domingo, 13 de julho de 2008
Serviço Público
sábado, 12 de julho de 2008
Convocatória
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Actualizações
domingo, 6 de julho de 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 5 de julho de 2008
"Ver era um crer vacilante. Tudo era talvez. " Hélène Cixous
A discussão começou com a Ana, com a sua escrita agressiva e muitas vezes maniqueísta. Gosto do que escreve, da forma como o faz, muito embora por vezes o meu instinto inicial repudie o que escreve. O meu apreço pela sua escrita é proporcional ao desprezo que tem manifestado pelas feministas. Por mim, portanto.
A discussão que lançou com este post, evocando o santo nome do Congresso em vão, despoletou uma grande variedade de respostas por esses blogues fora. Não os linko, porque perdi-lhes, na maior parte dos casos, o rasto.
Mas a questão do véu (e afins) e da excisão feminina é uma questão feminina/ista. E a acusação da Ana parece-me injusta. Pelo menos no que diz respeito à concepção de feminismo que milito.
Recuso-me a afirmar, taxativamente que as mulheres não podem usar o véu. Esse é um direito que lhes assiste, enquanto cidadãs dotadas de livre arbítrio. Mas é aqui que reside o cerne da questão: uma cultura que não promova uma escolha consciente e esclarecida não está, efectivamente, a permitir que a mulher assuma essa decisão conscientemente. Logo, na minha óptica, não há padrão cultural ou preceito religioso que o valha que justifique uma violentação tão grave à liberdade do outro, que neste caso é a mulher (nem agenda política, ou interesse económico - e sobre isto escreverei um dia).
No que diz respeito à excisão, a única que tolero é a que corte definitivamente com estes costumes milenares. Sem piedade, com a agravante de que o ritual não acontece na infância do mesmo. Dura há demasiado tempo.
O exemplo que a Luna apresenta não me suscita dúvida; não me incomoda que uma mulher minimamente dotada de liberdade escolha velar-se. Escolheu - espera-se que - conscientemente. Tal como as religiosas cristãs a determinada altura escolhem pelo uso do véu. Mas a uma mulher que nunca teve oportunidade de vivenciar a possibilidade de escolha endereço o meu pensamento, a minha fé fervorosa de que lhe é amputado um direito fundamental que a mim me foi ofertado: o direito de (quase) livre escolha.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Com a mão no poema
Exercícios de paciência e auto-controle
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Mas Ana
Da desconstrução

Reina o estereótipo e o preconceito, neste reino de que vos falo. O mesmo que ainda hoje fala dos soutiens que nunca foram queimados nas nossas praças e que ignoram as agressões que sofreram algumas das nossas mulheres, porque se atreveram a desafiar os senhores das poltronas. Porque as houve. Porque ainda as há. Exactamente porque incomodam e abalam algumas das estruturas mais emperdenidas e ferrugentas que exortam ao deixa estar que estamos muito bem e tempos melhores chegarão naturalmente, preferencialmente distantes do nosso.
Porque incomodamos e abalamos - e fomos mais de 500, e somos muitas/os mais - e porque pacifica e cordialmente propusemo-nos a pensar as questões de todas e de todos nós. Que nos importamos e nos empenhamos e ignoramos os/as senhores/as da verdade e do discurso descansadinho de que até aqui estamos muito bem. Não estamos. E apenas quem se contenta com o seu umbiguinho satisfeitinho é que julga que estamos no fim da linha. Ou melhor, que o futuro só por si resolverá o problema sem que levantemos um dedo - ou um pensamento.É preciso que, pacientemente, partamos pedra. E o Congresso Feminista 2008 foi um bom exemplo disso.
Somos porvir - um porvir que não acredita no destino. O futuro somos nós, que o desenhamos a partir do aqui e agora.
Amnésica

quarta-feira, 2 de julho de 2008
Lullaby fora d'horas
sábado, 28 de junho de 2008
Post(al): queridas amigas, Woman e Ceridwen,
"Introdução - A vida invisível" in Histórias de Mulheres, Rosa Monteiro, Edições Asa, 2000
P.s.: que tudo corra bem. Se puderem, vejam a peça de teatro NEXT : ))
Voltamos dentro de momentos

