domingo, 30 de agosto de 2009

As tradições também se abatem

Hoje, uma tradição atravessou-se-me no vestido de dragão bordado e borboleta vermelha. É uma tradição feia, sonoramente insuportável, que tenta elevar pateticamente aos céus o que há muito é meramente profano. Levanta-se deus e com ele girandolas de canas que depois atravessam dragões, borboletas, cores que placidamente apenas tomam banhos de sol. Morreu-se-me um vestido, mártir de um deus profano, que responde apenas com ornatos de plástico a barrar o céu e com flores moribundas em tapete para que o homem que diz carregar deus nelas passe. E com o corpo do meu vestido inanimado nos braços, enquanto continuam a invadir-me as paredes com a torrente de orações altifaladas mesmo para quem não quer ouvir, repito, as tradições também se abatem.

Lullaby de Domingo



"Diz-me se ainda esperas
Encontrar o sentido
Mesmo sendo avesso a vê-lo em ti vestido."

(Mas há alguma coisa que o Manel Cruz faça e que eu não goste?)

sábado, 29 de agosto de 2009

J.S. Bach - Air on the G String, Sarah Chang

Uma mãe à beir(ã) de um ataque de nervos


Na minha direcção, vinham duas mulheres que aparentavam ter os seus trinta e poucos anos, e um rapazinho sorridente de mais ou menos cinco anos, que ia um pouco mais à frente. A mulher que puxava o carrinho com o bebé proferia, muito enervada, tais palavras:
- Vem já par´aqui! Tás a ouvir?! Ai! ainda te vais a rir?!! Ri-te, ri-te! Raios! Com o teu pai tavas era a moer!

Calçada de Carriche

Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.

Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,

Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
António Gedeão

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Considerações várias sobre caroços


A caixa de comentários sobre a problemática do caroço tem sido profícua:
O RPS (do Fado Falado e agora também companheiro nesse outro blog de que somos fãs, Funes, El Memorioso) lançou desafio para concurso de lançamento de caroços, o Henrique propôs tabaibos com casca (vide fotografia que ilustra o presente post, proveniente deste espaço). Mas quero destacar as considerações tecidas pelo JR dos Ponteiros Parados (blog recomendadíssimo por nós):
"Uma verdadeira socratina no seu melhor. Um espelho do líder. Os caroços das cerejas estão para a garota como os manuais para os estudantes: dá muito trabalho, não vale a pena. Até porque, no fim, comem-se as mesmas. A diferença é que os estudantes não vão ter empregadas para trabalhar por eles. A não ser que façam batota como a socratina de serviço. E o seu pastor."

E já que estamos com a mão na massa, propomos a leitura, entre outros, deste post do referido blog.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Das mãos à boca

As mãos eram pequeninas e finas, com unhas minúsculas, frágeis, redondas, que coroavam a ponta carnuda dos dedos. As mãos pareciam sair-lhe dos braços de forma desajeitada, demasiado curtas para o resto do corpo, para os braços rechonchudos. Gesticulava muito e os trejeitos de boca ao balbuciar a torrente de assuntos em que se queria especializar confirmavam aquilo que as mãos desde logo tinham dito: um desejo cego de validação incondicional do discurso. Mas este, tal como as mãos, apenas era pequenino.

Subsídios para os últimos dias de Agosto

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Evangelho Segundo Clarice

"Talvez o que houvesse nele fossem apenas ecos de que ouvira dizer: «que no alto de uma montanha a gente descortina.»
Só que ele não descortinou nada. E se, no seu entopercimento, grosseiramente reconheceu aquele instante na montanha, foi apenas porque uma pessoa reconhece o que deseja."
Clarice Lispector, A Maçã no Escuro


Os caroços das cerejas são um problema sério!

Prioridades

Ainda estou emocionada com o tema de capa da Pública de domingo: "O Meu Mundo Encolheu Numa Semana", uma experiência radical levada a cabo por Isabel Coutinho e que nos explica na primeira pessoa como é horroroso viver sem internet e telemóvel e que relegou para segundo plano o texto de Ana Cristina Pereira e Pedro Cunha "A Tensão é a rotina na Bela Vista" que aborda, por sua vez, a dificuldade em sobreviver num bairro com contornos de gueto.

