sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ai que prazer ir de fim-de-semana!

O último grupo apresentou a actividade que eu propus no âmbito da matéria: "Texto Publicitário".
- Marca do serviço/produto: "Never Fat"-Ginásio - Slogan: "Nos seus tempos de lazer: muito exercício fazer, fazer, fazer, fazer.... com PRAZER! Entretanto, deu o toque de saída e lá fiquei eu sozinha.

O alcance do gesto

"O que é de facto a “escrita” senão uma imensa, imensa e insanável, melancolia pelo adeus, e consequente exílio, da coisa de que se fala, assim paradoxalmente a guardando?"
Fernanda Bernardo, Femininografia’s - Pensar-habitar-escrever o mundo no feminino, Apresentação no Congresso Feminista



De repente, numa manhã gradeada pela janela do escritório, trabalho no que adiei por demasiado tempo e descubro a doçura amarga da melancolia da separação, do adeus repetido em cada almoço fugaz, em cada papel de carta, em cada postal endereçado, ou mesmo no texto a proferir (ou proferido) numa conferência. E a minha gratidão é incomensurável. E o meu dia ainda mais feliz (se tal for possível).

Autoria da ilustração:  Egon Schiele

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pelos corredores da escola

bipi bipi bipi bipi bipi bipi (O espírito do Papa-Léguas é mais evidente à saída das aulas! E eu pergunto: De quê fogem eles?!! )

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

E se, de repente, alguém decidisse usar uma cópia do vosso BI para subscrever serviços a empresas que não confirmam os dados e os documentos? O que é que isso dá?

Penhora na certa!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"confronto"

(Imagem de Misha Gordon)
Nos meus sonhos gastos e cansados percebi nas harpas celtas e nas cítaras helénicas uma estranha voz: - a mensagem hiperbórea! Mas acordei e fiquei rosa descarnada imensa do nada e de novembros! Pardo de ironias pestilento de amarguras cegas na imensa e secular rotina em que nos perdemos. de Luiz Beira

Boa Semana


domingo, 24 de janeiro de 2010

Dit D'un Jour

Pour cerner d'un peu plus de tendresse ton nom

(Paul Éluard)

Faça-se a sua vontade

Anda tristonho, o Funes, que  rememora os tempos em que se deparava com o prazer secreto de uma frase - ou mesmo duas -  de Derrida, aqui no blog que seja seu.  É que aqui não é pecado, não precisa tocar nas bordas do livro ou sequer abri-lo. Apenas passar os olhos, como quem não quer ver ou ler, com a desculpa perfeita de eu o obrigar a deparar-se com tais textos indecifráveis. É verdade que nos últimos tempos não tenho trazido até aqui (que é como quem diz, até ao Funes) nada que (lhe) permita a degustação lenta e pouco culposa que reclama.
Assim, porque não o quero triste, ainda por cima hoje, cá vai um excertozinho com dedicatória:

"Quando me comprometo a dizer a verdade, comprometo-me a repetir a mesma coisa, um instante depois, dois instantes depois, no dia seguinte e, de certo modo, por toda a eternidade. "
O Gosto do Segredo, p. 97

Mais calminho agora?

Lullaby de Domingo


Bom dia.

Everybody knows
The dong that silence sings
And this was how it goes


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ó gato?

(a gata Deolinda)
Que fazes por aqui, ó gato? Que ambiguidade vens explorar? Senhor de ti, avanças, cauto, meio agastado e sempre a disfarçar o que afinal não tens e eu te empresto, ó gato, pesadelo lento e lesto, fofo pêlo, frio olhar! De que obscura força és a morada? Qual o crime de que foste testemunha? Que deus te deu a repentina unha que rubrica esta mão, aquela cara? Gato cúmplice de um medo ainda sem palavras, sem enredos, quem somos nós, teus donos ou teus servos? de Alexandre O´Neill

domingo, 17 de janeiro de 2010

...

Man Ray (Emanuel Rabinovitch)
In loco: "Casa das Mudas", Calheta (Madeira)
Alinhar ao centro

Como elas passaram por ali


E a isto se chama, com sobranceria paternalista, de divertimento. Porque há História e História. E alguma não interessa nada que se documente e inscreva nos anais.

(vídeo roubado no Jugular)

Lullaby de Domingo


(Lorenzo Mattotti)



Bom dia.

sábado, 16 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não sei o que fazer com isto

"Mulher minha, se me enganar, leva um tiro a meio da testa", ou "as mulheres só chulam os homens", "se uma mulher trabalhar depois anda pelos cafés e não quero uma mulher jogada aos outros" "Eu não digo mulheres como a professora, que são estudadas" e poderia continuar. Tem 17 anos, uma Mãe que alimenta estas sentenças e eu não sei o que fazer com isto.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Manifestação dos Impotentes, 18 Janeiro 1975, Expresso

clicar na imagem para aumentar
"Por outro lado, ficou ali publicamente demonstrado que numa sociedade com a portuguesa o proletariado feminino tem uma grande (e sem dúvida longo) trabalho a realizar. Nesta sociedade onde, com o maior dos à-vontades, se proclamam como conquistas elevadas aumentos de salários onde, para trabalho igual, as mulheres recebem dois terços dos dos homens. Nesta sociedade onde a mulher que se permite uma elementar independência é, potencialmente, uma puta. Nesta sociedade onde, sistematicamente, a mulher se encontra na mó de baixo. É precisamente esta sociedade filha da puta que o proletariado feminino precisa de lançar à cara dos honestos cidadãos e cidadãs que nela escondem a sua impotência e podridão inconsciente. Porque "na História, como na Natureza, a podridão é o laboratório da vida".

