domingo, 10 de janeiro de 2010

Lullaby de Domingo

É previsível, eu sei, mas (é uma das que) tenho cantado com ela.



La route chante, Quand je m'en vais.
Je fais trois pas, La route se tait.
La route est noire, À perte de vue.
Je fais trois pas, La route n'est plus.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Esta manhã acordei num País mais livre*

Post a ler no Conspiração às Sete, assinado pelo Jools.
(*obviamente que este título não é meu, mas também)


Da "arte" da Vilania

Subsídios para a prática da ignomínia com a maior cara de pau .


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Minha querida Dirim

Não é maravilhoso que o dia em que comemoras o teu aniversário se tenha tornado numa data tão emblemática?

Por cá temos memória

E gostaria de trazer novamente à baila um post redigido e publicado por Mr. Lekker, em finais de 2008. Ainda que o seu vaticínio não seja total, na verdade, na essência, acontece hoje. Temos pena que só agora se resolva a questão e que, ainda assim, apenas se resolva metade (a acreditar que será a proposta do PS a ser aprovada):

"FRACTURANTE
Eis a palavra que está na base da não aprovação do casamento homossexual no parlamento português. Junto a outros argumentos que são, simplesmente, idiotas, fracturante deu azo às mais diversas perspectivas sobre o assunto.

Começando pelo parlamento, onde a bancada que apoia o governo não aprovou a dita lei por esta ser (adivinhem lá)... fracturante e, desde logo, pouco pertinente. O que eu me vou rir se, e quando, estes que lá andam estiverem na oposição e apresentarem um projecto sobre o assunto.

Na blogosfera é possível ler outros arrazoados tendo por base o mesmo conceito. Minoriza-se a questão, sem mais, porque é fracturante e ser fracturante é coisa de esquerda. Como tudo o que é proposto pela esquerda é idiota, estalinista ou sem sentido, logo... Um verdadeiro argumento sólido! Como é claro, isso de paneleirices é só coisa de pessoal de esquerda.

Por fim, basta-nos dar um salto até à Virgínia e constatar o quão idiota toda esta discussão será dentro de alguns anos.

«Permitir o casamento entre pessoas de raças diferentes significaria necessariamente a degradação do casamento convencional, uma instituição que merece admiração em vez de execração»

«Deus todo-poderoso criou as raças branca, negra, amarela, malaia e vermelha e colocou-as em continentes diferentes. E se não tivéssemos interferido com esta disposição nem sequer estaríamos agora a falar de casamento entre pessoas de raças diferentes. O facto de ter separado as raças demonstra bem que Deus não queria que as raças se misturassem».

Sentença proferida por um juiz do Estado norte-americano da Virgínia que em 1967 condenou Mildred e Richard Loving pelo «crime de casamento inter-racial»



Até lá, e como diria o outro da televisão, façam o favor de ser felizes."

(post publicado a 25 de Outubro de 2008)

"The Girl With Many Eyes"


Para ti. Tu sabes porquê.


Contos Exemplares


E como é recorrente, ouvimos alguém afirmar que estamos perante alguém cujo comportamento é "exemplar", apesar de se falar em violência contra a companheira. Alguém cujo comportamento exemplar o leva a engendrar toda uma situação que permitiria fugir às responsabilidades. Estranho, ?


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Deixe(m) Homero em Paz

Dúvida houvesse, fica desfeita com esta vergonhosa entrevista de JCG. Termina como conduziu a sua liderança no PS: delirantemente patético.
A bem do Partido de oposição mais forte da Região, espero que gente como esta seja corrida e não tenhamos mais do mesmo.  Porque deste senhor e dos seus companheiros já vimos e reconhecemos o estilo; e esse foi votado nas últimas eleições.



Next!


"New" Kids On The Block

Estes meninos prometem e já constam ali do desenrolar de papiros. A Abertura das Hostilidades é, desde logo, um prenúncio do que por aí vem. Cá estaremos para ler.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mi Cama Es Su Cama

Esta blogger considera que os/as 90.000 assinantes da petição que defende o referendo em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo também devem assinar esta outra, nem que seja por uma questão de coerência.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Clap your hands say yeah*


 (imagem daqui)

Enquanto isto for permitido, nunca porei os pés numa tenda de circo.

*Sim, foi roubado a estes

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Também este blog está de luto

Li primeiramente no Declínio da Escola, saltei para o Público e terminei no Há Vida Em Marta. E faço do post dela o meu post: este blog está de luto pela morte de uma das minhas cantoras de eleição. Morreu Lhasa de Sela.