(WOAB e Ceridwen e mais 548 pessoas*)
*o título é uma promessa exclusiva das duas primeiras
Privilégios de Feminista
Ana Luísa Amaral
Entrei em Londres
num café manhoso (não é só entre nós
que há cafés manhosos, os ingleses também,
e eles até tiveram mais coisas, agora
é só a Escócia e parte da Irlanda e aquelas
ilhotazitas, mas adiante)
Entrei em Londres
num café manhoso, pior ainda que um nosso bar
de praia (isto é só para quem não sabe
fazer uma pequena ideia do que eles por lá têm), era
mesmo muito manhoso,
não é que fosse mal intencionado, era manhoso
na nossa gíria, muito cheio de tapumes e de cozinha
suja. Muito rasca.
Claro que os meus preconceitos todos
de mulher me vieram ao de cima, porque o café
só tinha homens a comer bacon e ovos e tomate
(se fosse em Portugal era sandes de queijo),
mas pensei: Estou em Londres, estou
sozinha, quero lá saber dos homens, os ingleses
até nem se metem como os nossos,
e por aí fora…
E lá entrei no café manhoso, de árvore
de plástico ao canto.
Foi só depois de entrar que vi uma mulher
sentada a ler uma coisa qualquer. E senti-me
mais forte, não sei porquê, mas senti-me mais forte.
Era uma tribo de vinte e três homens e ela sozinha e
depois eu
Lá pedi o café, que não era nada mau
para café manhoso como aquele e o homem
que me serviu disse: There you are, love.
Apeteceu-me responder: I’m not your bloody love ou
Go to hell ou qualquer coisa assim, mas depois
pensei: Já lhes está tão entranhado
nas culturas e a intenção não era má, e também
vou-me embora daqui a pouco, tenho avião
quero lá saber
E paguei o café, que não era nada mau,
e fiquei um bocado assim a olhar à minha volta
a ver a tribo toda a comer ovos e presunto
e depois vi as horas e pensei que o táxi
estava a chegar e eu tinha que sair.
E me ia levantar, a mulher sorriu
como quem diz: That’s it
e olhou assim à sua volta para o presunto
e os ovos e os homens todos a comer
e eu sentia-me mais forte, não sei porquê,
mas senti-me mais forte
e pensei que afinal não interessa Londres ou nós,
que em toda a parte
as mesmas coisas são
domingo, 22 de junho de 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 21 de junho de 2008
"Caderno azul n.º 10"
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Apostasias - o evangelho segundo ELA
Convencera-se que aquela fina camada era só o que valia. E, apesar de não o dizer, apesar de tentar convencer a todos os outros que não era assim, a verdade é que a única coisa em que acreditava ter algum valor, era na sua pele. E nem esta era já sua - era pertença de qualquer uma em quem se deitava.
Uma pechincha, na verdade; de usar e deitar fora.
terça-feira, 17 de junho de 2008
É já amanhã!
domingo, 15 de junho de 2008
Para ti, em particular...
Lullaby de Domingo
sábado, 14 de junho de 2008
Sócrates e Hegel
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Da fome (e) da(s) vitória(s)

Na BP do Estádio de Alvalade o gasóleo deixou de correr das pistolas às primeiras horas da manhã. A meu lado, dezenas de carros de bandeira nacional hasteada antecipam uma vitória suada, que nos irá retirar do calor mórbido. "venham eles que os comemos vivos", ouve-se. Venham eles que nós damos conta do recado, ainda que não haja nada nas prateleiras dos supermercados. São quase 17 horas. Os minutos passam a correr e a prioridade é ter uma televisão para testemunhar, em directo, o futuro de um país. Leio na capa de uma revista: "famílias portuguesas já poupam na alimentação para pagar a casa". Ouço-os dizer à boca cheia que tudo farão para defender Portugal, que a defesa já não se faz com missões de paz ou de guerra, nem nas mesas de ministros com preocupações com a água ou com as fronteiras. A defesa de um país faz-se nas quatro linhas. Enquanto houver futebol há esperança, e quando da selecção sobrarem ecos, restam-nos os clubes nacionais, esses que movem a economia e nos põem a comida na mesa. Esses que nos defendem do desemprego e da ganância dos outros. Esses que são responsáveis pelas descobertas científicas que nos aliviam as doenças e a fome. A fome? Essa que se lixe, temos é fome de vitória, e nisso, a selecção, esse troféu que se apoia em 22 pernas, não nos desilude.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Entre as brumas da memória
A minha Pátria
domingo, 8 de junho de 2008
Lullaby de Domingo
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Cogitações avulsas
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Apreciadora de tomate(s) me confesso

Principalmente cortado(s) às rodelas, acompanhado(s) por queijo fresco e nozes. Bem regado(s) com azeite, vinagre balsâmico e uma pitada de sal grosso e oregãos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
É já amanhã!
Já dizia o outro que...

"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal."
Oscar Wilde
Nota: fui buscar tudo ao google! Copy past, pois claro.Saltos altos...

- É só o que tem na montra?
- Espere. Temos estes que acabaram de chegar... Veja como são giros!
- Sim. Tem bengalas a condizer?
Mandaria a SELECÇÃO NACIONAL...
domingo, 1 de junho de 2008
Pérolas a porcos
Lullaby de Domingo
sábado, 31 de maio de 2008
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue" - Fin
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Post pseudo-funiano(??)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Pérolas a porcos
sábado, 24 de maio de 2008
Lullaby de Domingo
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"