Deus Nos Livre

Desta nova lei das uniões de facto, que nos reduz a escolha pessoal e a liberdade de escolha. Deus nos livre que sem um contrato assinado numa Conservatória* ou num altar, o/a nosso/a companheiro/a tenha direito sobre o que foi nosso. Deus nos livre que essa sacra instituição, civil ou religiosa, não seja a única a conceder direitos aos cidadãos e cidadãs que partilham vida. E principalmente, Deus nos livre de falhar o momento político, ainda por cima quando as coisas parecem correr mais ou menos de feição para o partido de todos/as nós.
Ámen! Graças a Deus!

*Vide caixa de comentários.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Boa Semana

"Razões de uma escolha" - título usurpado ao Entre as Brumas da Memória

Há um passo na entrevista à Carolina Patrocínio que para mim foi muito esclarecedor quando às razões da escolha da moça para mandatária do PS para a Juventude: a menina não gosta de perder, mesmo que para que tal não aconteça tenha que fazer batota. Parece-me em perfeita harmonia com a actuação deste Executivo e respectivos proponentes a mais 4 anos (a confissão bem que podia ter saído do Ministério da Educação, né?).

domingo, 23 de agosto de 2009

Lullaby de Domingo

Algo para refrescar estes últimos dias (quentes) de Agosto:



"No one said
Make something with what's in your head
And the dreams are gone (?)
And the dreams are gone (?)"


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Enquanto a SIC repete reportagens... no canal 1, uma Ferreira Leite rejuvenescida (e quase loira) responde (por vezes) às perguntas de Judite de Sousa.
Haverá mesmo necessidade de a reportagem da SIC sobre o 'massacre de Fortaleza' (há oito anos) revelar (de forma ostentatória) a residência dos pais do condenado? A que é que acresce para a informação (e melhor compreensão do caso) para um telespectador, saber que os pais do Militão moram no número 52 da Praceta X (dito em off), e com direito a planos da varanda, da porta e do prédio da residência das pessoas?

Cogitações avulsas e inconsequentes

De há uns tempos para cá, a maioria da população deste País anda contentíssima com a descoberta de um novo verbo: ressabiar (há uns anos atrás era o empreendedorismo). Vai daí que agora anda tudo feliz e contente a utilizar o termo e seus derivados: em cada esquina um/a ressabiado/a é posto a descoberto pelos bem falantes. Tanto entusiasmo por uma palavra nada tem de mal e faz-me acreditar que o pessoal ainda se deixa fascinar pela língua portuguesa, mas confesso que já me causa melindre vê-la em todo o lado, colada a toda a gente, lançada como se de um trunfo se tratasse. E que tal fazermos uma outra ronda no dicionário e descobrirmos uma outra tão gira quanto esta?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu não tenho senão um País e o pior é que é deles/as também

Como bem sabemos, o pior da crise já passou (e graças às medidas espectaculares do executivo, que não teve culpa nenhuma em relação à crise - Global, Global - mas que reclama os débeis sinais de recuperação para si). E portanto, eles não comem tudo, mas comem muito.

Numéros sans noms

Plaisir Partager
(jusqu'un numéro?)

Caixa de Correio



Não será assim tanto, mas a miúda até apresenta algumas ideias pertinentes.
(razão tinha o outro quando afirmava que o saber está em nós, o problema está em esquecermos)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Objecto de Desejo


Suspiro prolongado, a adivinhar o compasso (longo) de espera.


Boa Semana



there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...

domingo, 16 de agosto de 2009

Na Quinta do Orwell


O episódio da troca da bandeira por alguns bloggers do 31 da Armada não me suscita reacção apaixonada. Sugere-me, porém, a reflexão de, em Portugal, os factos se tornarem notícia apenas quando um meio de comunicação tradicional deles se ocupa.
Que me recorde, quer o caso do desafio do blog Rua da Judiaria (Nuno Guerreiro Josué), quer o incidente da cadeira com a blogger (Dina Soares) do Escola de Lavores, quer ainda o pedido feito, via Twitter, por Ana Martins ao deputado Jorge Seguro, para que os deputados se abstivessem de usar a palavra autista como forma de insulto, quer o episódio do 31 da Armada só tiveram eco nacional a partir do momento em que saltaram para os media ditos tradicionais. A médio prazo, será possível que um político português escolha o youtube como ferramenta privilegiada de comunicar algo ao país, mas por enquanto, parece que o formato das conferências de imprensa [tradicionais] continuam a ganhar face às novas tecnologias.