Nunca se queimaram sutiãs no Parque Eduardo VII

A história também se faz de mitos e mentiras que passam a factos sem nunca terem ocorrido. A memória é um processo que tende a ser trapalhão, com falta de rigor, a tropeçar nas nossas vontades e/ou receios.
Em Janeiro de 1975, o Movimento de Libertação das Mulheres (MLM) convoca uma manifestação no Parque Eduardo VII, na qual se previa a queima de vários símbolos da opressão das mulheres portuguesas, os quais incluiam tachos e panelas e um código civil, livros de autores machistas, entre outros (não li em parte alguma que os sutiãs estivessem incluídos). O que se terá passado, segundo testemunhas, foi vergonhoso. Uma contra-manifestação esperava as mulheres, talvez para lhes lembrar que a liberdade quando nasce, nem sempre é para tod@s. Num artigo de opinião, no Expresso, Júlio Henriques é claro: "Paradoxalmente, a esta manifestação responderam não as mulheres (em número mínimo), mas os homens. E a manifestação original (a convocada) transformou-se numa outra: a dos impotentes. A dos que têm como valores sagrados a sagrada trilogia 'trabalho, família e pátria (a que, em versão lusitaníssima, se deve acrescentar: deus). (...) Homens, jovens e de meia idade, que na miséria feminina não vêem senão a miséria, sem ver nela o seu lado subversivo - e muito menos a sua própria miséria de escravos assalariados". A UMAR relembra (mais uma vez) o evento.

"Elas entraram por aqui"

No dia em que se assinala 35 anos passados desde que a primeira manifestação feminista aconteceu, a UMAR retornará ao local do crime a fim de colocar os pontos em alguns i's:
Relembrar o opróbrio que constituiu a reacção de muitas pessoas que ali se reuniram para as insultar e vilipendiar. Desde então, fala-se nos soutiãs que (NÃO) foram queimados, em jeito de caricatura sobre o ocorrido (e que se tivessem queimado, que cada um responde pela sua própria roupa interior). Fala-se do que não aconteceu para ocultar o que de facto se passou: uma manifestação de mulheres que se viram, uma vez mais, agredidas em função das suas reivindicações que apenas reclamavam o óbvio: o fim das discriminações relativas à Mulher que o 25 de Abril não tinha reclamado.

*No Parque Eduardo VII, hoje, pelas 12h e 30min.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O dia não foi dia



Raúl Perez, claro 
(e sim, pela segunda vez no blog, mas tem mesmo que ser)

 Somaram-se horas nas paredes do edifício cor-de-rosa. E a porta ali mesmo, escancaradamente interdita pelas horas, as horas, uma pilha enorme de horas.

E já que está(mos) em Estádio de Sítio...

Podemos ir um pouco mais longe e imaginar o escriba a cantar a plenos pulmões "All By Myself" (deixo à vossa consideração qualquer outro exercício de imaginação).

Boa Semana

(na ordem do dia)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Por que razão não caem os céus?

Que fazer quando queremos escrever sobre algo e as palavras não são generosas connosco? Com frequência cada vez maior sou apenas tomada pelo assombro das experiências e sobre elas pouco consigo verbalizar. Emudecida. Pior - desapalavrada (permitam-me a liberdade, mas se me escapam posso também traí-las). Tudo isto porque queria aqui deixar algo em defesa de Ágora, que fui ver ontem, e não encontro a forma de o fazer. É que é difícil  não calar o aperto que senti ao ver estantes substituídas por estábulos, gente estrangulada por (em nome de) deus ; que me entendam, refiro-me àquele momento específico em que  queremos chorar copiosamente, soltar a angústia estrangulada na garganta e nada sobrevém a não ser uma tímida lágrima (ou duas) discretamente limpa na abençoada escuridão.
E naquela sala evoquei não só Hipátia (de que quase nada é sabido), mas também Sócrates, Tomás Morus, Tomás Campanella, Giordano Bruno, Galileu, Espinoza, Olympe de Gouges, Simone Weil e tantos/as outros/as que tiveram a coragem que a maior parte de nós, em circunstâncias semelhantes, seríamos incapazes de ter.

E agora, como então, com aflitiva persistência se ouve a secular e perigosa pergunta: afinal de contas, para que serve o conhecimento se não tiver utilidade imediata?

Cogitações avulsas de uma esquerdina

O elevado nível que tem pautado os posts sobre a vitória do novo líder do PS - Madeira diz muito do que por aí vem. Riem-se muito, dizem eles/elas. É um bonito e elevado espectáculo.