A primeira vez que ouvi Lhasa, eu não sabia que a estava a ouvir. Tinha acabado de comprar o cd de Stuart Staples e ouvia insistentemente That Leaving Fealing.
Anos depois, descubro-a em nome próprio no Entre Deus do Jorge C e tornei-me  ouvinte absoluta, recuperando o tempo perdido em que desconhecia a existência de  La Llorona e The Living Road, a par com o último álbum, simplesmente Lhasa.


 
Acabou.


Boa Semana

domingo, 3 de janeiro de 2010

Femiquê? Pra quê?

Saltam as vozes indignadas sempre que os lábios começam a formular a palavra feminismo, ou a expressão questões de género: que já não faz sentido, que há questões mais prementes, que as questões das minorias ( este então cansa-me desde logo) blá, blá, blá, enfim. O costume. E enquanto isso, discriminações como esta passam (quase) de fininho.


A culpa foi da chuva (e da Ceridwen)

Em noite de sábado de chuva, confinada aos aposentos e à conversa com Ceridwen, resisto à recomendação entusiasmada do filme que acabava de começar na 2. Fiz mal, porque perdi os primeiros minutos.



Quanto à banda sonora, sem palavras. Apenas ouvidos.

Lullaby de Domingo




sábado, 2 de janeiro de 2010

Mas já chegamos ao Continente? Ainda Bem!

Numa terra onde o que é de César continua escandalosamente misturado com o que é de Deus, finalmente começamos a ouvir vozes do lado de lá a questionar a orientação de uma Igreja que sendo maior que a Ilha se verga aos interesses políticos dessa dimensão. Fui surpreendida pela denúncia veemente da situação por parte do Padre Jardim Moreira Presidente da Rede europeia Anti-Pobreza, sobre o afastamento do Cónego Manuel Martins da Sé Catedral, após algumas homilias menos fantasiosas sobre a pobreza na Região.
A reacção do padre Marcos Gonçalves, em nome da Diocese, não faz mais do que reproduzir os tiques que tão bem conhecemos em outros quadrantes; é elevado o nível de argumentação quando se começa por dizer que o Padre Jardim Moreira tem é que se meter na sua vida (sic).  Nada de estranho, por cá. Desde sempre que o braço da Igreja se confunde com o braço do poder político, desde sempre tivemos subservientes a ocupar os cargos de decisão na Diocese em que o representante máximo sai de celebrações religiosas a fim de cumprir calendário político. 
Finalmente, já chegamos ao Continente. Finalmente começou-se a quebrar o silêncio e questionou-se que raio de gente é esta que fala em nome de Deus, mas apenas obedece a homens.

Passagens virtuais

O entusiasmo com o ano novo não passa desta página: a lullaby de despedida do ano e a lullaby de boas vindas ao novo é apenas uma operação mimética, de empatia para com quem termina os anos em Dezembro e os começa em Janeiro. Os meus anos  são outros e terminam no final de Julho e recomeçam em Setembro, quando preparo um novo percurso, quando colo fotografias numa caderneta e entro pela primeira vez na sala de aula para receber cada uma das novas turmas.
O meu Ano Novo não é de Janeiro e por isso já não  é novo. As minhas resoluções, quando as há, já foram tomadas há muito, quando decido que tentarei não me deixar envolver tanto ou embarcar na cantiga do Jeremias; este ano, pela primeira vez, tenho conseguido concretizar a recusa de  entregas de trabalho fora de prazo, apesar de todos os apelos à misericórdia que sei bem não passarem de engenhos. As restantes resoluções ainda estão por cumprir.
Não sei como começou o vosso ano, mas o meu já começou há muito e avanço agora para o segundo round.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Recordando "outros tempos"

Durante o primeiro período, andei às voltas com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner. Foi um percurso muito caro para mim, pois, noutros tempos, vivi-o intensamente.
Surpreendentemente, fui reencontrá-lo na internet.

Woab, lembras-te?

O Baú de Leitura e o Núcleo de Teatro
A Despertar da Escola Básica e
Secundária Professor Doutor
Francisco de Freitas Branco apresentaram um
Espectáculo Natalício no Centro Cultural e de
Congressos do Porto Santo.
Subordinado ao tema “Azevinho, Magia e
Palavras de Amor”, este evento contou com a
participação de alunos e professores de várias
turmas.
(...) uma peça teatral envolta
num conto natalício O Cavaleiro da Dinamarca,
de Sophia de Mello Breyner Andresen.

In Boletim Municipal do Porto Santo - (Outubro de Dezembro de 2003)

Primeira citação do ano


Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
Almada Negreiros