No entando, o que me causa estranheza, são alguns argumentos de defesa à acção dos ditos jovens. Ora, façamos o seguinte exercício: alteremos a identidade das pessoas em questão e pensemos neles como uns jovens candidatos a delinquentes, que usam e abusam de substâncias menos recomendáveis, que não escrevem em blogues, e que não têm apelidos sonantes; mas que decidem trepar (sem recurso a escadarias - sim, há gente que consegue estas coisas, acreditem) pelo mesmo edifício para trocar as bandeiras, não porque sejam monárquicos, mas porque estavam para ali virados (aliás, segundo o blog em questão um dos envolvidos - Henrique Burnay - nem tão pouco é monárquico). Será que esta acção suscitaria tais reacções de defesa baseadas no facto de: "a polícia ter mais que fazer do que perseguir bandos de jovens que não fizeram mal a ninguém?"

Deixando de parte a questão da defesa da monarquia, os comentários de apoio baseados no facto de os rapazes não terem feito nada de mal (de resto, também não via nada de mal em apanhar laranjas ou pêssegos do quintal do lado - teria é que me aguentar se o vizinho não achasse piada e decidisse apresentar queixa), ou que a polícia não tem mais que fazer [que, aliás, é sempre o que me vem à cabeça sempre que sou parada pela (ex) Brigada de Trânsito], ou há crimes muito piores (o que não dizer de alguém que é detido por estar a urinar na via pública, obviamente, que a argumentação a usar será: ouça lá, sr. polícia, não tem mais que fazer? Acha que estou a fazer mal a alguém?) são, no mínimo, singulares.

É que, ainda não consegui entender esta argumentação. Sugerem exactamente o quê? Que se mude o Código Penal para que o acto dos bloggers do 31 da Armada não esteja contemplado no mesmo ou que os mesmos crimes sejam somente aplicados quando os agentes sejam aqueles jovens considerados escumulha? Sim, esses que não têm nomes de bem, nem blogues, ou Internet.
Ilustração de Ralph Steadman

Book Of Longing - Diário de um Concerto já com fotografia* (LC)

Na estranha fila porque queria chegar até isto:

How sweet time feels
When it's too late

and you don't have to follow
her swinging lips

all the way into
your dying imagination.
Leonard Cohen

*via telemóvel

Lullaby de Domingo



(Tinhas razão, a música na viagem foi muito melhor que a que passava no local de destino)
Repescada do baú das memórias, cantámo-la novamente e voltamos à época em que ainda acreditavamos que teríamos tudo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Um caso sério (1235)

Ler a Isabela é um ritual que pratico já há alguns anos. Raramente comento, porque tenho sempre muito pouco a acrescentar e é ridículo (parece-me) estar sempre a reescrever o mesmo: belo post/grande post/magnífico post (a Isabela deixa-me sempre com muito poucas palavras). Mas este post é obrigatório e não poderia deixar de o recomendar a quem o quiser apanhar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

My Dear Nefertiti:

"What is this, behind this veil, is it ugly, is it beautiful?
It is shimmering, has it breasts, has it edges?

I am sure it is unique, I am sure it is what I want.
When I am quiet at my cooking I feel it looking, I feel it thinking

Is this the one I am too appear for,
Is this the elect one, the one with black eye-pits and a scar?

Measuring the flour, cutting off the surplus,
Adhering to rules, to rules, to rules.

Is this the one for the annunciation?
My god, what a laugh!

But it shimmers, it does not stop, and I think it wants me.
I would not mind if it were bones, or a pearl button.

I will only take it and go aside quietly.
You will not even hear me opening it, no paper crackle,

(...)

No falling ribbons, no scream at the end.
I do not think you credit me with this discretion. "

Sylvia Plath

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Esto no puede ser no mas que una cancion*

Esta Coimbra que revisito já não é a minha (seja bem vindo quem vier por bem)**. É uma outra, com outras gentes, outros lugares e outros cheiros. É uma cidade que não se permitiu cristalizar. A ponte D. Pedro e D. Inês que pode ser percorrida a pé, a ponte desencontrada em memória dos amores contrariados não pertencia à minha Coimbra. A minha Coimbra é velha, apenas povoadas pelas ruas antigas, pela calçada difícil, pela Sé Velha mais velha com andaimes a conspurcar-lhe as paredes (quando a luz se apaga nas janelas). Na minha Coimbra, de vez em quando, houve o Pinto e o Pratas, houve um rasganço registado em cassete desaparecida na memória, sempre evocada, ainda por achar. Na minha Coimbra nós, mulheres, desenhamos bigodes e prendemos cabelos como forma de furar essa tradição de que mulheres não rasgam homens, nem homens mulheres (O que faz falta é animar a malta). Já não somos nós que calcorreamos a calçada com a impressão de que é nossa, para sempre nossa.