Lullaby de Domingo

É previsível, eu sei, mas (é uma das que) tenho cantado com ela.



La route chante, Quand je m'en vais.
Je fais trois pas, La route se tait.
La route est noire, À perte de vue.
Je fais trois pas, La route n'est plus.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Esta manhã acordei num País mais livre*

Post a ler no Conspiração às Sete, assinado pelo Jools.
(*obviamente que este título não é meu, mas também)


Da "arte" da Vilania

Subsídios para a prática da ignomínia com a maior cara de pau .


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Minha querida Dirim

Não é maravilhoso que o dia em que comemoras o teu aniversário se tenha tornado numa data tão emblemática?

Por cá temos memória

E gostaria de trazer novamente à baila um post redigido e publicado por Mr. Lekker, em finais de 2008. Ainda que o seu vaticínio não seja total, na verdade, na essência, acontece hoje. Temos pena que só agora se resolva a questão e que, ainda assim, apenas se resolva metade (a acreditar que será a proposta do PS a ser aprovada):

"FRACTURANTE
Eis a palavra que está na base da não aprovação do casamento homossexual no parlamento português. Junto a outros argumentos que são, simplesmente, idiotas, fracturante deu azo às mais diversas perspectivas sobre o assunto.

Começando pelo parlamento, onde a bancada que apoia o governo não aprovou a dita lei por esta ser (adivinhem lá)... fracturante e, desde logo, pouco pertinente. O que eu me vou rir se, e quando, estes que lá andam estiverem na oposição e apresentarem um projecto sobre o assunto.

Na blogosfera é possível ler outros arrazoados tendo por base o mesmo conceito. Minoriza-se a questão, sem mais, porque é fracturante e ser fracturante é coisa de esquerda. Como tudo o que é proposto pela esquerda é idiota, estalinista ou sem sentido, logo... Um verdadeiro argumento sólido! Como é claro, isso de paneleirices é só coisa de pessoal de esquerda.

Por fim, basta-nos dar um salto até à Virgínia e constatar o quão idiota toda esta discussão será dentro de alguns anos.

«Permitir o casamento entre pessoas de raças diferentes significaria necessariamente a degradação do casamento convencional, uma instituição que merece admiração em vez de execração»

«Deus todo-poderoso criou as raças branca, negra, amarela, malaia e vermelha e colocou-as em continentes diferentes. E se não tivéssemos interferido com esta disposição nem sequer estaríamos agora a falar de casamento entre pessoas de raças diferentes. O facto de ter separado as raças demonstra bem que Deus não queria que as raças se misturassem».

Sentença proferida por um juiz do Estado norte-americano da Virgínia que em 1967 condenou Mildred e Richard Loving pelo «crime de casamento inter-racial»



Até lá, e como diria o outro da televisão, façam o favor de ser felizes."

(post publicado a 25 de Outubro de 2008)

"The Girl With Many Eyes"


Para ti. Tu sabes porquê.


Contos Exemplares


E como é recorrente, ouvimos alguém afirmar que estamos perante alguém cujo comportamento é "exemplar", apesar de se falar em violência contra a companheira. Alguém cujo comportamento exemplar o leva a engendrar toda uma situação que permitiria fugir às responsabilidades. Estranho, ?


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Deixe(m) Homero em Paz

Dúvida houvesse, fica desfeita com esta vergonhosa entrevista de JCG. Termina como conduziu a sua liderança no PS: delirantemente patético.
A bem do Partido de oposição mais forte da Região, espero que gente como esta seja corrida e não tenhamos mais do mesmo.  Porque deste senhor e dos seus companheiros já vimos e reconhecemos o estilo; e esse foi votado nas últimas eleições.



Next!


"New" Kids On The Block

Estes meninos prometem e já constam ali do desenrolar de papiros. A Abertura das Hostilidades é, desde logo, um prenúncio do que por aí vem. Cá estaremos para ler.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mi Cama Es Su Cama

Esta blogger considera que os/as 90.000 assinantes da petição que defende o referendo em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo também devem assinar esta outra, nem que seja por uma questão de coerência.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Clap your hands say yeah*


 (imagem daqui)

Enquanto isto for permitido, nunca porei os pés numa tenda de circo.

*Sim, foi roubado a estes

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Também este blog está de luto

Li primeiramente no Declínio da Escola, saltei para o Público e terminei no Há Vida Em Marta. E faço do post dela o meu post: este blog está de luto pela morte de uma das minhas cantoras de eleição. Morreu Lhasa de Sela.

A primeira vez que ouvi Lhasa, eu não sabia que a estava a ouvir. Tinha acabado de comprar o cd de Stuart Staples e ouvia insistentemente That Leaving Fealing.
Anos depois, descubro-a em nome próprio no Entre Deus do Jorge C e tornei-me  ouvinte absoluta, recuperando o tempo perdido em que desconhecia a existência de  La Llorona e The Living Road, a par com o último álbum, simplesmente Lhasa.


 
Acabou.


Boa Semana

domingo, 3 de janeiro de 2010

Femiquê? Pra quê?

