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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A ignorância Atrevida

Ouço Miguel Sousa Tavares (MST) garantir assertivamente, no Jornal das 9, na SIC, a inexistência de monarquias ditatoriais. Talvez não fosse má ideia, sei lá, mandar-lhe umas informações das ONG's de Direitos Humanos sobre... as monarquias (na visão dele tão democráticas) da Arábia Saudita, do Camboja, da Tailândia, do Brunei, Omã, dos Emirados Árabes Unidos.... A ignorância é triste, mas a ignorância atrevida é insuportável! MST diz estas incorrecções sem qualquer pudor. Sem qualquer reconhecimento pela responsabilidade que é ser um personagem que tem acesso ao espaço público de forma privilegiada. Não preciso de ver um telejornal para ouvir o que MST disse: já o ouvi anteriormente (por parte de alguns defensores do regime monárquico). É curioso como uma ideia se pode perder no caminho sinuoso dos argumentos e de quem os recebe. Não entendo esta defesa da monarquia baseada na alegada 'inexistência de ditaduras monárquicas' - o que, para além de ser uma incorrecção - não invalida que as monarquias europeias tivessem tido períodos de regimes ditatoriais. Sou republicana porque não concebo a ideia de que alguém ganhe o direito de representar/e/ou governar a nação apenas porque nasceu numa determinada família [terá por certo as suas vantagens - encontram-se, naturalmente, prós e contras no facto de se educar alguém (de nascença) para as tarefas de representação do reino (consoante o tipo de monarquia pode ser bem mais que representação)]. Mas voltando o foco aqui para o rectângulo, e pensando no papel do PR: sim, apesar de todos os constrangimentos existentes na eleição de um(a) PR (apenas as personalidades escolhidas pelos partidos podem ser eleitas na prática e, os partidos mais fortes - mais ricos -, têm mais hipótese que os outros) - apesar destas (e de outras questões que fragilizam a eleição de um representante da nação e outras que fragilizam o próprio regime em si), continuo a preferir um regime onde eu possa escolher quem me representa. A ideia das castas e dos privilégios e obrigações à (por) nascença carece de algum tipo de crença no destino - da qual eu sou desprovida. É claro que, reconheço a existência de castas (de famílias, de profissões, partidárias, etc.) no regime republicano democrático em que vivemos. Claro, e pior que isso, existem privilégios quanto ao número de nomes que @s descendentes da ex-família real podem usar (privilégios esses que não são extensíveis aos restantes cidadãos). Dizia MST que "foi um erro esconder o que foi a 1.ª República: que se acha que se instituiu o sufrágio universal, a inclusão das mulheres na política, a promoção da educação". Não sei com quem anda MST a falar, mas eu soube há já alguns (bastantes) anos que as mulheres acederam - timidamente - aos lugares de eleição e eleitoras já durante o Estado Novo. O que se sabe é que a Iª República prometeu o voto às mulheres republicanas e que lho retirou logo após a médica Carolina Beatriz Ângelo ter exercido o seu direito de voto (não sem antes a questão do recenseamento ter ido a tribunal). Por isso se costuma dizer que a Iª República traiu as mulheres sufragistas. E se falhou no número de escolas que implementou (porque não cumpriu o seu plano para a educação), lembremo-nos que a monarquia já contava com alguns séculos sem tentar - tão pouco - democratizar o ensino. As coisas são como são, mas eu gostava, sinceramente, que @s monárquic@s deste país dissessem mais em prol da defesa do regime que acreditam ser melhor para o país, para além de se queixarem do dinheiro gasto na representação da República (na Monarquia devia ser menos, com certeza...), ou no facto de algumas personalidades da República terem mais privilégios que ele@s (não é que tod@s nós, é del@s!) - como se o mesmo não acontecesse na monarquia... Depois, claro, para não ajudar, ainda há aquela gente que gosta de usar palavras light como nomes próprios e nomes de peso nos apelidos, a quem as revistas cor-de-rosa acompanham com títulos de baronesa, duque, e aparentados. Esses trataram de ridicularizar qualquer réstia de dignidade à coisa.

