terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O Contrário do Mundo.

Entardecer pela noite escura.


Ou
Do que acontece à mulher que foi pássaro quando descobre o humor em ( lugares e) horas desajustadas.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O Mundo ao Contrário

Entardecer pela manhã (vá, quase a meio do dia)

Ou
do que acontece à mulher que foi pássaro quando termina a papelada burocrática típica da época.

Concorrência - Not about love

Esta também não é uma canção de amor. Na voz da versátil Fiona Apple.
What is this posture I have to stare at That's what he said when I'm sittin' up straight Change the name of the game 'cause he lost And he knew he was wrong but he knew it too late But I'm not being fair 'Cause I chose to listen to that filthy mouth But I'd like to choose right Take all the things that I've said that he stole Put 'em in a sack Swing 'em over my shoulder Turn on my heels Step out of this sight Try to live in a lovelier light This is not about love 'Cause I am not in love In fact i cant stop falling out I miss that stupid ache

Lullaby de Domingo

Durante muito tempo ouvi-a, conferindo-lhe um outro sentido. Sabia fazer parte da primeira ópera sobre afro-americanos e, perante o que é dito, "li" que se referiria a uma mulher, escrava, que não poderá escapar ao seu senhor. Afinal, a escravatura é outra. É mulher. Negra. Puta. E responde perante um outro senhor, com outros grilhões. Mudam-se os tempos, mas não mudam as vontades.
Não é uma canção de amor...
"(...)
Don't let him handle me And drive me mad
(...) Don't let him take me Don't let him handle me With his hot hand (...) But when he calls I know I have to go (...) He's gonna handle me and hold me so
It's gonna be like dyin', Porgy, Deep inside me."
Música de George Gershwin Letra de Ira Gershwin
...e ninguém a diz como ela.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Mr Lekker

"Sensibilidade graciosa" (Tristan Tzara)

Teve a sua piada.* Eis o que restou da crónica: Eternamente Pouco importa o que penso Própria voz, carne viva, Imaginava como complicado E infinito orgulho Adiada, Lavrada Enfileirei de autor, As páginas de ossos. *Mas não tem ponta por onde se lhe pegue, a não ser a "arte" do corte. Restam os recortes, as palavras solitárias, sem o entendimento inicial.

"Infinitamente original" (Tristan Tzara)

"Poetar" aleatoriamente. O meu desejo inclina-se profundamente para uma crónica de VPV, como se o fio da tesoura rasgasse a pose e humor. A preguiça fala mais alto e não saio para comprar o Público. Enfim, terá que ser com Lobo Antunes. A ver vamos o que daqui resulta.

um olhar

" (...) Sou neblina, sou ave, / Estrela, Azul sem fim,/ Só porque, um dia, tu,/ (...)/ Por acaso, talvez, /Olhaste para mim."

Teixeira de Pascoaes
*como é visível, a imagem foi retirada da net.
(Benjamin Vautier)


"Je te reconnais signifie que je ne peux te connaître ni par la pensée ni par la chair. La puissance d'un négatif demeure entre nous. Je te reconnais va de pair avec: tu m'es irréductible, comme je le suis pour toi."
Luce Irigaray in J'aime à toi

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

uma descoberta

Desconhecia! Agora tenho mais um espaço para visitar. Ficam aqui as coodernadas:http://tiburciothesmartest.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Hoje...

Hoje magoaram o meu amor
e o meu amor entristeceu-se
Na face rolaram cristais
turvos de sangue e dor
Há dor que um beijo não cala
nem uma rosa perfuma
Há dor que só o tempo suaviza
no quebrar contínuo da vida
Hoje magoaram o meu amor
e a dor agravante virou ferida
O meu amor martirizado sofreu
e a sua alma emudeceu
Há dor que as lágrimas não aliviam
nem palavras confortam
Há dor que só o amor
faz palpitar o coração
e o coração ainda sofre de amor.
Lídio Araújo, Princípio (amor natus est)... E... fim! (dies irae)

O Pinheiro da Actualidade








Pediram-me ideias para a Árvore de Natal do bar dos alunos. Gostei. Ideias é mesmo comigo. Eis a descrição que fiz:

A estrutura (a mais simples possível) do pinheirinho que os meninos do curso de Carpintaria fizeram, será toda forrada com folhas de jornais. O efeito ficará engraçado porque enrolamos tiras de papel preenchido com letras e imagens (o melhor jornal para isso é o d´A Bola! É muito colorido e há sempre muito porque são óptimos para limpar os vidros lá de casa!). Depois passamos um pouco de verniz por toda a estrutura.
Faremos uma estrela forrada também com folhas de jornais ou de revistas (as folhas de revistas como a Maria, a Nova Gente e outras da chamada imprensa cor-de-rosa são as mais indicadas e sempre podemos dar aquele toque de... utilidade ao papel já desperdiçado), para depois pôr no cima do dito pinheiro que, por sua vez, ficará assente num vaso cheio de tiras de folhas da imprensa escrita.
De seguida, os alunos irão fazer uma pesquisa e uma recolha de imagens sobre os seguintes assuntos: guerras actuais; fome no mundo; catástrofes ecológicas; doenças; "obesidades"; "magrezas"; "normalidades e anormalidades"; moda; “primeiros, segundos e terceiros mundos”; sem-abrigo; cultura e culturas; tecnologias; pedofilia; etc.… Ou seja, assuntos da actualidade.
Por fim, o pinheiro irá ser decorado com as imagens e mensagens da referida e trabalhada actualidade sob forma de "postaizinhos".
O pinheiro irá ser original, quase que posso garantir.

Ficou feito, mas o resultado final foi deturpado, ou seja, os postais foram ilustrados com baboseiras do género: pais natais, sinos, anjinhos, meninos Jesuses, presépios, virgens Marias, bons natais, boas festas... o blá blá do costume! Não há volta a dar. Afinal de contas, Natal rima com Carnaval.

Yep! Confirma-se.

Sou mesmo uma feminista incorrigível. Concordo convictamente com este post da Isabela e destaco o seguinte excerto da caixa de comentários (também da Isabela, que tem mesmo jeito para isto):
"Que a liberdade sexual não seja servilismo a um sempiterno poder masculino, assente em nada, que não seja venda. Que aquilo a que chamam livre vontade seja uma vontade livremente esclarecida, e não a mera imitação de uma estética sexual castigadora para as mulheres (para os homens igualmente, porque os homens não percebem que isto é um fenómeno no qual eles também estão incluídos como vítimas - mas não é dos homens que estou agora a falar, portanto...), e que é, antes de mais, a realização das inconfessáveis fantasias masculinas, agora confessadas. Mas que se realizem as fantasias masculinas, porque não?, se essas forem também as fantasias femininas."

Passou-me a crise

Voltei a ser bolorenta e feministaIstaIstaIstaIsta. (nada de boazona, portanto)

3.ª Dúvida "existencialista"

Devo tentar transformar-me numa boazona? E isso dá muito trabalho? (se der, já não quero)

2.ª Dúvida "existencialista"

Refiro-me às outras gajas como boazonas ou não?
E refiro-me a grelos e batatas ou não?

1.ª Dúvida "existencialista"

...de feminista feminina ou feminina feminista:
Arre já conta?

Post it no frigorífico

Tenho que praguejar com mais regularidade e dissertar sobre quecas e cojones no sítio e mostrar as mamas e abusar nos decotes e dizer que os comia a todos para finalmente ser uma feminista desempoeirada do século XXI. Arre!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Re-post

(Em Parêntesis)

Agora reparo que a eles recorro, como se quisesse constantemente interromper o texto. E pergunto-me que posicionamento assumem na minha vida: será que fecho os parêntesis que nela vou abrindo?
(aqui)

Solidariedade natalícia: uma actualização




E a lista aumenta. Acrescente-se o Everything (desgostoso porque nem tudo está no devido lugar) na candidatura ao lugares disponíveis para o limbo do Natal.

(Ainda existem lugares disponíveis).
(Minha querida Lueji, a tua dicotomia não nos permite uma candidatura prioritária).



Ilustração retirada aqui