Saltam as vozes indignadas sempre que os lábios começam a formular a palavra feminismo, ou a expressão questões de género: que já não faz sentido, que há questões mais prementes, que as questões das minorias ( este então cansa-me desde logo) blá, blá, blá, enfim. O costume. E enquanto isso, discriminações como esta passam (quase) de fininho.


A culpa foi da chuva (e da Ceridwen)

Em noite de sábado de chuva, confinada aos aposentos e à conversa com Ceridwen, resisto à recomendação entusiasmada do filme que acabava de começar na 2. Fiz mal, porque perdi os primeiros minutos.



Quanto à banda sonora, sem palavras. Apenas ouvidos.

Lullaby de Domingo




sábado, 2 de janeiro de 2010

Mas já chegamos ao Continente? Ainda Bem!

Numa terra onde o que é de César continua escandalosamente misturado com o que é de Deus, finalmente começamos a ouvir vozes do lado de lá a questionar a orientação de uma Igreja que sendo maior que a Ilha se verga aos interesses políticos dessa dimensão. Fui surpreendida pela denúncia veemente da situação por parte do Padre Jardim Moreira Presidente da Rede europeia Anti-Pobreza, sobre o afastamento do Cónego Manuel Martins da Sé Catedral, após algumas homilias menos fantasiosas sobre a pobreza na Região.
A reacção do padre Marcos Gonçalves, em nome da Diocese, não faz mais do que reproduzir os tiques que tão bem conhecemos em outros quadrantes; é elevado o nível de argumentação quando se começa por dizer que o Padre Jardim Moreira tem é que se meter na sua vida (sic).  Nada de estranho, por cá. Desde sempre que o braço da Igreja se confunde com o braço do poder político, desde sempre tivemos subservientes a ocupar os cargos de decisão na Diocese em que o representante máximo sai de celebrações religiosas a fim de cumprir calendário político. 
Finalmente, já chegamos ao Continente. Finalmente começou-se a quebrar o silêncio e questionou-se que raio de gente é esta que fala em nome de Deus, mas apenas obedece a homens.

Passagens virtuais

O entusiasmo com o ano novo não passa desta página: a lullaby de despedida do ano e a lullaby de boas vindas ao novo é apenas uma operação mimética, de empatia para com quem termina os anos em Dezembro e os começa em Janeiro. Os meus anos  são outros e terminam no final de Julho e recomeçam em Setembro, quando preparo um novo percurso, quando colo fotografias numa caderneta e entro pela primeira vez na sala de aula para receber cada uma das novas turmas.
O meu Ano Novo não é de Janeiro e por isso já não  é novo. As minhas resoluções, quando as há, já foram tomadas há muito, quando decido que tentarei não me deixar envolver tanto ou embarcar na cantiga do Jeremias; este ano, pela primeira vez, tenho conseguido concretizar a recusa de  entregas de trabalho fora de prazo, apesar de todos os apelos à misericórdia que sei bem não passarem de engenhos. As restantes resoluções ainda estão por cumprir.
Não sei como começou o vosso ano, mas o meu já começou há muito e avanço agora para o segundo round.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Recordando "outros tempos"

Durante o primeiro período, andei às voltas com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner. Foi um percurso muito caro para mim, pois, noutros tempos, vivi-o intensamente.
Surpreendentemente, fui reencontrá-lo na internet.

Woab, lembras-te?

O Baú de Leitura e o Núcleo de Teatro
A Despertar da Escola Básica e
Secundária Professor Doutor
Francisco de Freitas Branco apresentaram um
Espectáculo Natalício no Centro Cultural e de
Congressos do Porto Santo.
Subordinado ao tema “Azevinho, Magia e
Palavras de Amor”, este evento contou com a
participação de alunos e professores de várias
turmas.
(...) uma peça teatral envolta
num conto natalício O Cavaleiro da Dinamarca,
de Sophia de Mello Breyner Andresen.

In Boletim Municipal do Porto Santo - (Outubro de Dezembro de 2003)

Primeira citação do ano


Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
Almada Negreiros

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Pequenos apontamentos de uma blogger ensonada

O jantar correu muito bem, graças ao Eduardo que organizou a coisa de forma primorosa. A Patxocas já disse quase tudo o que havia a dizer; resta-me apenas acrescentar que a maçã caramelizada acompanhada pelo lombo de porco correspondeu às expectativas e que a conversação foi tão sugestiva que não resisti e já consta da minha cabeceira Os Homens que Odeiam as Mulheres.
 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bom ano 2010

Haveria muito para dizer, escrever, discutir, explanar, etc e tal, mas já não tenho tempo!
O tempo voa e eu, neste momento, não tenho nenhum muso (estou fartinha de o invocar... et rien!) que me inspire, por isso nada de surpreendente e digno de uma despedida de ano me aflui à ideia.
Mas, ainda assim, quero, este ano, poder partilhar uma musiquinha que, estrategicamente, espetei aqui para poder demonstrar o meu refinado gosto musical e alcançar o meu objectivo principal, a saber: votos d´UM EXCELENTE ANO 2010 para todos nós!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Almas Mortas*