Picture by Diane Arbus

domingo, 13 de maio de 2007

MST

O meu problema não está em que MST opine, mas no facto de o homem ser pago para isso. Irrita-me a postura eu cá sou da cepa do Hemingway*! Enervam-me as postas de pescada sobre qualquer assunto, com aquela tonalidade desdenhosa que o homem emprega a quase tudo o que diz. Na verdade, estou cada vez mais convicta que nós é que devíamos ser pagos para gramar com as birras de MST. Credo, como a criatura berra e bate com os pés. * Que também é um dos ódios de estimação cá da moça.

sábado, 16 de maio de 2009

Também comecei a ver...

...mas mudei imediatamente de canal. Se há uns anos ainda me dava ao trabalho de ler MST (as crónicas), hoje simplesmente deixo-o passar ao largo. Não me interessa o que a sua sobranceria tem a dizer.
Em relação ao propalado amor de MST pelas touradas só o entenderei quando alguém lhe enfiar uma bandarilha no dorso e ouvi-lo a dizer que é bom e é bonito e que lhe atesta a raça. Até lá... olé.

E em jeito de adenda, este começo brutal do Rodrigo Guedes de Carvalho no Aqui e Agora; não vi. Ceridwen acabou de me enviar o link e ainda estou em choque.

domingo, 5 de julho de 2009

Sem pau nem pedra

Ainda não me refiz do choque em relação à capa da Visão desta semana. Ao passar pelas bancas, desdenhosamente ri-me da capa da Sábado, com o óbvio MJ. O susto que apanhei quando cheguei a casa é indescritível: MST como tema de capa. Castigo óbvio da Deusa.

PS: Não, ainda não li a entrevista, um susto de cada vez.

domingo, 27 de julho de 2008

A propósito de uma conversa ao longo do jantar

Chema Madoz

Ao longo do jantar de bloggers, foram múltiplos os assuntos colocados em cima dos pratos. Já nem sei muito bem como, chegamos à leitura e ao que conseguimos ou não ler. Como o tema me é querido. trago a discussão aqui para o blog. Sem pratos.
Saramago é, para mim, uma melancolia. Gostava genuinamente de o conseguir ler, mas há algo em mim que o interdita. Tanto quanto já pude ouvir sobre os seus livros, há alguns conceitos que considero geniais. Simplesmente, não consigo ler-lhe as entrelinhas. Pela forma como espraia esses conceitos pelo texto, Saramago é-me ilegível.
O mesmo já não acontece com Miguel Sousa Tavares. Como já tive a oportunidade de explicar anteriormente, as minhas razões para a recusa da leitura de MST são absolutamente irracionais: o homem irrita-me solenemente. Nem precisa abrir a boca. A postura corporal e os trejeitos de lábios são suficientes para me provocarem náuseas. O vaidosão da opinião contaminou completamente a minha visão sobre a sua escrita, pelo que nem consigo pegar num dos títulos dele para folhear em plena livraria. Desleitura antes da leitura, portanto.
Por outro lado, também tenho as minhas paixões assolapadas. Clarice Lispector é uma delas. Foi-me apresentada numa algo distante aula de Filosofia Contemporânea (quiz endereçado a Sancho: quem terá sido?). Ninguém como ela para me atingir com as palavras. Irónico que eu, que não consigo ler quase nada em português do brasil, eleja uma brasileira como uma das escritoras da minha eleição. A outra é, evidentemente, Virgínia Woolf (o nome deste blog assim o denuncia).
A escapar a esta catalogação, está Patricia Dunker. Dela, apenas li um pequeno livro, A Sombra de Foucault, que devorei. Difícil de encontrar nas livrarias, tenho o meu completamente rasurado, com as páginas a despenarem do manuseamento. Na verdade, a minha adoração por este pequeno livro é algo ridícula: não está maravilhosamente escrito. Mas tem passagens sublimes e essas bastam-me.
Passo a bola para o vosso lado: quem é o autor(a) da vossa eleição (e já agora, que livro)?
E quem nunca conseguiram ler, apesar de inglórios esforços?