Emmanuel Levinas
sexta-feira, 23 de maio de 2008
(Almost) Closed Door

Encerro o meu dia de trabalho. A três horas e meia de iniciar a próxima tarefa. mas o excelente que recebi e os dois cafés das últimas horas tiraram-me o sono. Vem aí outro dia de olheiras e a porta está entre- a-b-e-r-t-a.
Instalação de Jessica Feldman
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Clap, clap, clap
terça-feira, 20 de maio de 2008
Este País não é para velhos de espírito (se calhar, até é)
"Emissário de Um Rei Desconhecido"
domingo, 18 de maio de 2008
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"
"(...) e vós, Senhor meu Deus! concedei-me a graça de produzir alguns belos versos que me provem a mim mesmo que não sou o último dos homens, que não sou inferior àqueles que desprezo." BaudelaireLullaby de Domingo
sábado, 17 de maio de 2008
A minha verdadeira devoção
Nada garante que tu existes
Não acredito que tu existas
Só necessito que tu existas
de David Mourão-Ferreira
A Sócrates o que é de Sócrates (o novo)
Aos 5 infames votantes da sondagem de Mr. Lekker
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Também nós vamos a fumos
Ao cuidado do camarada Funes
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Porque dizem que anda por aí uma espécie de crise alimentar e tal
quarta-feira, 14 de maio de 2008
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"
terça-feira, 13 de maio de 2008
Declaração pública de interesse
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Só porque me apetece...
domingo, 11 de maio de 2008
Lullaby de Domingo
sábado, 10 de maio de 2008
devoções
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"

"Vejo eu o que vejo? O que não estava ali se calhar estava. Ser e não ser não se excluíam mais." Hélène Cixous
O Paul do romance não passava de um porco (badalhoco)
Deixo aqui uma passagem do fascinante livro: O velho que lia romances de amor, de Luís Sepúlveda
“ Paul beijou-a ardorosamente enquanto o gondoleiro, cúmplice das aventuras do amigo, fingia olhar noutra direcção e a gôndola, equipada com macios coxins, deslizava tranquilamente pelos canais venezianos”.
Leu a passagem várias vezes em voz alta.
Que raios seriam as gôndolas?
Deslizavam por canais. Devia tratar-se de botes ou canoas, e quanto àquele Paul, era óbvio que não se tratava de um tipo decente, já que beijava “ardorosamente” a rapariga na presença de um amigo, e ainda para mais cúmplice.
Gostou do começo.
Pareceu-lhe acertado que o autor definisse os maus com clareza desde o princípio. Dessa maneira evitavam-se complicações e simpatias imerecidas.
E quanto a beijar, como é que ele dizia? “ardorosamente” como diabo seria isso?
(…)
Não. Os xuar não se beijavam.
Recordou-se também de que, em certa ocasião, vira um garimpeiro acasalando com uma jíbara, uma pobre mulher que deambulava por entre os colonos e os aventureiros implorando uma golada de aguardente. Quem tivesse vontade puxava-a de parte e possuía-a. A pobre mulher, embrutecida pelo álcool, não tinha consciência do que estavam a fazer com ela. Dessa vez, o aventureiro montou-a na areia e procurou-lhe a boca com a sua.
A mulher reagiu como uma besta. Tirou o homem de cima dela, arremessou-lhe um punhado de areia e desatou a vomitar com um nojo indissimulável.
Se beijar ardorosamente era isso, então o Paul do romance não passava de um porco.
(...)
Ditado
quinta-feira, 8 de maio de 2008
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"
Subsídios Para Uma Conjugalidade Pacífica
terça-feira, 6 de maio de 2008
A doçura da provocação: da contra-série "La beauté est dans la rue"
domingo, 4 de maio de 2008
Pérolas a porcos
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 2 de maio de 2008
"Novas" fragrâncias feministas
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Morre de uma vez e não chateies
Viagens...
In the mood for...
terça-feira, 29 de abril de 2008
Céu pendente
in O velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda
domingo, 27 de abril de 2008
Lullaby de domingo
sábado, 26 de abril de 2008
Da vergonha
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Dia da guerra
Tempo e espaço
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Sessão de puro masoquismo
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Para ti, querida amiga Woman
domingo, 20 de abril de 2008
Heresias
Lullaby de Domingo
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Agradecimento
quarta-feira, 16 de abril de 2008

ficam a escorrer inertes no pensamento, perdidas algures num labirinto de memórias futuras, caídas pelas escadas da imensidão do vazio.
(I'm tired)
Help me
No âmbito da disciplina de Formação Cívica, subordinada à actividade: “descreve as características do teu amigo, identifica os seus defeitos e o que poderá melhorar com a tua ajuda”, surge, no meio de muitas outras mais, esta “pérola”:
Ela (amiga) é linda, simpática, atenciosa e divertida.
Não gosto quando ela se irrita, mas é normal…
Não a irritar é a minha ajuda para ela poder melhorar.
A minha pessoa, às vezes, irrita-me!
Valha-me, ó Amigo(a).
terça-feira, 15 de abril de 2008
Matam a palavra escrita
E perdem-no não querendo perdê-lo, de cada vez que se abandonam em vocalizações guturais porque apenas não pousam os olhos nas curvas voluptuosas da palavra escrita. Dada.
Cinderela, versão gandulo
domingo, 13 de abril de 2008
Há que tempos...
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Quase
quarta-feira, 9 de abril de 2008
"Em Abril, águas mil!"
terça-feira, 8 de abril de 2008
Pagadora de Promessas
Clicar na imagem para poder ler o programa sem recorrer a lupa.
Caro Funes, bem mais belo que as colunas do Desidério (não as vislumbrei ainda).