Sempre me confessei leitora e admiradora da Isabela. Ainda que não tenha, porenquanto, mergulhado na leitura do seu livro acabado de sair, tenho a certeza que nos presenteia com a escrita a que nos habituou ao longo dos anos. O destaque na Ípsilon é mais que merecido; mas com a justeza do mesmo, vem por arrasto a grosseria habitual que grassa nas páginas de comentários a que o Público nos habituou. É que, parece-me, existe uma diferença entre liberdade de expressão e a libertinagem do linguajar próprio dos espíritos mesquinhos. Para já, apenas posso manifestar a minha solidariedade para com a autora e o completo nojo por gente que não chega a sê-lo completamente. Quero acreditar que a maioria dos/das portugueses/as não é tão bacoca, mal educada e mal intencionada quanto as páginas de comentários do Público testemunham. 

*título roubado a Gogol.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Post mais inútil desta série

Nos últimos cinco anos registo com agrado a picardia com Funes, El Memorioso. Dizem (mas quem?) que no meio (da década?) é que está a virtude (na realidade são quatro anos, já que este blog tem quatro anos e o Funes só nos descobriu a careca lá para meados de 2006 ou até 2007).

Um post tão inútil quanto o anterior

O ano que agora finda cheira a um livro acabado de abrir. Quase todo o meu universo(zinho) passa por aí: no rastro que os livros deixam.

Um post absolutamente inútil

Desta década registo apenas uma mudança radical: ingressei no universo laboral e passei a saber quanto é  que  a casa gasta (literalmente).

Bom Ano!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lullaby de Domingo

Cause people often talk about being scared of change
But for me I'm more afraid of things staying the same
Cause the game is never won by standing in any one place for too long



My Private Lord a fechar o ano. Obviamente.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Beautiful boy

Close your eyes Have no fear The monster's gone He's on the run and your daddy's here Beautiful, beautiful, beautiful Beautiful boy Beautiful, beautiful, beautiful Beautiful boy John Lennon - Beautiful boy

"Nós sabemo-lo bem"

Nós juramos ao mundo a sagrada promessa da areia,
Nós juramo-la de boa vontade,
Nós juramo-la bem alto de cima dos telhados do sono sem sonhos
e agitamos o cabelo branco do tempo...

Eles gritam : Vós blasfemais!

Nós já sabemos isso há muito tempo.
Já sabemos isso há muito tempo, mas que fazer?
Vós moeis no moinho da morte a branca farinha da promessa
Vós colocai-la à frente dos nossos irmãos e irmãs �

Nós agitamos o cabelo branco do tempo.

Vós avisais-nos: vós blasfemais! 
Nós sabemo-lo bem:
caia a culpa sobre nós.
Caia a culpa de todos os avisos e sinais sobre nós
e venha o mar gorgolejante,
a couraçada rajada da conversão,
o dia da meia-noite,
que venha o que nunca foi!

Venha um homem da sepultura.


Paul Célan 
Tardio e Profundo 
 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Natal até pode ser na Páscoa

O Natal é quando e onde o Homem quer... Feliz Natal a todos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)

Quando o público soube que os estudantes de Lisboa, nos intervalos de dizer obscenidades às senhoras que passam, estavam empenhados em moralizar toda a gente, teve uma exclamação de impaciência. Sim - exactamente a exclamação que acaba de escapar ao leitor...Ser novo é não ser velho. Ser velho é ter opiniões. Ser novo é não querer saber de opiniões para nada. Ser novo é deixar os outros ir em paz para o Diabo com as opiniões que têm, boas ou más - boas ou más, que a gente nunca sabe com quais é que vai para o Diabo. 
Os moços da vida das escolas intrometem-se com os escritores que não passam pela mesma razão porque se intrometem com as senhoras que passam. Se não sabem a razão antes de lha dizer, também a não saberiam depois. Se a pudessem saber, não se intrometeriam nem com as senhoras nem com os escritores.
Bolas para a gente ter que aturar isto! Ó meninos: estudem, divirtam-se e calem-se. Estudem ciências, se estudam ciências; estudem artes, se estudam artes; estudem letras, se estudam letras. Divirtam-se com mulheres, se gostam de mulheres; divirtam-se de outra maneira, se preferem outra. Tudo está certo, porque não passa do corpo de quem se diverte. Mas quanto ao resto calem-se. Calem-se o mais silenciosamente possível.
Porque há só duas maneiras de se ter razão. Uma é calar-se, que é a que convém aos novos A outra é contradizer-se, mas só alguém de mais idade a pode cometer.
Tudo mais é uma grande maçada para quem está presente por acaso. E a sociedade em que  nascemos  é o lugar onde mais por acaso estamos presentes.
Europa , 1923.
Fernando Pessoa


Mudam-se os Tempos... e as Vontades? (se calhar, ou nem por isso)

Estou fascinada com toda a história que rodeia a pulbicação de As Canções de António Botto.Então, como agora, os/as detentores/as da moral e bons costumes apressaram-se a cerrar fileiras e a trocar galhardetes.  Raul Leal redige um texto - Sodoma Divinizada - que incedeia a facção que carrega a bandeira da moral e dos bons costumes, à altura carregada pelos... estudantes de Lisboa. Assim, cá vos deixo o texto inspirado com que os piedosos estudantes se dirigiram aos homens honrados (uma expressão que, a esta distância, se me afigura de uma comicidade ímpar):


