terça-feira, 16 de junho de 2009

Passar o dia a trautear:





Irra!

Caro Vítor

Então a gente não entende? Claro que entende o teu ponto de vista, não é preciso fazer beicinho.
Vá, temos pena que tenhas sido ingénuo, mas o que interessa é que aprendeste a lição. Para a próxima fazes melhor. Não há problema, que o pessoal não se chateia.
Sinceramente,
Woab, uma contribuinte.

domingo, 14 de junho de 2009

Irritações dominicais

Mas quando é que este idiota da Confap é metido no lugar? Quando é que este senhor é avaliado pelas enormidades que tem vindo a vomitar cá para fora? Ou será que a criatura ainda não percebeu que os/as amiguinhos/as do ME não estarão lá por muito mais tempo?
Em todo o tempo de serviço que tenho (que não será muito, mas ainda assim não é risível) que conheço professora/es que preparam os/as alunos/as para além das aulas obrigatórias, quando estes serão submetidos/as a exames. Eu própria já o fiz quando ainda havia exame em Psicologia. As aulas não são obrigatórias e inclusive temos alunos/as que não as frequentam - geralmente os que delas mais necessitam, curiosamente. E tenho para mim que a maioria dos /as professoras/es não as dá porque acha que está a ser avaliada/o.

Oração da noite




A partir de uma twittada (???) com a Maria Velho (que neste momento suspira por um País Dançante), a partir de hoje encerrarei os meus dias com uma prece:
My Private Lord, permita que tenha uma noite descansada, todinha a sonhar consigo.

Adenda: Isto promete. O Senhor afirma que só cá está pela minha alma. Eu acredito, claro.

Lullaby de Domingo




Uma das mais bonitas faixas que conheço e cuja lírica convida a cortar os pulsos.

sábado, 13 de junho de 2009

Interrupções

Hoje nasceu-me o Verão*. Uma tarde magnífica assinalada pela limpidez das águas, convidou a que voltasse às memórias de infância no local do costume. Fui a banhos e há anos que não tinha esta sensação de regresso a casa, sem que os homens de (calção) vermelho me incomodassem. As espreguiçadeiras conspurcam o lugar que já foi livre, mas bastou-me fechar os olhos para que o passado regresse por instantes. Os sons ainda são os mesmos e as braçadas até ao limite aparentemente também. Parece-me que o segredo está em começar quando os outros (quase) terminam...

*Apenas um pequeno assomo, que voltei já à usura das avaliações tão características deste período.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nada que a Naomi Wolf já não tenha dito...

Disciplina musical

Nunca fui adepta do ouvido à escuta dons sons emitidos por um aparelho radiofónico. No carro, ouço as minhas escolhas musicais e em casa, quando trabalho, acontece o mesmo. Isto significa que sou uma ignorante radiofónica, em relação às várias estações e a eventuais programas interessantes.
Há sensivelmente dois anos que Pêssego aka Tangerina aka Couve e não me lembro que mais (ou melhor, para mim será também o gato de Schrödinger) me recomenda a audição da rádio Radar. Eu ouço uma, duas ou três vezes e depois regresso à rotina da mutez radiofónica. Esqueço-me do ritual de procurar na net e colocar a tocar a transmissão online. Há uns meses, Pêssego (etc, etc) recomendou-me um programa em específico da referida estação: o Vidro Azul, da responsabilidade de Ricardo Mariano. O programa é transmitido ao passar dos domingos para as segundas e repete às quartas, também em horário carregado de insónia. Tentei ouvir uma vez, esqueci todas as outras, mas de vez em quando passo pelo blog, a ler pelo menos as novidades. Muitas vezes, o Pêssego, previdente, mostra-me novidades musicais com as quais me entusiasmo e repete a fonte: Vidro Azul, Vidro Azul.
Hoje tentei adicionar o blog ao desenrolar de papiros, mas de alguma forma não é reconhecido. Assim, tem honras em grupo de links à parte ali ao lado e tentarei actualizar os podcasts semanalmente. É da forma que educo esta minha memória débil mental.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Etc.

"(...)
porque em toda a palavra está o silêncio dessa palavra
e cada silêncio fulgura no centro da ameaça
da sua palavra -
como um buraco dentro de um buraco no ouro dentro do ouro"

Herberto Helder

em noite de calor e como desculpa para adiar o início de mais uma rodada de trabalho.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Da minha parte é mesmo vermelho, obrigadinha

A leitura de João Cravinho é interessante, muito embora algumas considerações escapem totalmente ao meu entendimento. Por exemplo, o "efeito Sócrates" teria que ser esmiuçado para perceber que efeito (miraculoso?) é esse.
Cravinho é um optimista. Considera que é preciso "mudar, alterar, ajustar" para que nas legislativas o resultado não seja desastroso; a esta altura do campeonato, nem que o Partido Socialista fizesse o pino, eu (e tant@s outr@s) mudaria de ideias. Porque se Sócrates foi (é e será) autista, isso não iliba @s restantes de o terem permitido. Portanto, nem só de Sócrates foi feita esta legislatura e poucas foram as vozes dissonantes dentro do Partido. No que me diz respeito, o assunto está resolvido.

terça-feira, 9 de junho de 2009

M Generation

Descobri-o no blog da Alice

Conversas da treta

"A escola deve assentar não no aluno imaginário, mas naquele que existe. Não é o ensino centrado no programa, mas no aluno, porque o programa é pouco útil se os alunos não aprenderem. Essa mudança de paradigma é muito importante: pôr os alunos a trabalhar sozinhos, a corrigir os seus trabalhos, enquanto os professores ajudam os que têm mais dificuldades."

Este é o discurso direccionado para a opinião pública. Porque depois, se/quando o programa não é cumprido, para além das justificações em tudo o que é reunião, estatísticas, grelhas, avaliações e quejandos deste género, a conversa é outra.
Quanto ao quadro idílico dos alunos a trabalhar sozinhos e a corrigir os seus trabalhos - vê-se por aqui quem assenta o seu paradigma em alunos imaginários.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Boa Semana


(dead Kennedys)

Alheamento

Na esplanada. As urnas a fechar. E eu e ele a constatarmos o passar dos anos. Os sonhos - tão longínquos quanto as nossas adolescências. Nenhum de nós festeja. Nada há a celebrar. O dia em que a família Vitória se absteve de ir votar. No Altis desmontam o palanque que serviria para cantar mais uns votos. A abstenção não os envergonha. Apenas os votos nos outros. Surgiu-me um breve sorriso nos lábios enquanto lia o rodapé. Mas quando ouvi a sr.ª PSD, não consegui evitar o asco.

domingo, 7 de junho de 2009

Hoje

Quis falar-te como nunca te falei,
antes de me calar para sempre.
Antes de o silêncio se impor como (um)a cortina de ferro que separa o mundo que foi do que é.
(azar ser dia santo)
Picture by Horst

Neutra, mas pouco (parte II)

Em contrapartida, e para não se se afastar do rival-mor, a líder do maior partido da oposição dirigiu-se ao país com um redondo e eloquente: "Boa noite a todOs". Já o senhor dos centristas, manteve o politicamente correcto: "portuguesas e portugueses".

Neutro, mas pouco

Sócrates cumprimentou OS senhorES jornalistas, parabenizou OS deputados eleitOS e informou OS portuguesES que não ficou muito satisfeito com a brincadeira. Eu, como portugueSA nada mais tenho a acrescentar sobre a personagem.