sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Sempre amor!

Há quem diga que não há amor como o primeiro... Pois eu acho que não há amor como o primeiro nem como o segundo nem como o terceiro nem como quarto...
Todos iguais, todos diferentes, OS AMORES!
( Pintura de Marc Chagall)

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Destilar algum do mau humor...

Alguém explica porque a maior parte das lojas nos toma por parvos? Abomino aquela ideia de t'shirts e afins com o nome da marca estampado em letras garrafais ao peito. É que não há paciência! Anda uma pessoa a tentar arranjar uns trapitos decentes, e as boas das funcionárias aparecem-nos com exemplares do género, como se da pólvora se tratasse. E quando respondo que não pago para publicitar a loja, só falta gritarem sacrilégio! O ar de incredulidade e censura é indescritível. Só falta alguém refugiar-se dentro de um provador de roupa e berrar... Santuário, Santuário!

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

O (en) encanto da Pequena Sereia

O (en) canto da Pequena Sereia “ Na imensa e secular rotina em que nos perdemos”, surgem “vozes” que pincelam os nossos Invernos com cores quentes. É preciso ouvir para sentir. A permanência de uma gélida estação dá-se quando recusamos aprender a escutar os sons que não nos são familiares.Durante algum tempo destes meus pardos dias, ouvi uma voz que me importunava, no início, sempre; depois, quase. “Já leu?”. Por falta de tempo e de paciência, ainda não tinha lido. Os meus pensamentos da “cor-de-burro-quando-foge” diziam-me que nada de interessante me ia dizer aquela voz tão verde, tão nova. Adiei e fui adiando. Mas… ai de mim! Sou tão humana, erro tanto! “Desculpa” (é enervante o uso e abuso que faço desta palavra que, se fosse tecido, estava esburacada ou mesmo desfeita).
Quando o dever chama, os pestilentos humores passam, e eu li:“ - Trabalho de Português (8º ano): sob forma de diário, relembra um dia da tua vida que tenha sido importante para ti.
O dia do meu transplante renal foi o dia mais desejado, mais longo dos meus 17 anos já feitos nesta vida.As horas, minutos, segundos passavam no relógio posto no meu pulso ao som e ritmo do tic tac infinito. Durante o meu calmo e descontraído descanso, vejo, entretanto, uma equipa de enfermeiros a aproximar-se e a levar-me, muito calmamente, para um dos blocos operatórios do Hospital de Santa Maria. Ao chegar ao bloco operatório, a minha mãe ficou à porta, e eu segui um pouco mais à frente. Olhei em volta, enquanto esperava por novas ordens da equipa que estava comigo.
De seguida, disseram-me para passar para a sala de operações, e assim foi. Logo depois, deitei-me em cima da chamada “mesa de operações”. Reparei que na parte superior do bloco havia dois espelhos para os estudantes de medicina.Olhei com mais atenção e vi um ajudante de cirurgia, estava a vascularizar um órgão e percebi logo que era o rim que me iam pôr. Lamentei com a enfermeira: “Aquilo parece um frango a esticar a argola!”.
Além de mim, a equipa estava nervosa, porque sabiam todos que iria ser um transplante muito complicado. Logo de seguida, anestesiaram-me.
Acordei. Estava no recobro. Olhei à minha volta e perguntei à minha mãe quantas horas tinham sido, e ela disse-me “cerca de 8h e 30m de transplante. A Dr.ª que me tinha operado disse-me que, apesar de ter sido muito tempo, muitas horas, a operação tinha sido um sucesso. Fiquei tão contente que só pensei: “Agora tenho que ter uma boa recuperação”.
Desde daí, já passou um ano, dois meses e três semanas e eu estou muito feliz e espero continuar por muitos e muitos anos com a parte da vida de outra pessoa.Hoje posso dizer que faço parte da zona VIP dos milionários deste universo."
A autora deste texto chama-se Elsa Freitas, frequenta o oitavo numa escola da Madeira e, tal como as sereias, não consegue andar, por isso, usa uma cadeira de rodas para levar o encanto do seu sorriso e da sua voz. É linda e muito amiga dos humanos, esta Pequena Sereia.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

"E por isso não perguntes por quem os sinos dobram...”