AOS PODERES CONSTITUÍDOS E A TODOS OS HOMENS HONRADOS DE PORTUGAL
(pela Liga de Acção de Estudantes de Lisboa) 

Não vimos tratar de política, nem trazemos também um novo programa de partido, pronto a salvar o país.
Simplesmente, na nossa função de trabalhadores do Espírito e de soldados da Ciência, entendemos que é chegado o momento do erguermos a nossa voz para ser escutada por todos aqueles que a possam compreender.
A situação de Portugal é desgraçada.
Profundamente e totalmente.
A nós, fere-nos mais de perto, na nossa sensibilidade, a parte moral e intelectual da derrocada que nos rodeia.
É dela que vimos falar.
Não queremos agora aprofundar causas ou apontar responsabilidades. Basta que constatemos os factos e apontemos o caminho a seguir.
De dia para dia o mal é mais fundo e mais avassalador. Derrubaram-se todas as fronteiras do espírito entre a inteligência e a loucura, entre a beleza e a perversão.
Mascarados em mil hipocrisias literárias, em pseudofilosofias extravagantes, encobrindo a sua animalidade em frágeis farrapos de escolas inverosímeis, todos os baixos instintos humanos, numa liberdade desvairada, se erguem, alastram, dominam como flores de pântano no crepúsculo triste duma terra abandonada.
É contra essa dispersão, contra essa inversão da inteligência, da moral e da sensibilidade, que nós gritamos numa revolta sagrada da nossa dignidade de homens, o protesto vibrante dos que não deixam cerrar os seus olhos à luz da Verdade.
Já não se paira, por desgraça, no campo das atitudes snobs e literárias. Atingiu-se a última abominação, aquela que nas tradições bíblicas fazia chover o fogo do céu.
Urge a reacção pronta e implacável. À frente dela se levanta a nossa mocidade forte e resoluta. Nas nossas mãos brandimos o ferro em brasa que cicatriza as chagas.
A quem manda nós apontamos hoje a necessidade imperiosa de fazer justiça. É preciso que os livreiros honrados expulsem das suas casas os livros torpes. É necessário que os adeptos da infâmia caiam sob a alçada da lei, que um movimento enérgico de repressão castigue em nome do bem público.
Que a justiça venha e implacável!


domingo, 20 de dezembro de 2009

Ai fé a quanto obrigas…

Aqui, onde vivo, pratica-se a fé durante toda a noite. É a banda, os foguetes, as romarias e os afins da religião. Tudo, penso, em nome da fé.

Ouvi mesmo dizer que há povoações que têm um altifalante para projectar a missa durante a noite toda. São as missas do parto na Madeira.

Precisava de dormir em paz, mas a fé dos outros tem sido o meu pesadelo… Resta virar-me para o som com o ouvido que ouve menos.

De resto, oremos sempre e o barulho esteja connosco. Ámen.

(Mas, sinceramente, não acho isto normal.)

Porque é Natal...

Dead Can Dance: vale a pena ouvir e ver:

Lullaby de Domingo



Dispensa apresentações.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Da arte da compensação*

Prometeram-me uma noite com Nick Cave (calma, a ouvir NC). Impraticável, face ao estado lastimável em que o meu cérebro se encontra. Resta-me isto. Não é a mesma coisa.

Ai, há coisas que não mudam mesmo!

Frei Francisco da Ilha da Madeira (Século XVIII)
“ A 13 de Setembro de 1690, Frei Mathias de Mattos, sacerdote e pregador professo da Ordem de São Jerónimo, pediu audiência à Mesa do Santo Ofício, desejando confessar-se. Declarou que no princípio da Quaresma daquele ano trava conhecimento com um jovem corista, Frei Francisco da Ilha da Madeira, morador no mesmo convento, no Convento de Belém. Disse que, desejando o jovem o seu apoio a fim de ser enviado a estudar no Colégio, Frei Francisco lhe escrevera algumas cartas «cheias de palavras amorosas». O conteúdo dessas cartas era suficiente para que ambos sofressem o castigo máximo da Inquisição. Sobrevivendo aos séculos, seis cartas foram encontradas na Torre do Tombo, em Lisboa, todas elas escritas por Frei Francisco. (…) Carta Primeira Meu feitiçozinho, meu cãozinho: Esta tarde te vi passar com o irmão de Frei Bento. Bem te vi chegar para a porta da horta onde estávamos, e por uma greta te vi o teu lindo rostinho, e a tua boquinha que lhe desejei dar um beijinho de língua. E de tal sorte me vi estonteado que estive para ir após de ti pela porta fora. De tal sorte me vi embebido, que cheguei a dar passos para o fazer, quando me lembrei que estavam ali coristas. (…) Ai meu menino, que há de ser mim se me falta a tua vista! Que há de ser de mim se logro a tua vista por bocadinhos. Tomara de estar sempre, sempre (te) vendo! Mas, ai que não tenho liberdade para isso, por isso morro, por isso acabo sem que tu me acudas. Ora acode, acode cãozinho, a teu, a teu coraçãozinho, ora acode, sim, sim, sim, ai meu coraçãozinho, dá-me os teus bracinhos porque aí quero morrer.” In Cartas de Amor de Grandes Homens, de Úrsula Doyle, Bertrand Editora, Lisboa, 2009 Pois... segundo Álvaro Campos " As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas."

