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sábado, 14 de junho de 2008

Sócrates e Hegel

Sócrates deixou-se biografar estrategicamente a um ano das eleições*. E a fim de dar um colorido pitoresco à coisa, faz afirmações surpreendentes. Fiquei surpreendida por ler que Sócrates, o novo, tentou ler Hegel, mas que o achou intragável. Que teve sentimentos de culpa por não o conseguir fazer. Que descansou quando leu que Popper (e vão dois) considera que Hegel não sabia o que queria dizer. Eu só acho que Sócrates tentou ler Hegel em Inglês. *Toda a informação constante deste post tem como fonte a Visão. Menos o último parágrafo.
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pouca Visão

Sabemos bem o que um bocadinho de sol e calor provoca nos media. Aliás, há anos que a época é imbecilmente chamada de silly season, supostamente porque nada se passa (aquele pequeno pormenor da Geórgia é engano), porque nada se diz, porque nada se faz (o que no meu caso é bem verdade e isso se calhar valerá um outro post). E, portanto, também as revistas não são de ferro. Desde o início do Verão que a Visão se tem escudado nas capas sobre locais onde fazer férias. E com esta manobra de diversão, lá vai safando edição atrás de edição.
Sou leitora assídua há 6 anos. Primeiramente, com o ritual de a comprar às sextas, por vezes aos sábados quando ainda não tinha chegado. Depois, cansei-me e assinei a bicha. E confesso que os amores esmorecem e as idas à caixa de correio são mais tardias. A desta semana, por exemplo, só a retirei ontem, enfadadamente, à espera de mais do mesmo. Porque assim tem sido; à excepção de algumas crónicas ou algumas matérias mais ou menos inspiradas, a verdade é que a qualidade tem vindo a perder-se nos meandros das notícias que anunciam garbosamente os números de vendas.
Mas não é (só) isto que motiva este post. A Visão desta semana, para além de me provocar mais alguns bocejos enquanto mecanicamente lhe passo revista, provocou uma certa irritação o artigo Sem Vida Nem Livros, no separador pomposamente etiquetado como Portugal - Governo. Ao longo da leitura do artigo, fiquei a saber que este era uma quase impossibilidade. Ora, inicialmente achei engraçado que a autora desfiasse as agruras de uma repórter em busca do livro favorito dos membros do executivo. Em 17 ministros, apenas 3 responderam ao repto da jornalista. E aqui registo a falta de três bem mediáticos: o Primeiro, que alardeou há uns tempos não perceber nada de Hegel, mas simpatizar com Popper, a Ministra da Educação e o Ministro da Cultura. Ora, num quiz sobre livros, parece-me estranho que estas três personalidades tenham adiado indefinidamente a resposta. Ná área que me é mais próxima, não me surpreende que a nossa senhora da Educação ande um bocadinho baralhada em busca do livro (e o que é um livro?) favorito. Enterrada entre tanto computador salvador do intelecto das nossas criancinhas, já nem deve reconhecer o formato. Eu por mim ia mais longe e substituia de uma vez as criancinhas por computadores e o assunto ficava logo arrumado. A ver se as estatísticas não respondiam condignamente aos números do Ministério. Adiante.
De regresso ao assunto que perdi algures no post. O inquérito. As coisas azedaram no que me diz respeito quando a leitura conduziu-me para as escolhas dos três homens que responderam - a saber, Augusto Santos Silva, Rui Pereira e Nuno Severiano Teixeira. Estas foram submetidas a uma rigorosa avaliação de três peritos - Pedro Mexia, Eduardo Pitta e Carlos Reis - que interpretaram as entrelinhas. No caso específico da avaliação de Eduardo Pitta, este permitiu-se a tecer mais algumas considerações absolutamente pretensiosas. A avaliação, na verdade, disse mais de quem avaliou do que propriamente das obras referidas, ou dos Ministros sobre fogo. Reiterei duas impressões minhas: o Eduardo Pitta é absolutamente insuportável e a Visão está uma grande porcaria (para não usar termo mais forte mas, certamente, mais adequado).