Este é o meu desejo. Desejo que a morte se visite no hospital; se sinta prostrada numa dessas camas. Que não consiga comer e esteja cansada. Que sinta as pernas a incharem, o corpo a esvair-se. Que fique na pele e no osso, apenas os olhos; que não os consiga abrir, pelo cansaço. Desejo que a morte sinta na pele a morte de outrém, que compre flores e se cubra de negro. Que sofra por alguém. Que experimente a ausência, o corte. Quero que a morte sofra. Que não diga adeus. Que não tenha tempo de dizer adeus. Que recuse até ao fim dizer adeus. Desejo que a morte se ausente de si, que não estenda constantemente a mão à dor, como se de alívio se tratasse. Que não apareça como benesse, como benção, com um golpe de alma, no corpo. Quero que acompanhe o cortejo fúnebre de si mesma. Título roubado a um excerto de John Donne, citado por Hemingway.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

«Nem todos os jornalistas chegam a editores, só os melhores»

Pena que o rigor avaliativo não chegue ao partido, ao parlamento ou aos gabinetes ministeriais. Por enquanto. Aguardemos pela proximidade da próxima "avaliação", a ver se o rigor, sobriedade e meias verdades se mantêm em frente aos microfones e na ponta de um dedo para enviar sms a convocar a imprensa.

Para Ti...

"Cada dia é mais evidente que partimos Sem nenhum regresso no que fomos, (...). Sophia de Mello Breyner Andresen



domingo, 15 de outubro de 2006

sábado, 14 de outubro de 2006

Se tivessem que sair à rua e vender qualquer coisa, qual seria a vossa escolha?

Quando os porcos tomam a casa grande... 2

Já percebem porque toda a gente quer ser Doutor ou Engenheiro? Para ter um microfone em frente e poder chamar todos os outros de ladrões. A melhor defesa sempre foi o ataque, principalmente na política. Isso, e uma gravata vermelha.

Quando os porcos tomam a casa grande... 1

Sigo o fio puxado pela Tamodachi e chego à conclusão que nos dias que correm, uma das ocupações mais proveitosas é ser assessor do assessor de alguém que percorra gravemente os corredores políticos portugueses e, de sobrolho levantado, apele à contenção de despesas.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Esta é a história de uma disciplina que morre...

Muita coisa tem mudado, com este Mi(ni)stério da Educação; informações contraditórias, reformas aplicadas à pressa, exames que foram, são e deixam de ser, exames que não eram, não são mas que até ao final do ano lectivo ainda podem ser...Enfim, e tudo isto com uma Ministra a afirmar angelicalmente que não percebe assim muito bem os protestos (que não têm que ver só com isto, mas também). E no meio desta salganhada, leva-se a cabo, silenciosamente, o assassinato lento da filosofia, a ver se ninguém nota e ninguém reclama. No ano em que se decide que nem para entrar no Curso Superior de Filosofia é permitido exame a Filosofia, o Brazil assume postura inversa e reintrega a disciplina de filosofia nos cursos médios. Curioso que quando por cá se fomenta uma política de abate da disciplina, um outro País (privado da mesma graças a uma ditadura) a ela regresse e lhe reconheça a perenidade, apresentando o facto como "uma vitória da luz" (César Callegari, sociólogo). Isto diz muito de nós e do rumo que tomamos. Isto diz muito de quem diz saber o que é melhor para o nosso País. "Estamos reintroduzindo o ensino crítico e oferecedo aos jovens a possibilidade de entender melhor o mundo em que vivem", afirma o Ministro da Educação brasileiro. A "nossa", informa sobre as suas decisões no que diz respeito à disciplina, sem as explicar ou sequer discutir. Acabam-se os exames, as faculdades recebem a informação que não lhes é permitido solicitar o exame de filosofia. Mata-se a filosofia e são poucos os que notam. Mas também, para que queremos nós que se ofereça a possibilidade de compreensão de mundo? Desde que votem no quadradinho certo e não pensem muito sobre o assunto... até aqui, tudo bem. Não é? (Ilustração do post roubada a Magritte)

domingo, 8 de outubro de 2006

Lullaby de Domingo 2

Quando hoje cheguei, sorrias. Apesar de seres olhos apenas, por hoje, os teus lábios também sorriram muito. E isso fez-me esquecer a música de ontem, fez-me desejar outra totalmente nova. Não quero luas azuis a determinar como estás.