Carecer de, sentir falta de, ter/sentir saudade de

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Publicidade

99% dos anúncios que passam na televisão são para as mulheres e têm mulheres. Sinceramente, acho essa publicidade muito monótona e pouco criativa.

Ultimamente, do género masculino só o Pai Natal e o George Clooney, e, juro, se visse o último ao vivo, eu vomitava, pois já ando farta do anúncio do café.

Pior pior só mesmo a música do Pingo Doce!

Eu, forma-tadinha, me confesso

Sento-me em frente do computador. Tenho que avaliar os alunos mediante uma grelha já antes formatada por alguém.

Alguns alunos até mereciam o nível 3 ou 4 (1 a 4), no entanto, por muitos esforços que eu faça, é impossível, eles falharam em alguns pormenores. Eu até dava, mas a grelha é soberana.

Há alguns alunos que, ao longo desde período, arruinaram muitas vezes as aulas devido à falta de valores que insistem em não assimilar. Estes prejudicaram os colegas que até podiam ter ido mais além, no entanto, por muito que eu me esforce, vão ter um nível positivo como recompensa.

Sinto-me frustrada. Neste momento estou a introduzir o meu pensamento, a minha consciência, a minha sensibilidade e a minha experiência profissional numa grelha que desvaloriza o domínio sócio-afectivo. Assim seja. Ámen.

No momento da autoavaliação, tenho alunos a dizerem: “Vá lá, professora, dê-me mais 3 por cento no teste para conseguir o nível três”. Sim, porque a sua postura na aula e na comunidade pouco vale, e isso é do conhecimento global.

Preocupemo-nos em fazer grelhas, pois sem a entrega dessas não há reuniões de avaliação e sem as reuniões, não há férias de Natal.

Eu já tenho uma pasta cujo nome é “grelhados”, nela estão seis grelhas prontinhas a serem entregues. Faço votos que essas contribuam para um mundo melhor.

Stillness is a Lie

I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)

The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)

God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)

Sylvia Plath 

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hás de cá vir e não ter (o hífen)

Numa caixa de comentários, em fim de dia, escrevo com toda a naturalidade hás-de.  E contudo, finam-se os tempos da segunda pessoa do singular do verbo haver tal como a conhecemos.  É a cerimónia do adeus* (forçado).
* Título roubado a Simone de Beauvoir, que não há(-)de ficar assim tão irritada com o abuso de confiança.**
**Este é o perfeito exemplo de post idiota que me ocorre quando ando a fazer a figurinha a que a HG aludiu neste post.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Lullaby de Domingo

Domingo bilingue:



A esta altura será qualquer coisa do género...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Woab: puella pulchra est

O nosso belo pássaro, perdão, "pássara"?! Veio cheio de encantos com os cantos seus e que também são nossos, vossos e de quem os apanhar. As asas o sol queimou e logo, Se não tiver cuidado, As pestanas queimará Com tantas velas que tem para soprar e apagar. lá lá lá lá lá lá lá lá nesta data mui querida.

Boa Semana (a very special one)

Dedicated to you

domingo, 6 de dezembro de 2009

Isto não vem a propósito...

mas eu lembrei-me da canção da Falsa Tartaruga in Alice no País das Maravilhas, porque alguém que eu já não via há muito tempo e por quem tenho muita estima, apreço e muita amizade, no momento em que nos despedíamos, disse-me: "H., é sempre bom vermos esse teu ar sereno e calmo". BEAUTIFUL Soup, so rich and green, Waiting in a hot tureen! Who for such dainties would not stoop? Soup of the evening, beautiful Soup! Soup of the evening, beautiful Soup! Beau--ootiful Soo-oop! Beau--ootiful Soo-oop! Soo--oop of the e--e--evening, Beautiful, beautiful Soup! Beautiful Soup! Who cares for fish, Game, or any other dish? Who would not give all else for two Pennyworth only of Beautiful Soup? Pennyworth only of beautiful Soup? Beau--ootiful Soo-oop! Beau--ootiful Soo-oop! Soo--oop of the e--e--evening, Beautiful, beauti--FUL SOUP! Beautiful Soup - a poem by Lewis Carroll (Post scriptum: Daniel, se me deixares ficar na tua casa e comeres sempre tão bem a sopa como hoje, prometo contar-te uma história.)

Lullaby de Domingo



Voltei a Madrugada. Que querem? Há dias que só eles rodam nas minhas viagens.

sábado, 5 de dezembro de 2009

VI Jantar de Blogues da Madeira (vá, de twitteir@s, também).