Esta Coimbra que revisito já não é a minha e não tenho coragem para procurar novamente pelo Diligência(s). O Diligência(s) era o sítio no meu tempo que ainda resistia à sua passagem. Foi lá que descobri as benesses de uma sangria e de um cigarro fumado ao som das canções de Zeca Afonso. Primeiramente, timidamente, sentávamo-nos nas mesas mais próximas à porta, com receio de quebrar o encanto dos amigos que lá dentro se reuniam, que cantavam ou dedilhavam as cordas à vez. Com o passar das noites atrevemo-nos e aproximamo-nos cada vez mais (e levavamos outros amigos também). Lá, pela primeira vez, ouvimos o Hasta Siempre ou Yolanda (e aquela praia de gente madura punha-nos a pensar). E voltavamos. Sempre que o bolso nos permitia, ou a vontade apertava (e para nós eram trovas e cantigas de embalar). Tornamo-nos familiares e atrevemo-nos a lançar música pedida, a bater palmas, a trautear refrões a plenos pulmões (afirmamos dente por dente assim) e a pedir estórias e música e vinho.
Desde que saí de Coimbra e a revisito nunca mais voltei ao Diligência(s); pelo medo do que possa (não) encontrar, porque é espaço que ficará eternamente tal como foi naquela altura, como continuo a rememoriar. Voltar a Coimbra é voltar ao Diligência(s) sem lá ir.
Não é necessariamente preciso: Mi soledad se siente acompañada.

*O título e a última frase foram retirados de Yolanda.
**As frases em parêntesis pertencem a Zeca Afonso (ou decorrem de algumas líricas de Zeca Afonso).



domingo, 9 de agosto de 2009

Lullaby de Domingo

Hoje, não poderia ser outra: por ele e por mim, que por cá cirando e revisito esta Coimbra que já foi minha sem nunca realmente o ser, esta Coimbra que deixou de ser minha, mas da qual nunca realmente saí.

Camané

Convite inesperado: "Camané em Vouzela, queres vir?"
Claro que fui. Não sou apreciadora de fado, mas fado cantado por este senhor...
Ouvi embevecida, atenta e comovida, entre muitos, este canto:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

No Continente, nada de novo (parte 2)


Em contrapartida, os cartazes da campanha da MFL não são muito melhores: apesar do ar manifestamente mais jovial e simpático, ainda assim parece-me sempre que a senhora está numa qualquer repartição pública à espera de utentes; e não me parece que a simpatia se prolongue por muito mais tempo.

No Continente, nada de novo (parte 1)

Aterrar em Lisboa significa dar de caras com o cartaz que a Nefertiti aqui deixou: em cada esquina um Sócrates Narcísico, como bem exemplifica a orientação da campanha. Sócrates em pose de salvador (até tenho pudor em usar a palavra) da Pátria, no meio de um grupo de mulheres (what else) que o olham de forma embevecida, ainda que completamente esbatidas* apenas tem o efeito oposto ao pretendido no meu espírito**.
*Na busca pela imagem referente ao cartaz, encontrei o site Sócrates 2009 e descobri que há um Movimento Sócrates e até tem um ícone. Em meu entender, apenas há um movimento a dedicar ao Sócrates: um chuto daqui para fora.
**Em função do exposto, não consegui efectivar uma reedição da exposição do dito cartaz por aqui.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Diário de um concerto (ainda) sem fotografias - LC

No final do concerto, enquanto me esforçava por me manter em estranha fila, Ceridwen estabelecia contacto com duas norueguesas, que apesar de considerarem o público português muito empático, não hesitaram em apontar a principal falha: o atraso. 21:15 e ainda entrava gente aos magotes no Atlântico, pelo que o concerto teve que começar ainda com as pessoas a aceder calmamente à sala. E concordo com uma das norueguesas na sua afirmação: "you don't do that to an old man."

Diário de um concerto (ainda) sem fotografias - LC

Aqui a esperta viajou sem máquina fotográfica e nem se lembrou de pedir a Ceridwen para levar a máquina guardadora de momentos. Resultado: restou-lhe o telemóvel multi-usos e uma enorme vontade de se autoflagelar com a profusão de flashes disparados no Atlântico. As parcas fotografias tiradas, sem qualidade, permanecem no telemóvel e aguardam regresso a casa para poderem passar para o computador e aí se saber se valem algo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Boa Semana

So let me tell you somethin' sister
Remember your name
No twister
gonna steal your stuff away

Lullaby de Domingo








Uma das faixas de Dark Was The Night.