Que a justiça venha e implacável!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Ai fé a quanto obrigas…
Aqui, onde vivo, pratica-se a fé durante toda a noite. É a banda, os foguetes, as romarias e os afins da religião. Tudo, penso, em nome da fé.
Ouvi mesmo dizer que há povoações que têm um altifalante para projectar a missa durante a noite toda. São as missas do parto na Madeira.
Precisava de dormir em paz, mas a fé dos outros tem sido o meu pesadelo… Resta virar-me para o som com o ouvido que ouve menos.
De resto, oremos sempre e o barulho esteja connosco. Ámen.
(Mas, sinceramente, não acho isto normal.)
Porque é Natal...
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Da arte da compensação*
Ai, há coisas que não mudam mesmo!
Carecer de, sentir falta de, ter/sentir saudade de
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Publicidade
99% dos anúncios que passam na televisão são para as mulheres e têm mulheres. Sinceramente, acho essa publicidade muito monótona e pouco criativa.
Ultimamente, do género masculino só o Pai Natal e o George Clooney, e, juro, se visse o último ao vivo, eu vomitava, pois já ando farta do anúncio do café.
Pior pior só mesmo a música do Pingo Doce!
Eu, forma-tadinha, me confesso
Sento-me em frente do computador. Tenho que avaliar os alunos mediante uma grelha já antes formatada por alguém.
Alguns alunos até mereciam o nível 3 ou 4 (1 a 4), no entanto, por muitos esforços que eu faça, é impossível, eles falharam em alguns pormenores. Eu até dava, mas a grelha é soberana.
Há alguns alunos que, ao longo desde período, arruinaram muitas vezes as aulas devido à falta de valores que insistem em não assimilar. Estes prejudicaram os colegas que até podiam ter ido mais além, no entanto, por muito que eu me esforce, vão ter um nível positivo como recompensa.
Sinto-me frustrada. Neste momento estou a introduzir o meu pensamento, a minha consciência, a minha sensibilidade e a minha experiência profissional numa grelha que desvaloriza o domínio sócio-afectivo. Assim seja. Ámen.
No momento da autoavaliação, tenho alunos a dizerem: “Vá lá, professora, dê-me mais 3 por cento no teste para conseguir o nível três”. Sim, porque a sua postura na aula e na comunidade pouco vale, e isso é do conhecimento global.
Preocupemo-nos em fazer grelhas, pois sem a entrega dessas não há reuniões de avaliação e sem as reuniões, não há férias de Natal.
Eu já tenho uma pasta cujo nome é “grelhados”, nela estão seis grelhas prontinhas a serem entregues. Faço votos que essas contribuam para um mundo melhor.
Stillness is a Lie
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sustenho a respiração indefinidamente ou faço uma birra?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Hás de cá vir e não ter (o hífen)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Do aluimento de todo um edifício conceptual*
domingo, 13 de dezembro de 2009
Lullaby de Domingo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Como me sinto no papel de avaliadora
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Woab: puella pulchra est
Boa Semana (a very special one)
domingo, 6 de dezembro de 2009
Isto não vem a propósito...
Lullaby de Domingo
sábado, 5 de dezembro de 2009
VI Jantar de Blogues da Madeira (vá, de twitteir@s, também).
Atempadamente o local da reunião da confraria será anunciado, assim que os últimos preparativos estejam ultimados.
Respeitosamente,
A organização.
Inscrições:
Woab
Baby Boy Slim - Madeira, Minha Vida
Patxocas - New Home
Su - Marakoka
Shinobi - My Asian Movies
Sancho Gomes - Conspiração às Sete
Blue - Pérolas Intemporais
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
"noves fora, nada!"
Os maldispostos pululam por todo lado. Só vejo nadas contrariados a boiar no meio do nada! Sinto-me também no meio do nada.
Há quem passe o tempo a reclamar que nos fins-de-semana não faz nada, a não ser trabalhar; outros a maldizerem do tempo que estão em casa, pois não têm tempo para nada e, ainda, outros a resmungarem que os feriados não lhes valem de nada, porque trabalham muito!
STOP! Eu é que não quero ouvir mais ninguém a falar dos seus “nadas”! Estou farta desses Nadas Cinzentos, Mal Encarados e Desagradáveis! Dos Nadas que nada contribuem para os meus nadas que se chamam Nadas Felizes Revitalizantes. Decididamente, não combinam com os meus nadas.
Eu considero-me uma pessoa que precisa de fazer mesmo nada, e adquiri, com o passar dos anos, a arte de nada fazer, sem remorsos e angústias. Cultivo, quando posso, essa difícil e incompreendida arte.
Nada é um aspecto fulcral para o meu equilíbrio, para não dizer mesmo essencial. Quando me sinto muito poluída com tudo e mais alguma coisa, mergulho no nada. Resulta.
Ficar um fim-de-semana fechada em casa a ler um livro do princípio ao fim, comer, dormir, “vegetar”, ver filmes… mudar a terra à plantinha, olhar os gatos dos vizinhos, ouvir a chuva a cair, ver o pôr-do-sol, beber uma cevada na varanda, enquanto aprecio as cores do mar e do céu, tentando prever o estado do tempo para amanhã… são os meus nadas deliciosos, as minhas pausas tão desejadas, as minhas reticências, o Meu-Bem-Me-Querer.
Depois, na segunda-feira, mais rica, com muita vontade de partilhar, criar e mais serena, saio de casa e regresso a tudo que ficou para fazer ou por fazer.
Explicar porque gosto fazer mesmo nada, é-me difícil e enerva todo o meu ser que passa a fazer e a acumular contas com as provas dos "noves fora, nada!".
O importante é mesmo saber fazer nada, em alguns momentos da nossa vida.