Imbuídas/os do espírito natalício característico da época, temos o prazer de vos anunciar que o tradicional jantar de Natal/Novo Ano da blogosfera madeirense está agendado para dia 30 de Dezembro, uma espécie de final feliz para o ano 2009, onde engendraremos as principais estratégias para a época bloguística de 2010. Como tal, as/os interessadas/os devem inscrever-se nos seguintes locais: Madeira, Minha Vida, ou aqui mesmo. Poderão também enviar a inscrição para os nossos endereços virtuais.
Atempadamente o local da reunião da confraria será anunciado, assim que os últimos preparativos estejam ultimados.

Respeitosamente,
A organização.

Inscrições:
Woab
Baby Boy Slim - Madeira, Minha Vida
Patxocas - New Home
Su - Marakoka
Shinobi - My Asian Movies
Sancho Gomes - Conspiração às Sete
Blue - Pérolas Intemporais  

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

RRRRRRRRRR

"noves fora, nada!"

Os maldispostos pululam por todo lado. Só vejo nadas contrariados a boiar no meio do nada! Sinto-me também no meio do nada.

Há quem passe o tempo a reclamar que nos fins-de-semana não faz nada, a não ser trabalhar; outros a maldizerem do tempo que estão em casa, pois não têm tempo para nada e, ainda, outros a resmungarem que os feriados não lhes valem de nada, porque trabalham muito!

STOP! Eu é que não quero ouvir mais ninguém a falar dos seus “nadas”! Estou farta desses Nadas Cinzentos, Mal Encarados e Desagradáveis! Dos Nadas que nada contribuem para os meus nadas que se chamam Nadas Felizes Revitalizantes. Decididamente, não combinam com os meus nadas.

Eu considero-me uma pessoa que precisa de fazer mesmo nada, e adquiri, com o passar dos anos, a arte de nada fazer, sem remorsos e angústias. Cultivo, quando posso, essa difícil e incompreendida arte.

Nada é um aspecto fulcral para o meu equilíbrio, para não dizer mesmo essencial. Quando me sinto muito poluída com tudo e mais alguma coisa, mergulho no nada. Resulta.

Ficar um fim-de-semana fechada em casa a ler um livro do princípio ao fim, comer, dormir, “vegetar”, ver filmes… mudar a terra à plantinha, olhar os gatos dos vizinhos, ouvir a chuva a cair, ver o pôr-do-sol, beber uma cevada na varanda, enquanto aprecio as cores do mar e do céu, tentando prever o estado do tempo para amanhã… são os meus nadas deliciosos, as minhas pausas tão desejadas, as minhas reticências, o Meu-Bem-Me-Querer.

Depois, na segunda-feira, mais rica, com muita vontade de partilhar, criar e mais serena, saio de casa e regresso a tudo que ficou para fazer ou por fazer.

Explicar porque gosto fazer mesmo nada, é-me difícil e enerva todo o meu ser que passa a fazer e a acumular contas com as provas dos "noves fora, nada!".

O importante é mesmo saber fazer nada, em alguns momentos da nossa vida.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

“Mas que chegava a este ponto – quem é que ia imaginar?”

O problema está exactamente no facto de só acordarmos quando as coisas chegam "a este ponto". Todos/as sabiam que ele lhe batia, mas até chegar a este ponto...
Quando nos convenceremos que esta é uma problemática embebida na forma como nos estruturamos enquanto sociedade? Que permitimos que a banalização da violência só nos provoque alguma reacção aquando destes casos extremos? Chegará o dia em que actuaremos na génese e não apenas na remediação do problema?


Boa Semana

domingo, 29 de novembro de 2009

Dúvida que me atormenta nos tempos livres (que são muito poucos)

Ou: O acordo ortográfico provoca-*me insónias.

Alguém me pode explicar (por miúdos) a justificação para a suspensão do hífen no presente indicativo do verbo haver?
Agradecida.

*Este pode ficar, não? Ufa!

Lullaby de Domingo



Já terminou sábado e eu com tanto que fazer.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Arcade Fire

Subsídios para a discussão com C. (ad eternum)

"Eu digo a palavra porque acredito que aquilo que não dizemos nós também não vemos, não reconhecemos ou lembramos. O que não dizemos transforma-se num segredo, e segredos, muitas vezes, criam vergonha, medos e mitos."
Glória Steinem in prefácio de Monólogos da Vagina
 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ai, minha vida!

"- Professorááááááá, dê-me o número do 112, a Jéssica está mal!!!!!!" "- Diz, aqui, no exercício da produção de escrita, que o texto deve ter, no mínimo, 110 palavras. Professora, pode ser umas palavras quaisquer?"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma história natalícia

História da Menina Louca Procuraram toda a casa, toda a terra, Ninguém a achava. Ela estava no telhado atrás da chaminé, Olhava as estrelas e cantava. Estava tão feliz e sossegada! Olhava as estrelas e cantava. Meu Deus, está louca! Vamos levá-la. Estava tão feliz! Olhava as estrelas e cantava. in Um Ritmo Perdido, de Ana Hatherly (Obrigada, amigo, foi uma boa forma de iniciar o dia)