Lullaby de Domingo.

"The killing moon* Will come too soon" Em triste domingo, uma verdadeira lullaby enche o silêncio.
"Fate Up against your will Through the thick and thin He will wait until You give yourself to him" * Clicar na opção de "Killing Moon", para ouvir...

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

é assim que eu sinto!

Não entendo nada de arte... mas gosto.
Só consigo fazer uma leitura ou interpretação de um objecto dito arte, quando este consegue traduzir e despertar algo de e em mim...
Eu não sei... mas quando tenho dores de cabeça, lembro-me sempre da escultura do conceituado artista Rui Sanches... traduz realmente aquilo que por vezes sinto. Hoje, lembrei-me dela.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Os fundamentalistas moram ao lado.

De morrer a rir, o que descobri no Síndrome de Estocolmo. No País das Maravilhas, farol da humanidade no que diz respeito à liberdade e cidadania, criou-se uma nova cruzada digna do século XXI, materializada na exortação à abstinência sexual como forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez.* Vai daí que, o empreendedorismo (adoro esta palavra) norte-americano , desata a criar produtos tentadores para este novo nicho de mercado. Agora, os adolescentes podem animar as aulas aborrecidas com exemplares destas deliciosas canetas, em variadíssimas cores, muito modernas. Contudo, a ousadia não se fica pela escrita e um adolescente verdadeiramente ousado não deixaria de usar ao peito esta pérola da joalharia desenhada para homem (os homens também usam jóias, ou não costumam ver os vídeos do pessoal radical rodeados por carros, jóias e gajas boas?). E como um bom empreendedor (também) pensa nos mais discretos, quem não ousar levar a peito a máxima, sempre pode levá-la carinhosamente no bolso, no formato de guarda-chaves (para além de tentar "guardar" o óbvio).
No entanto (e porque o melhor vinho guarda-se para o fim), a pérola desta campanha genial reside neste singelo objecto, a ostentar orgulhosamente ao peito por qualquer adolescente e mulher emancipada...
São Rosas, Meu Senhor, são Rosas! Já dizia a outra ao esposo, enquanto revelava o que transportava no regaço...
*Esta questão só vem confirmar que por cá continuamos num País de 3º mundo. Andamos preocupados em referendar a liberalização do aborto, quando estes já estão muito à frente, cortando o mal pela raíz. Afinal, no princípio (do mal) era o sexo!

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

O mal do sistema!!

"O sistema está de mal a pior e a culpa é dos professores!! Repito: OS PROFESSORES É QUE TÊM CULPA!
OS CULPADOS SÃO OS PROFESSORES PORTUGUESES E OS PROFESSORES DA MADEIRA E DOS AÇORES!!! Apesar de serem de países diferentes... tODOS SÃO CULPADOS!!"
TENHO DITO!!"

terça-feira, 3 de outubro de 2006

A Queda

Uma lista com uma data de livros e filmes a adquirir... Faço-a porque preciso de a apresentar, mas acrescento alguns à minha lista pessoal. Repesquei títulos que acumulavam pó nas minhas prateleiras; e abri-los, ainda que para retirar referências, levou-me lá atrás, ao momento da compra, ao prazer da primeira leitura. Foi, portanto, uma tarde prazeirosa. Busquei também palavras e actos, que há muito não tinha a oportunidade de ver... como estes. Figura nas duas listas.

domingo, 1 de outubro de 2006

Lullaby de carácter extraordinário.

A magnífica Callas, em luta com Tito Gobbi. Não uma, mas duas. Este é o beijo de Tosca. Que caiam os Scarpias!